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Não adianta procurar: não há treinador para o Flamengo – parte II

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Créditos da imagem: Montagem / No Ângulo

É necessário olhar o passado para se fazer o futuro, diria o poeta. Mas não há que se ficar preso a ele, certamente. Na primeira parte do texto, falei sobre treinadores que passaram pelo clube. Agora, vou falar dos que poderiam vir e estão sendo especulados (e porque eles não servem para o Flamengo). São três caminhos: a aposta em um treinador estrangeiro, a manutenção de um trabalho de grife ou em um técnico novato com mentalidade atual. Todas com grandes chances de darem errado.

A primeira corrente correga consigo o primeiro nome mais lembrado pelo torcedor, com direito a campanha nas redes sociais: Jorge Sampaoli. O treinador argentino fez ótimos trabalhos e gosta de esquema de jogo ofensivo. Ou seja, um currículo e tanto. Mas há alguns poréns. Primeiro, a sabida vontade de Sampaoli treinar um clube europeu. Desta vez, o Porto aparece como um dos possíveis destinos. Além disso, o salário do argentino é muito alto, até para os padrões do Flamengo, que costumava pagar caro por seus comandantes. Além dos fatores da negociação, fica aquela velha pergunta: o que esperar de um treinador gringo no meio de uma temporada em um clube como o Flamengo? Particularmente, eu não espero muito. E em casos similares em clubes grandes como o Fla, não deu muito certo, muito por conta da imprensa, que fomenta a impaciência dos torcedores, ou por sabotagem interna, como jogadores e dirigentes que não se satisfazem.

Há ainda Diego Aguirre, recém-demitido do Atlético Mineiro. Verdade que Aguirre jogou no Brasil e havia treinado o Internacional anteriormente. Ambientado, o uruguaio está. Já conhece a forma de se jogar futebol no Brasil. Ainda assim, seus trabalhos foram contestados no Sul e em Minas, e Aguirre não viria com tanto moral de revolucionário como Sampaoli, e ainda com um currículo menor que o do argentino.

A segunda corrente é a manutenção de status. Pintado como favorito, Abel Braga tem um jeitão meio Muricy: boleiro, motivador, voltado mais pela parte defensiva. E claro, com currículo de sobra. O problema é que Abel só estará disponível a partir de julho, devido a um acordo com seu último clube. Na negociação, ainda será preciso diminuir o salário do treinador, que ganhava uma pequena fortuna no Oriente Médio. Não bastassem os empecilhos contratuais, Abel enfrenta resistência interna e externa. Sua passagem pelo clube contou com um estadual em cima do Vasco, mas terminou na maior tragédia do futebol rubro-negro, a derrota em casa para o Santo André pela Copa do Brasil. Particularmente, o nome de Abel até me agrada, mas seu nome estará marcado para sempre, ainda que, na minha opinião, não seja possível colocar uma hecatombe daquelas só nas costas do treinador.

A terceira corrente abre duas possibilidades de apostas: Um é Milton Mendes, que surgiu com o acesso da Ferroviária para o Paulistão. Estudioso, com carreira iniciada em Portugal, Milton faz um começo de trabalho excelente com o Santa Cruz, com dois títulos e um grande começo de Brasileirão. O outro nome é Fernando Diniz, que fez grandes campanhas nos Campeonatos Paulistas dos últimos anos, pelo Audax, inclusive sendo finalista de 2016. Com base no toque de bola, o ex-jogador chama a atenção da opinião pública e se tornou o novo queridinho da mídia.

Entretanto, se olharmos para a história, veremos que ambos também terão remotas chances de darem certo. O Flamengo já realizou apostas antes, como vimos no último texto. Passaram por aqui, ainda crus, Silas e PC Gusmão, esses que não vingaram, mas ainda Ricardo Gomes e Jorginho, que colhem seus frutos somente agora. Apostas, afinal, servem para serem feitas, mas talvez não em um momento tão conturbado como o atual.

Ou seja, não há para onde correr: qualquer treinador é aposta, qualquer um pode dar certo, qualquer um deve dar errado. Qual a solução? Não tenho a menor ideia. Mas no Flamengo, parece que ela chega sozinha.

Leia também:

– Não adianta procurar: não há treinador para o Flamengo – Parte I

– Flamengo e Fernando Diniz: tudo a ver

Nova parada de Muricy é mais um golpe para o futebol brasileiro
Palpites da 4ª rodada do Brasileirão 2016

Escrito por:

- possui 71 artigos no No Ângulo.

Carioca, graduado em Direito e universitário de Jornalismo. Mas antes de tudo, um opinólogo profissional, cronista do cotidiano, comentarista do dia a dia e palpiteiro da rotina.

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8 respostas para “Não adianta procurar: não há treinador para o Flamengo – parte II”

  1. Ótima análise, Caio Bellandi!

    Eu nem cogitaria o Aguirre, ele tem um prestígio entre a imprensa brasileira que eu não consigo entender. O Abel é muito bom, mas é aquela coisa já conhecida, não vai entregar nada mais do que se espera dele.

    Eu realmente apostaria ou no Sampaoli (que é muito caro), ou no Milton Mendes, ou no Fernando Diniz. Mas já sabendo que nenhum deles traria resultados neste ano, pegando o time com o Brasileiro já em andamento.

    Diante disso tudo, eu pegaria mesmo o Fernando Diniz. Não sei se pareço exagerado, rs, mas o padrão que ele deu para o Audax realmente foi coisa de louco, eu nunca vi time brasileiro jogar assim. Tanto que, na bola, superou São Paulo, Corinthians e Santos. Claro que há muitos riscos, mas… 😉

    Falo mais em http://www.noangulo.com.br/flamengo-e-fernando-diniz-tudo-a-ver/

  2. Vicente Prado (Coluna do Leitor) Vicente disse:

    EU IRIA DE SAMPAOLI OU FERNANDO DINIZ

    AGUIRRE JAMAIS!!!

  3. Rodrigo Melo disse:

    Realmente nao ha mesmo, so falta os jogadores terem mais conciencia e jogar com respeito a torcida, e terem mais raça dentro de campo, coisa q nao estao tendo

  4. Apostaria no Aguirre

  5. Quem é Caio bellandi

  1. […] – Não adianta procurar: não há treinador para o Flamengo – parte II […]


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