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Mas a culpa não é do Neymar

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Créditos da imagem: veja.abril.com.br

Para dizer que todo mundo pensa saber tudo de esportes, especialmente futebol, assim como uma enormidade garante falar espanhol quando nada mais faz do que resmungar usando o nariz, usei como isca o Neymar na Seleção. Numa afirmação que mais vale como indagação: “Você acha que o Neymar vai jogar na Seleção o mesmo que joga no Barcelona?”.

Pelo que senti, a grande maioria acha que não vai, assim como aconteceu com Ronaldinho Gaúcho, para citar um exemplo perfeito. E não vai mesmo. Outros buscaram mostrar não haver novidade na pergunta/colocação. Quase um – “agora conta outra, Zé”.

É assim, mas não é bem assim. Nem sempre as estrelas em clubes mostraram menos brilho na Seleção. Os sessentões irão concordar que aquela turma das Copas da Suécia e do Chile, de Gilmar/Castilho a Zagallo/Amarildo, com raríssimas exceções, eram finos de bola tanto nos seus clubes – Botafogo, Santos, Vasco, Flamengo, São Paulo etc – quanto vestindo a amarelinha, que também foi anil.

Uma das poucas exceções? Altafini, aqui chamado Mazzola, recém revelado no Palmeiras, vindo diamante bruto de Piracicaba. Por que saiu daqui titular e, chegando à Suécia, perdeu a vaga para Vavá, não à toa apelidado “Peito de aço”? Porque, nesse curto espaço de tempo, foi negociado para a Itália. E, ainda que de forma inconsciente, perdeu a impetuosidade, sua melhor característica.

Sim, alguns mais, em seguida, também foram jogar fora – Didi, no Real; Vavá, no Club Atlético de Madrid – do time de 58. Amarildo, o Possesso, solução no Chile-62, foi para o Milan, na Itália. Foram, pelo que mostraram nas Copas, não antes. Primeiro correram, para só depois…

O forte da tropa jogava e continuou por aqui. Assim como aconteceu no tri. Quem veio de fora para formar o time no México-70. Era um bom grupo de craques, mesclado por jogadores de bom nível, outros esforçados e até alguns apenas medianos. Os primeiros se impuseram. Havia comando, como em 58 e 62, e um exemplo a ser seguido, sob pena de exclusão. O exemplo de Tostão, que poucos meses antes teve a retina de uma das vistas descolada e que, longe de pedir ou aceitar dispensa, puxava a fila nos treinamentos.

Na Copa de 82, na Espanha, o time de Telê que encantou a tantos, tinha um “estrangeiro” apenas: Falcão, transferido do Inter para o Roma, da Itália, em 80. Zico, Cerezo, Júnior, Sócrates, isto é, o alto comando em campo, estes só se mandaram nos anos seguintes.

No tetra, em 94, nos Estados Unidos, o time que ganhou mas não encantou, tinha 11 vindos de fora. Deles, apenas um, Romário, que defendia o Barcelona, podia ser olhado como um jogador capaz de “dar trabalho”. Contam que Parreira, o técnico, escalou Dunga, vindo do Japão com passagens pela Itália e Alemanha, para marcá-lo. Não deve ter conseguido, mas como o caneco veio, tudo se esquece.

No penta, em 2002, sem Romário, que exigiam mas não deu, também eram 11 os gringos. Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho, todos comportados, um pouco por lembrarem da ausência do quarto R, de Romário. Por que não?

Os números mostram que em todas as conquistas – de forma total nas três primeiras – prevaleceu a presença de jogadores que atuavam aqui. Havendo equilíbrio nas duas restantes. O que pode levar a crer ser este o caminho que Dunga deveria seguir para formar uma boa Seleção.

Afinal, quem vê longe o horizonte a ser alcançado, corre mais, se esforça mais, encara melhor os obstáculos que surgem. Mas só isso não basta. É preciso ter qualidades, o que falta faz bom tempo​. E quem já alcançou a meta ou vê o horizonte, diminui instintivamente o ritmo. Cuida das canelas… E a Seleção passa a ser o clube, que é uma Seleção.

"Clássico da Saudade" na decisão da Copa do Brasil de 2015
Palpites da 36ª rodada do Brasileirão 2015

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- possui 71 artigos no No Ângulo.

Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

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4 respostas para “Mas a culpa não é do Neymar”

  1. Opa, concordo totalmente que os jogadores que atuam no Brasil devem formar a base da Seleção! E não é nem por nacionalismo, é porque realmente acho que é necessário que sejam protagonistas de grandes clubes, com pressão, e vários jogadores que atuam na Europa não sabem lidar com isto por terem “queimado etapas”. Até na Copa das Confederações de 2013, que vencemos, os jogadores dos clubes brasileiros foram determinantes!

    Mas falando sobre o Neymar, discordo que ele jogue melhor no cube do que na Seleção. Ele sempre foi excelente com a Amarelinha, só jogou mal as últimas partidas. Sabe ser protagonista indiscutível, exatamente como era no Santos e agora tem sido com mais constância no Barcelona 😉

    • José Maria de Aquino Jose Aquino disse:

      Como o nível atual dos jogadores brasileiros, incluindo os que jogam fora, é baixo, não sei bem se o técnico encontraria uma boa seleção por aqui. O teste real para Neymar será uma Copa, não os amistosos, grande parte deles contra times sem qualidade. Como se contundiu, não teve chance de mostrar na do ano passado. Se conseguir jogar na seleção, incluindo amistosos e eliminatórias o que joga no Barcelona, será fantástico. Mas me parece claro que será mais fácil jogar lá, pelo nível dos companheiros…

  2. “Mas falando sobre o Neymar, discordo que ele jogue melhor no cube do que na Seleção. Ele sempre foi excelente com a Amarelinha, só jogou mal as últimas partidas. Sabe ser protagonista indiscutível, exatamente como era no Santos e agora tem sido com mais constância no Barcelona” (2) E iria além, se conquistar uma Copa do Mundo, o céu será o limite para o Neymar, pois até os recordes individuais do Pelé ele tem boas chances de conseguir bater. EM TERMOS DE NÚMEROS, Zico, Romário e Ronaldo não darão nem para o cheiro. Abraços

    • José Maria de Aquino Jose Aquino disse:

      Como disse acima, será fantástico que ele bata todos os recordes, inclusive o de Pelé. Não conto os 1000 gols de Romário, “fajutos”. Jogar tão bem na seleção quando pode no Barcelona, pelo número de craques que tem o time espanhol, será mais fantástico ainda. Mas não conto amistosos contra China e cia. claro. absss


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Natural de Brasília, mas residente em São Paulo desde que se conhece por gente, é um apaixonado por esportes e pela “sétima arte”. Jornalista e advogado, busca tratar o futebol com a descontração que lhe é peculiar, com o compromisso da boa informação e opinião consistente.

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Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano atua e segue aprofundando estudos nas suas principais paixões: futebol e cidades. Especialista em gestão do esporte, como jornalista também encara o futebol como fenômeno cultural.

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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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