Isso é Pep Guardiola – Análise do Bayern contra a Juventus

Créditos da imagem: Portal Terra

1) Se defende no 4-3-3 e ataca no 2-3-5: Vidal sustenta os dois zagueiros, Lahm e Bernat viram os armadores por dentro e Thiago e principalmente Müller afunilam com o trio da frente.

2) Müller é meia ou atacante? Lahm é lateral ou meia? Alaba é zagueiro ou volante? Neuer é goleiro ou líbero? Impossível definir!

3) Marcação e desmarcação! Primeiro gol surge de bola recuperada e enfiada no setor de Evra. Müller lê o lance e vai em cima do francês, o que permite Robben ir até o fundo e centrar para a escorada de Douglas. Quem já estava na segunda bola? Müller!

4) Marcação e desmarcação! Contragolpe com bola recuperada na intermediária defensiva, transição veloz e Müller novamente como ator decisivo. Se move na área para perturbar zagueiros enquanto Robben busca a hora h da finalização fatal.

5) Zagueiros? Dois meio-campistas na função! Kimmich e Alaba qualificam a saída de bola e levam a equipe adiante com Vidal desde atrás. São rápidos, quase nunca vencidos no 1×1 e, se a bola sai limpa de trás, metade do trabalho está feito.

6) Vai faltar força sem zagueiro? Vai. Bayern é vulnerável nas disputas na área e mais suscetível a perder duelos como a do segundo gol da Juventus, que pedem força física. É o preço que se paga, mas o conceito de jogo está acima de tudo.

7) Posse para encontrar espaço. A Juventus não encostou na bola por 4 minutos ininterruptos do primeiro tempo! Foi constantemente acuada nos últimos 35 metros do gramado por DEZ bávaros (na imagem, deu para enquadrar oito). Tudo para achar buracos por dentro, abrir na beirada e chegar com cinco homens na área.

8) Robben e Douglas Costa não param! O jogo pelos flancos se torna mais duro com laterais que avançam pelo centro, mas os pontas marcam muito e avançam sempre com velocidade e intensidades incomuns.

9) Sempre compacto! Jogadores próximos uns dos outros permite as trocas de passes. Se perde a bola, há 10 jogadores por perto para retomar. O processo de jogo é hermético, se completa.

10) Coragem para ousar. Elenco curto para ter todos motivados e integrados significa ser obrigado a recorrer emergencialmente a jovens como Kimmich, que falhou feio e colocou a Juventus no jogo que estava 2-0. Preço que pode se pagar.

 

3 comentários em: “Isso é Pep Guardiola – Análise do Bayern contra a Juventus

  1. Excelentes observações, Dassler Marques!

    Eu sou fã do Guardiola! E confesso que tenho muita curiosidade (e uma ponta de torcida) por um novo Bayern x Barcelona! Para mim o time bávaro tem um funcionamento melhor que o catalão (que compensa com as individualidades). Ainda acho que a semifinal do ano passado foi muito circunstancial, com um Bayern todo remendado (muitos desfalques, Robben e Ribery entre eles), e com o Barcelona fazendo 3 x 0, na ida, a partir dos 31 do segundo tempo do que era uma partida equilibrada.

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