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Na Libertadores, trio de ferro de SP contraria previsões e vê favorito fracassar

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Créditos da imagem: UOL

Organização que fez a diferença para o Corinthians dá esperança ao Palmeiras mesmo com eliminação precoce. São Paulo, de Bauza, ainda busca um padrão

A Libertadores estava próxima de seu início e quase todas as análises apontavam para a mesma direção. Campeão brasileiro, o Corinthians teria muitas dificuldades depois de perder mais da metade do time titular que conquistou o título nacional em 2015. O São Paulo tinha chances de se dar bem com a contratação do técnico argentino Edgardo Bauza, duas vezes campeão da Libertadores, que daria a consistência defensiva que faltou para o Tricolor ter sucesso no ano passado. Já o Palmeiras, campeão da Copa do Brasil, era apontado como o paulista com mais chances de ir longe na competição sul-americana. Com a base que derrotou o Santos na final mantida, o Verdão foi atrás de reforços que fortaleceram o elenco a ponto de sonhar com a segunda conquista da América, 17 anos depois da primeira.

Poucas vezes, no entanto, o abismo entre as previsões e a realidade foi tão grande. O Palmeiras em nenhum momento conseguiu embalar, acumulou tropeços, trocou de técnico e acabou eliminado na fase de grupos da Libertadores, fato que só tinha acontecido uma vez na história do clube, em 1979. O torcedor alviverde pode até ter ficado com raiva do Nacional, que, já classificado, poupou nove jogadores na última rodada contra o Rosario Central e foi facilmente derrotado, mas o fato é que foram os erros e os tropeços do próprio time que fizeram com que a equipe chegasse ao jogo contra o River Plate, do Uruguai, dependendo do resultado da outra partida da noite para conseguir uma vaga nas oitavas-de-final.

O mais dolorido para os palmeirenses é que a classificação esteve nas mãos do time. Se a bola chutada na trave por Lucas nos acréscimos da derrota em casa para o Nacional por 2 a 1, tivesse entrado, a vaga seria do Verdão. Ou então que pelo menos tivesse vencido um dos dois jogos como visitante em que a equipe esteve duas vezes na frente do placar, mas cedeu o empate contra River Plate e Rosario Central, a história seria diferente.

Já do São Paulo esperava-se uma classificação tranquila por conta de estar num grupo fácil. O único adversário de respeito era o River Plate, atual campeão da Libertadores. Os outros dois, The Strongest e Trujillanos, são modestos e não deveriam assustar os favoritos brasileiros e argentinos. Mas o Tricolor conseguiu se complicar. Perder em casa para o The Strongest, que não vencia como visitante na competição há 34 anos, foi uma façanha.

Não dava muito para ter esperanças depois disso, ainda mais com a péssima campanha do time também no Paulistão. A classificação em nono lugar na primeira fase foi a pior do clube em 26 anos no Estadual. A sorte é que o principal rival na chave da Libertadores também anda mal das pernas. Em 15 jogos disputados em 2016, o River Plate só venceu quatro e o São Paulo se aproveitou disso: arrancou um empate em Buenos Aires e venceu num jogo duríssimo quarta-feira no Morumbi diante de mais de 51 mil pessoas. O resultado de 2 a 1 deu sobrevida ao Tricolor, mas a tarefa é das mais complicadas. Para se classificar, o São Paulo não pode perder para o The Strongest em La Paz, onde os bolivianos tem a altitude de 3660 metros como principal arma para derrubar quem cruza seu caminho.

A verdade é que Edgardo Bauza não conseguiu dar um padrão de jogo ao São Paulo, mesmo problema que teve Marcelo Oliveira no Palmeiras. A diferença é muito clara quando se compara ao Corinthians. Apesar das enormes e importantes perdas de seis titulares, Gil, Ralf, Renato Augusto, Jadson, Vagner Love e Malcom, Tite manteve a equipe com o mesmo padrão, a mesma tática. Manteve o 4-1-4-1 vencedor e adaptou os novos reforços ao esquema. Começou a temporada usando os reservas de 2015, que já conheciam de cor e salteado a maneira de jogar do Timão, enquanto os contratados se esforçavam nos treinos para aprender as funções que teriam de executar a partir do momento em que fossem chamados a campo.

Assim, o Corinthians nadou de braçada no Campeonato Paulista e terminou a primeira fase tranquilamente como líder apesar das derrotas nos clásssicos para Santos e Palmeiras. Na Libertadores, num grupo mais fácil do que o do Verdão, mas bem mais complicado do que o do São Paulo, o Timão também não teve dificuldades e se classificou com uma rodada de antecedência. E olha que a única derrota sofrida, contra o Cerro Porteño, aconteceu muito mais por conta das expulsões de André e Rodriguinho do que pela superioridade do adversário.

A conclusão é que no futebol atual em que há poucos craques no futebol brasileiros capazes de decidir jogos em momentos de improviso e genialidade, o que faz a diferença é a organização, o posicionamento e a capacidade dos jogadores de cumprirem as funções dadas a eles. O Corinthians faz isso com perfeição. Se vai ser campeão ou não é difícil dizer, mas o fato é que tudo isso faz com que o time dificilmente seja derrotado.

Pelo menos essa constatação traz esperança ao palmeirense, hoje ainda chateado pela eliminação na Libertadores. O começo de Cuca foi muito ruim, com quatro derrotas seguidas. Mas o treinador usou os jogos para testar praticamente todos os seus jogadores, analisando em quais funções cada um poderia render e quais são aqueles que podem jogar em mais de uma posição. O treinador adora ter atleta polivalentes no time, capazes de fazer o esquema tático mudar sem que ele tenha que fazer uma substituição. O resultado disso tudo é que, apesar da frustração pela desclassificação, o Verdão parece encontrar seu caminho. A goleada por 4 a 0 sobre o River Plate do Uruguai foi o quinto jogo de invencibilidade do Palmeiras, que agora vai brigar pelo título paulista sem ter que dividir forças e tem elenco com peças de reposição suficientes para brigar para ser campeão brasileiro. Basta ter organização, que parece encaminhada com o trabalho feito por Cuca.

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O impressionante Simeone

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- possui 9 artigos no No Ângulo.

Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.


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11 respostas para “Na Libertadores, trio de ferro de SP contraria previsões e vê favorito fracassar”

  1. Vicente Prado (Coluna do Leitor) Vicente disse:

    QUÁ QUÁ QUÁ!

    A-DO-REI a eliminação do Palmeiras!

    Fraquinho demais…

  2. Pois é, depois do desmantelamento da equipe titular do Corinthians, o Palmeiras passou a ser apontado como o favorito entre os paulistas e deu no que deu… FIASCO HISTÓRICO! Pela primeira vez (no formato atual), um clube grande de SP é eliminado na primeira fase da Libertadores (o Tolima contra o Corinthians foi na “pré”). E teve gente que aplaudiu no estádio, vai entender…

  3. Colocam o palmares como favorito e querem que não dê merda kkkkkkkjjjjjkkkkjj esses jornalistas 7×1…

  4. Palmares tá acostumado com a série B…aí vai pra Libertadores e vcs queriam o que? O título? Kkkk

  5. acabei de descobrir que o Palmeiras era favorito,eu só não entendi o pq kkk

  6. Deixe sua risada kkk

  7. Izaias Souza disse:

    O palmeiras só era favorito pra qu não entende ND de futebol
    Tem dezenas de jogadores mas qualidade pouco e muito fraca,

  8. Izaias Souza disse:

    Tão falando tanto do palmeiras, o são Paulo ningm sab se vai se classificar,,é. Corinthians não. Vai longe com esse timinho e libertadores não vai ter ajuda de arbitragem como no brasileiro

  1. […] Leia também: Na Libertadores, trio de ferro de SP contraria previsões e vê favorito fracassar […]


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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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