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Mercado da bola: desgaste entre torcida e elenco deveria fazer o Santos apostar em fórmula que já deu certo

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Créditos da imagem: UOL

Criatividade na crise – Por mais trocas no futebol brasileiro

Nem vou entrar muito no mérito se os questionamentos da torcida santista em relação ao atual elenco do clube são justas. Não é disso que quero tratar nestas linhas.

Fato é que desde a doída derrota para o Palmeiras na finalíssima da Copa do Brasil de 2015, dita relação começou a desandar e, agora, após algumas outras eliminações e perdas de títulos, penso que já não há mais clima para alguns jogadores continuarem no clube.

Em 1998, o Santos de Athirson e Lúcio foi campeão da Copa Conmebol

Por esse motivo, lembrei de um fato ocorrido no já distante ano de 1998, quando Santos e Flamengo fizeram uma troca de atletas que acabou sendo muito feliz para ambos. Caio (à época sem o “Ribeiro”) e Marcos Assunção, então jogadores do Santos, foram para a equipe carioca em troca de Athirson e Lúcio (que um dia Pelé chamou de estrela mais brilhante da constelação do Goiás, clube que o revelou, e que passaria a ser conhecido como “Lúcio Bala”). E os quatro se saíram muito bem. A negociação acabou se mostrando benéfica a todos os envolvidos. Sabe aquele papo de que um negócio só é bom quando é bom para todos? Pois é, foi assim no caso em questão.

Veja o caso de Victor Ferraz. Lateral consciente e ótima opção ofensiva, é objeto de desejo de clubes rivais, mas quase uma persona non grata para muitos santistas (muito em conta do preconceito religioso, mas deixemos pra lá esse assunto).

Será que ele não poderia, sei lá, ser trocado com o São Paulo (leia aqui sobre o interesse de Dorival Júnior no atleta) pelo Reinaldo (lateral-esquerdo emprestado à Chapecoense pelo Tricolor)? Ou quem sabe pelo Jean, hoje encostado no Palmeiras?

Há cerca de três semanas, ouvi rumores de que Santos e Palmeiras estariam interessados em trocar jogadores: Copete iria para o Alviverde para tentar brilhar ao lado de Guerra e Borja, e Erik, antigo parceiro de Bruno Henrique nos tempos de Goiás, chegaria ao Alvinegro Praiano. Li até que Zeca, em litígio com o Peixe, poderia ser trocado por outro palmeirense: Róger Guedes.

Maravilha!

Já escrevi aqui que nunca entendi a razão desse tipo de negociação – envolvendo a troca pura e simples de jogadores – não ser mais frequente. Será pela rivalidade? Pelo temor de oferecer um negócio e este não ser aceito? Medo de depreciar os próprios atletas? Ou seria pela (falta de) confiança dos nossos dirigentes uns nos outros? É muito amadorismo. Faltam gestão e visão. A rivalidade é diferente do fanatismo. Este cega. E emburrece.

Na mesma linha, empréstimo de jogadores “encostados” (com o preço do “passe” fixado) pode ser interessante. Vide o caso do já mencionado Reinaldo. Assim, quando voltar, o atleta poderá render um bom dinheiro à equipe “dona” de seus direitos federativos. Ou, ainda, ser reintegrado ao elenco plenamente recuperado e confiante. Ou, no pior dos cenários, a constatação de que “não serve” mesmo.

Enfim, o céu é o limite para transações como essas. Em muitos casos, não há nada mais moderno do que aprender com o passado: na década de 1970, ficou para a história o lendário “troca-troca” no futebol carioca, implantando por Francisco Horta, ex-presidente do Fluminense, que agitou os grandes do Rio e envolvia até mesmo craques de seleção.

Mais criatividade, a mesma rivalidade e menos fanatismo. O futebol agradece.

E segue o jogo.

OBS: quanto a Lucas Lima, o melhor jogador do time, penso que há muito desgaste na relação clube-jogador-torcida e que a sua iminente saída será positiva para todos os envolvidos.

Uma tetracampeã soterrada
Lágrimas sinceras: o exemplo de Fumagalli

Escrito por:

- possui 244 artigos no No Ângulo.

Natural de Brasília, mas residente em São Paulo desde que se conhece por gente, é um apaixonado por esportes e pela “sétima arte”. Jornalista e advogado, busca tratar o futebol com a descontração que lhe é peculiar, com o compromisso da boa informação e opinião consistente.


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16 respostas para “Mercado da bola: desgaste entre torcida e elenco deveria fazer o Santos apostar em fórmula que já deu certo”

  1. Vanderlei (Gasparotto), Jonathan (Daniel Guedes), Lucas Verissimo (Luiz Felipe), David Brás (Noguera) e Armero (Victor Luiz), Alison (Matheus Jesus), Renato (Wesley), Alione (Claiton Xavier) e Everton Ribeiro (Vitor Bueno), Bruno Henrique (Roger Guedes) e Ricardo Oliveira (Nilmar). Esse seria meu elenco para 2018.

    • Vicente Prado (Coluna do Leitor) Vicente disse:

      NÃO DÁ PARA CONTAR COM RICARDO OLIVEIRA E NILMAR APENAS.

      UM É VETERANO E O OUTRO NEM SE SABE SE VOLTARÁ A JOGAR…

      E DESCULPE, MAS VC CITOU UNS NOMES AQUI QUE PELO AMOR, HEIN?!

    • Respeito a história do Renato, mas já deu.
      Oliveira eu acho que tem bola, mas é a cara desse time sem vergonha de hoje.
      Você esqueceu o Gustavo Henrique, ótimo zagueiro.
      Nilmar eu não sei se vinga

    • Gustavo ainda é uma incógnita com esse joelho dele. Nilmar vale a pena apostar. Renato ainda tem muita bola não tem como o condenar pelo que o restante do time tá fazendo.

  2. Se trocar todos (menos o Vanderlei),ai quem sabe melhora,futebol acho q eles tem,mas o mais importante eles não tem…VERGONHA NA CADA,ATITUDE,E COMPROMETIMENTO….o q nós queremos seria ao menos uma partida convincente..só isso

  3. Vicente Prado (Coluna do Leitor) Vicente disse:

    ADOREI!

    E CONCORDO COM TUDO!

  4. Arthur Araujo disse:

    Só acha preconceito religioso com o ferraz quem não vem acompanhando as ultimas partidas dele ( salve raras apresentações). No Santos daria mais certo subir alguns da base. Contratar um meia pro lugar do chinelinho lima, que ja deveria ter vazado a tempos. Se manter o elenco como tá,proxima temporada tem tudo pra ser decepcionante

  5. Olha, Ferraz por Reinaldo.
    Copete por Erick, Zeca é mais badalado, deveria ser uma troca por 2 atletas, Jean e um outro

  6. Adilson Dutra disse:

    Horta motivou o futebol carioca com trocas e negócios bons para muitos. Faltam dirigentes como Francisco Horta

  7. Isaac Nunes de Souza Felippe de Almeida Kaike Nascimento Vitor Sagas

  8. Eu fico impressionado com o que estão fazendo com o Victor Ferraz! Para mim ele é até selecionável, e o clima com a torcida vai fazendo sua permanência se tornar insustentável.

    Com esse comportamento, as torcidas queimam os bons atletas que estão simplesmente em má fase, e o time todo tem que ser trocado.

    E sobre os trocas, concordo totalmente, seria excelente mesmo que isso voltasse a acontecer com regularidade!


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Emerson FigueiredoEmerson Figueiredo

Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, não resiste a um bom debate sobre esportes, desde futebol até curling. São-paulino, é fundador e moderador do Fórum O Mais Querido (FOMQ). Não esperem ufanismos e clichês. Ele torce, mas não distorce.

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Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

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Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano é especialista em política urbana. Com formação em gestão do esporte, também encara apaixonadamente o futebol como fenômeno cultural.

Fernando GaviniFernando Gavini

Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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