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Lágrimas sinceras: o exemplo de Fumagalli

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Créditos da imagem: O Imparcial

Jogador de (apenas) boa capacidade técnica, Fernando Fumagalli dribla as próprias limitações e consegue fazer de sua carreira, que tinha tudo para ser medíocre, algo marcante: é ídolo bugrino!

Okay, Fumagalli não foi lá “essas coisas” nos ditos clubes grandes (em que pese a conquista de alguns títulos e algumas boas atuações por Santos, Corinthians e Vasco da Gama).

De modo que o próprio mercado se encarregou de “atirá-lo” para as divisões inferiores do futebol brasileiro.

No entanto, como não admirar um jogador que, em tempos de “futebol moderno” e “profissional”, sempre fez questão de declarar o seu amor ao Guarani e que construiu a sua gloriosa trajetória pelo clube quando ele – o simpático Bugre – vivia o pior momento de sua história?

Pois bem.

Eis que aos 40 anos de idade e prestes a encerrar a carreira, Fumagalli chorou ao saber que a partida do último sábado entre Guarani e CRB pode ter sido a sua última no Brinco de Ouro, já que o atleta enfrenta o Londrina pendurado, amanhã, e corre o risco de ficar fora da despedida bugrina no seu estádio, na próxima sexta-feira, contra o Luverdense. Lágrimas sinceras de quem ama e sabe que é amado.

Fumagalli é um genuíno ídolo do Guarani e os números traduzem a sua importância: com 89 gols, é o quarto colocado na artilharia da história do clube, atrás de Careca (118), Nenê (com mais de 120) e Zuza (com 149 oficiais).

O grupo de jogadores já revelou um pacto interno com o fim de evitar o rebaixamento. Além dos motivos óbvios, os seus companheiros de time não querem manchar a aposentadoria do ídolo que se despede.

Eles todos, confesso, terão a minha torcida.

E segue o jogo.

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Escrito por:

- possui 244 artigos no No Ângulo.

Natural de Brasília, mas residente em São Paulo desde que se conhece por gente, é um apaixonado por esportes e pela “sétima arte”. Jornalista e advogado, busca tratar o futebol com a descontração que lhe é peculiar, com o compromisso da boa informação e opinião consistente.


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12 respostas para “Lágrimas sinceras: o exemplo de Fumagalli”

  1. Jorge Mendes disse:

    Excelente!

  2. Medíocre seria um pouco pesado…Seria uma carreira média.. Tecnicamente seria menos do que a do Martinez, conseguiu destaque no Palmeiras, mas teria sido um jogador regular, que não explodiu. Porém virando ídolo bugrino, onde se transformava, fez um capítulo a parte.

  3. Vicente Prado (Coluna do Leitor) Vicente disse:

    ESSE MENINO CONSEGUIU ALGO MUITO MAIOR DO QUE A MAIORIA DOS JOGADORES (ALGUNS INCLUSIVE MELHORES DO QUE ELE) CONSEGUE NA CARREIRA.

    PARABÉNS PELA LINDA HISTÓRIA!

  4. E vcs não falam dele jogando no Sport recife

  5. Campeão da copa do Brasil 2008

  6. Marcelo Silva disse:

    Craque da Copa do Brasil em, 2008

  7. Tadeu Miracema disse:

    Nós tempos atuais isso é uma raridade. Por isso, parabéns pra ele! Sempre tive muita simpatia pelos dois times de Campinas.

  8. Tadeu Miracema disse:

    Corrigindo… Nos tempos atuais.

  9. Rafael Bueno disse:

    Tem merecimento não é craque. mais vamos respeita o atleta parabéns fumagali tem um milhão de pessoas que queriam ter vivido o que tu viveu no mundo da bola

  10. Excelente, Fernando Prado! Você definiu perfeitamente: ao se tornar um ídolo bugrino, ou seja, de um clube muito considerável, de uma grande e rica cidade, que até campeão brasileiro já foi, o Fumagalli mudou de nível e construiu uma trajetória que vai além do mediano! E é justamente esse tipo de conduta que tem faltado para o nosso futebol voltar a ter personagens mais marcantes!


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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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