La casa del fútbol

Créditos da imagem: Antena 3

“La casa de papel”, minissérie sensação do momento, exalta o futebol brasileiro e dá uma dimensão de sua representatividade para o mundo

“Brasil ou Camarões?”.

É com essa pergunta que o recrutador de bandidos “Profesor”, personagem principal da trama, tenta ilustrar a sua ideia para os seus comandados.

La casa de papel é uma empolgante minissérie que tem como pano de fundo o “modesto” plano de uma quadrilha de invadir a Casa da Moeda da Espanha e lá produzir todo o dinheiro que será objeto do seu roubo.

Só que para tanto, o genial “Profesor”, uma espécie de “Mestre dos Magos” contemporâneo que deixaria até o detetive Columbo de cabelo em pé, quer ganhar a opinião pública, dando a ideia de serem eles – os bandidos – o lado fraco da situação (e para isso ele arquiteta N planos mirabolantes, tanto para denegrir a imagem da polícia, como para enaltecer as ações do seu grupo criminoso).

Tudo isso pela crença de que as pessoas instintivamente torcem pelo lado mais fraco das relações, seja na vida, seja no esporte.

Romário fazendo chover no duelo contra Camarões, na Copa de 94.

Diz ele à certa altura da série: “Em uma Copa do Mundo, tirando os brasileiros, para quem as pessoas torceriam? Brasil ou Camarões?”.

E aqui chegamos ao ponto que eu queria.

Percebem como ainda somos “o país do futebol”? Como o Brasil é tratado como referência no esporte lá fora?

O que não quer dizer que nossos campeonatos domésticos e a administração dos nossos clubes não tenham que melhorar, não coloquem palavras no meu texto, por favor.

Só acho que não devemos ser ranzinzas e que valorizar o nosso produto também é importante.

Não sejamos, pois, míopes nem para o “bem” e nem para o “mal”, por assim dizer.

O futebol é um patrimônio do Brasil.

Não se trata de “pachequismo”, mas de reconhecimento.

BRASIL, LA CASA DEL FÚTBOL.

E segue o jogo.

Em tempo: vamos para a Rússia como favoritos sim! 😀

10 comentários em: “La casa del fútbol

  1. Por essas e outras que acompanho as colunas do No Ângulo. Caras, vcs são diferenciados! Que linha editorial mais rica e cheia de opiniões fortes e fora da curva. Top demais!

    1. Poxa, valeu mesmo pelo comentário, Francisco.

      Por favor, não deixe de cadastrar o seu email no site para que você possa nos acompanhar diariamente. 😉

      Um Abração!

  2. Muito bom, adoro textos que abordam questões mais culturais assim! 😉

    Concordo inteiramente que o futebol é nosso patrimônio, e temos todos que ter a consciência disso na hora de valorizarmos o que somos! E isso inclui a imprensa, que eu penso que adora dizer coisas como “não somos o país do futebol nada”, “os argentinos gostam muito mais do que nós” e coisas do tipo.

    Já sobre sermos favoritos na Rússia, eu concordo com o Gustavo Fernandes: somos um dos favoritos, mas não somos OS favoritos. Aliás, não sabemos lidar bem com favoritismo e zona de conforto, na minha opinião…

    1. Não acho que se desvaloriza o futebol. Estas lembranças de que há países com mais praticantes (e há mesmo) servem pra que se desça do salto. Sim, porque se existe uma fantasia nacional longe da realidade é ver o brasileiro como humilde. Foi mais uma construção ufanista, em contrapartida à propagada arrogância europeia. Como se chamar alemão de cintura dura, inglês de grosso, etc… fosse sinal de humildade. Não precisamos nem de complexo de vira-lata, nem de pitbull. Tem que fazer o que levou o Brasil, especialmente a seleção, a referência óbvia do esporte: jogar futebol aprimorando virtudes e corrigindo lacunas, sem achar que não tem que provar nada a ninguém. Os mitos estão sempre se provando. Por isso são mitos.

  3. Ainda somos o país de futebol, concordo. Porém, esses torneios desorganizados, excesso de jogos no ano e clubes “amadores” nos tornam cada vez mais o “país de bons jogadores de futebol”, com os melhores jogando fora e com o desempenho dos clubes nacionais muito abaixo do nível europeu. Temo pelo dia que teremos uma seleção sem jogadores de clubes nacionais.

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