W3vina.COM Free Wordpress Themes Joomla Templates Best Wordpress Themes Premium Wordpress Themes Top Best Wordpress Themes 2012

Futebol mineiro: supremacia nacional em xeque e o anti-Ipatinga

Futebol Mineiro

Créditos da imagem: Ultimadivisao.com.br

Nos últimos dois anos os dois grandes de Minas, Cruzeiro e Atlético, conquistaram o protagonismo do futebol nacional. O Cruzeiro foi bicampeão brasileiro com larga folga. Já o Atlético arrebatou a Libertadores em 2013 e a Copa do Brasil em 2014 – ambos títulos inéditos.

Terão os dois clubes mineiros novamente uma grande temporada este ano? O início do ano não causa muita animação. Na primeira fase do Campeonato Mineiro, as duas equipes da capital conseguiram ficar atrás da Caldense. Pode-se argumentar que os dois clubes não levam o estadual tão a sério, ainda mais na primeira fase. Mas levando-o a sério ou não, a última vez que os dois clubes não chegaram nos dois primeiros lugares da primeira fase foi em 2010. E a última vez que nenhum dos dois ocupou o primeiro lugar foi em 2006, quando o posto foi ganho pelo Ipatinga.

O desempenho das duas equipes na primeira fase da Libertadores também não foi animador. O Cruzeiro pegou um grupo incrivelmente tranquilo e conseguiu se complicar. O Atlético, é verdade, caiu numa chave mais complicada, mas só conseguiu se classificar à maneira atleticana, graças a um gol inesperado no fim do jogo. No ano do título da Libertadores, em 2013, o time passeou em campo até as quartas de final.

Já o cruzeirense pode afirmar que em 2014 o Cruzeiro também fez uma primeira fase de Libertadores medíocre e acabou com o título do Brasileiro no segundo semestre. É verdade, mas naquele ano o Cruzeiro liderou a primeira fase e ganhou o Mineiro com 11 vitórias e 4 empates em 15 jogos. Isso sem falar, é claro, que o clube se livrou de seus três principais pilares de 2014: Ricardo Goulart, Éverton Ribeiro e Lucas Silva. Os substitutos que chegaram não me parecem estar, ainda, no mesmo nível.

Sim, a equipe do Atlético é mais parecida com a de 2014. Mas, convenhamos, a equipe de 2014 não era uma equipe excepcional e a conquista da Copa do Brasil teve elementos heroicos, louváveis, inacreditáveis, etc., mas nada que acontecerá todo ano. Ao menos suponho que não.

Enfim, há indícios que este ano no futebol brasileiro não se verá nova supremacia mineira. Mas convém esperar estas oitavas de Libertadores, aí poderemos reavaliar nossos conceitos.

Caldense

O clube de Poços de Caldas tentará se tornar apenas a segunda equipe do interior a ganhar o Campeonato Mineiro desde 1964, ano em que o Siderúrgica de Sabará foi campão. Sim, oficialmente a Caldense foi campeã mineira em 2002, ano que não contou com a participação de Cruzeiro, Atlético, América e Mamoré, que jogaram a Copa Sul-Minas.  Portanto, eu particularmente ignoro este fato, ainda que se deva notar que naquele mesmo ano a Caldense foi vice-campeã do Supercampeonato Mineiro, com as equipes que participaram da Sul-Minas.

O único time do interior campeão mineiro nesses últimos 50 anos foi o Ipatinga em 2005. Alguém criou o termo “clube ioiô” para estas equipes que passam a vida inteira acumulando acessos e rebaixamentos, um atrás do outro, os “Náuticos e Criciúmas” da vida. Clubes como o Ipatinga são uma categoria especial. Eu diria “equipes balísticas”. Surgem do nada, atingem o topo em velocidade recorde, apenas para logo depois caírem violentamente em direção ao solo, em velocidade igualmente recorde. Pense, por exemplo, no São Caetano ou no Brasiliense.

Fundado em 1998, o Ipatinga ganhou o Campeonato Mineiro (2005), chegou à semifinal da Copa do Brasil (2006) e acumulou acesso atrás de acesso até chegar à Série A do Brasileiro em 2008. Hoje, sete anos depois, e chegando a ter se chamado Betim por um tempo, o Ipatinga está na segunda divisão do estadual e não possui mais divisão nacional.

De certa forma, a Caldense é uma espécie de anti-Ipatinga. Fundada em 1928 e tendo disputado o seu primeiro Campeonato Mineiro de futebol profissional em 1961, a Caldense é uma velha conhecida do futebol mineiro. Ela está sempre lá, disputando ano após ano para terminar honrosamente no meio da tabela. Bem, talvez finalmente chegou a hora da formiguinha trabalhadora conquistar o seu doce.

Com Luiz Felipe e Copa do Mundo no Estadual, Grêmio é favorito
Santos x Palmeiras e o prazer da decisão

Escrito por:

- possui 5 artigos no No Ângulo.

Estátistico de Belo Horizonte, obcecado por estatísticas. É uma daquelas estranhas pessoas que sentem prazer assistindo um jogo entre Jordânia e Honduras.


Entre em contato com o Autor

3 respostas para “Futebol mineiro: supremacia nacional em xeque e o anti-Ipatinga”

  1. Eita, comparar Náutico e Criciúma com Ipatinga é muito exagero

  2. Engraçado João Felipe Neves, a minha interpretação foi totalmente diferente da sua. Ele chamou times como Náutico e Criciúma de “times ioiô”, ou seja, aqueles que vivem caindo e subindo; já o Ipatinga ele definiu de uma nova maneira, como “equipe balística”, que surge do nada, atinge o topo, e depois morre.

    Ou seja, foi justamente uma diferenciação… 😉

  3. Hexa Brasileiro , Tri C do Brasil , 40 Milhões de Torcedores , 0 Rebaixamento , 1 Libertadores , 1 Mundial , 32 Estadual , e nada Humilde. Isso é Flamengo pô.


Deixe um comentário

Enquete

Qual o maior técnico brasileiro dos últimos tempos?

Ver resultados

Carregando ... Carregando ...

Colunistas

Emerson FigueiredoEmerson Figueiredo

Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

Gustavo FernandesGustavo Fernandes

Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, não resiste a um bom debate sobre esportes, desde futebol até curling. São-paulino, é fundador e moderador do Fórum O Mais Querido (FOMQ). Não esperem ufanismos e clichês. Ele torce, mas não distorce.

Jorge FreitasJorge Freitas

“Prata da casa” oriundo da Coluna do Leitor, este internacionalista é tão louco por futebol que tratou do tema até em seu TCC. Mestrando em Análise e Planejamento em Políticas Públicas, neste espaço une o gosto por escrever com a paixão pelo esporte mais popular do mundo.

Fernando PradoFernando Prado

Natural de Brasília, mas residente em São Paulo desde que se conhece por gente, é um apaixonado por esportes e pela “sétima arte”. Jornalista e advogado, busca tratar o futebol com a descontração que lhe é peculiar, com o compromisso da boa informação e opinião consistente.

José Maria de AquinoJosé Maria de Aquino

Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

Gabriel RosteyGabriel Rostey

Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano é especialista em política urbana. Com formação em gestão do esporte, também encara apaixonadamente o futebol como fenômeno cultural.

Fernando GaviniFernando Gavini

Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

Assinatura por e-mail

Arquivos

©2017 No Ângulo - Todos os direitos reservados