Libertadores em chamas nas oitavas de final

Créditos da imagem: Conmebol.com

Nem sempre a Copa Libertadores reserva tanta emoção a partir do início da fase de mata-mata. Algumas edições eliminam favoritos ainda na primeira fase, e as equipes que restam para as fases do “tudo ou nada” restringem bastante os palpites para o campeão. Este ano, não: sobram favoritos. É difícil imaginar um confronto do qual não sairá pedaço de couro por todos os lados. Brasileiros e argentinos estarão presentes, representados por algumas de suas camisas mais tradicionais. Mas não estarão sozinhos. Há um uruguaio de peso, mexicanos que assustam na altitude, um paraguaio famoso, embalado pelo sucesso do país na competição em 2014 e 2015, e até um colombiano detentor da melhor campanha. As oitavas vão “bombar”!

Como seriam os prognósticos para cada confronto? Difícil determinar previsões com segurança, tamanho o equilíbrio em quase todos os jogos. Fica a conjectura que resulta dum misto entre camisa e desempenho demonstrado na primeira fase. Vamos a eles:

ATLÉTICO NACIONAL (COL) X HURACÁN (ARG)

Atlético Nacional – Não importa se o grupo do Atlético Nacional não era tudo isso. Não há equipe que consiga alcançar a campanha que o time colombiano atingiu sem estar na ponta dos cascos. Los Verdolagas (alcunha da equipe em Medellín) são a grande sensação da competição e a moral está nas alturas. O clube parece estar vivendo o apogeu de um período que parecia ter chegado ao seu melhor nas mãos de Juan Carlos Osorio, entre 2013 e 2014. Engano. Se não valeria apostar alto em chance de título, é certo que um típico time envolvente e talentoso da região caribenha é o grande favorito contra um adversário que já foi dominado na fase de grupos. O jogador a ser observado é o jovem atacante Marlos Moreno, cria das categorias de base do time verde, mas a estrutura de apoio defensivo é um dos pilares do sucesso, com os volantes Alexander Mejía e Sebastián Pérez representando muita autoridade no setor.

PUMAS (MEX) X DEPORTIVO TÁCHIRA (VEN)

Pumas – Este é outro confronto que se repetirá, após a fase de grupos. Por mais evoluído que o futebol venezuelano esteja, e mesmo que tenha vencido o adversário em casa na primeira fase, não acredito que o Táchira fará frente ao Pumas em um momento decisivo. Para a equipe do país caribenho, as oitavas de final já são um grande prêmio. Para o time da capital mexicana, a ambição é muito maior, e a familiaridade com o local de jogo do adversário – a Venezuela não está distante do México – deverá colaborar bastante no sucesso. Há ainda o fator altitude, que poderá ser decisivo a favor do Pumas no jogo da volta.

CORINTHIANS (BRA) X NACIONAL (URU)

Corinthians – O Nacional voltou a merecer um mínimo de respeito nos últimos tempos, algo que fora perdido pelos times uruguaios entre os anos 90 e 2000. Vem de um grupo que teve como eliminado o forte Palmeiras e isso é uma credencial importante. Além disso, o natural favoritismo do Corinthians pode ter sido abalado com a eliminação da equipe paulista do campeonato estadual. O time de Tite tem tudo para se impôr, mas enfrentará um tricampeão motivadíssimo, confiante e conhecedor da capital paulista. Jogo duro.

ATLÉTICO MINEIRO (BRA) X RACING (ARG)

Racing – Nos últimos anos o Atlético recuperou toda a reputação que sua camisa tradicional sempre recomendou. Faminto por décadas, hoje o Galo vive ciclo histórico feliz para a torcida, com grandes títulos, ótimas campanhas, time de qualidade e jogadores tarimbados, como o craque Robinho. Mas entendo que o Racing está em fase de crescimento, já tendo disputado a Libertadores no ano passado, com campanha boa, enquanto o time mineiro não tem a mesma força – quase mística – que havia 2013, quando levantou a taça. Os ventos sopram para o lado azul de Avellaneda, sedento por um título que conhece, mas que ganhou já há distantes 50 anos.

TOLUCA (MEX) X SÃO PAULO (BRA)

Toluca – Mais um duelo para acompanhar sem tirar o olho. O Toluca liderou com folga o chamado “grupo da morte”, e o São Paulo, que parecia derrotado depois da estreia catastrófica na competição, acaba de buscar a vaga nas alturas de La Paz, e vem de fôlego novo. Mas a poluída altitude da cidade mexicana, espécie de distrito industrial da capital do país, parece estar pesando demais a favor do time da casa, que poderá fazer gols decisivos aproveitando o cansaço adversário, já no final da segunda partida. Além disso, as constantes oscilações de um time que decepciona toda vez que parece que se estabilizou não inspiram segurança para apostar no São Paulo. Bem treinado pelo ex-centroavante paraguaio José Cardozo, o time mexicano é meu favorito.

BOCA JUNIORS (ARG) X CERRO PORTEÑO (PAR)

Boca Juniors – É muito fácil apontar o Boca como candidato a qualquer título em qualquer temporada. O respeito adquirido pelo time da Bombonera depois do histórico ciclo vencedor dos anos 2000 ainda mantém seu legado, mesmo quase dez anos depois da última conquista continental. É verdade que o futebol paraguaio tem sido temido nos últimos anos, com feitos impressionantes do Olimpia em 2013 e dos modestos Nacional e Guaraní em 2014 e 2015, e por isso o Cerro Porteño e sua enorme torcida enfrentarão o cruzamento com ambição máxima. Mas Tévez e companhia produzem uma excelente equipe, que me agradou muito jogando em casa na primeira fase, sem comprometer a campanha nas partidas fora. Este Boca parece, mais uma vez, pronto para tudo na competição.

RIVER PLATE (ARG) X INDEPENDIENTE DEL VALLE (EQU)

River Plate – Aqui, finalmente, um confronto que tem o seu desfecho mais facilmente previsível. O River tem tarimba, camisa, a experiência na competição, um time forte, os excelentes Maidana e Alario, o ídolo D’Alessandro de volta à casa e cada vez mais adaptado à equipe, e decidirá em casa contra um equatoriano inexpressivo. Só uma catástrofe no jogo de ida pode comprometer um cenário tranquilo para o time do Monumental de Núñez. O futebol do Equador está em alta, mas não creio que já poderia surpreender na Libertadores, ainda mais por ação de uma equipe que não é alguma das tradicionais de Guayaquil ou Quito.

ROSARIO CENTRAL (ARG) X GRÊMIO (BRA)

Grêmio – Este é talvez o confronto mais imprevisível, ao lado de Atlético Mineiro x Racing. O Rosario Central nunca facilitou nada em momento algum contra times brasileiros. É o típico time grande argentino, que sabe competir e não se intimida fora de casa. Perdeu para o Palmeiras em São Paulo, mas dominou o jogo. Alega priorizar o campeonato argentino, mas não haveria razões para colocar uma inédita conquista de Libertadores em segundo plano, diante de uma chance tão clara. Por outro lado, o Grêmio vem amortecido pela eliminação do campeonato gaúcho, que, além da frustração que gerou, desgastou demais os jogadores. Ainda assim, o time de Rosario não pareceu imbatível na sua casa quando o Palmeiras esteve lá, e por isso é viável imaginar que a solidez tática da equipe gaúcha permita que ela faça boas partidas e garanta a classificação na competição que é seu objetivo maior para 2016.

21 comentários em: “Libertadores em chamas nas oitavas de final

  1. Entre os brasileiros o jogo mas complicado é do são paulo. Acretido que o racing e o nacional, ñao vão da muito trabalho a o atletico mg e o corinthians, ja o grêmio deve ter um pouco de dificuldade.

  2. Isso, idiota. Continue secando. O Galo vai surpreender muita gente nesta Libertadores. Gambá babaca

  3. O Atlético passa e o Corinthians sai, para a tristeza dos medíocres jornalistas, igual esse daí. Nunca ouvi falar desse coitado… se fosse bom, seria conhecido

  4. Portoalegrense??? Deve ser gremista e puxa saco dos gambás… Este belo site merece pessoas menos parciais e mais qualificadas para suas colunas

  5. Acho que o São Paulo passa, o Galo passa e Corinthians e Grêmio saem… a camisa do Nacional é bem pesada e isso fara grande diferença. O time do Rosário Central é muito bom e sério candidato a ganhar a Libertadores. Bela análise… este site apresenta colunistas extremamente competentes 🙂

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