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Nem gratidão, nem ódio: passagem de Zé Ricardo no Fla chega ao fim de maneira natural

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Créditos da imagem: Globo Esporte

Depois de pouco mais de 14 meses, 47 vitórias, 25 empates, 17 derrotas, 62,2% de aproveitamento e um título carioca invicto, chegou ao fim, nesse domingo, a passagem de Zé Ricardo como técnico do Flamengo. A derrota contra o Vitória, em casa, em mais uma fraca atuação dos agora ex-comandados de Zé, foi a gota d’água de um trabalho que simplesmente… acabou.

Vindo das categorias de base, Zé caiu nas graças da torcida mesmo não sendo exatamente um rubro-negro de infância. Bastou para ele apenas fazer o time jogar um futebol competitivo, que levou a equipe às primeiras colocações do Campeonato Brasileiro de 2016. Transformou o bando treinado por Muricy Ramalho em um time, graças, principalmente, às chegadas de Réver e Diego. Mas a inesperada eliminação (mesmo com um time misto) para o Palestino-CHI, em casa, na Sul-Americana do ano passado, colocou o primeiro ponto de interrogação no trabalho do treinador. Mesmo assim, o Flamengo brigou o quanto pôde pela liderança do Brasileirão com o Palmeiras e, apesar de ter perdido até o vice para o Santos nas últimas rodadas, a 3ª colocação ficou de bom tamanho pelas dificuldades do clube, sem estádio fixo e com jogadores chegando no meio do campeonato.

Como prêmio, a diretoria viu em Zé o nome ideal para seguir em 2017. As vozes contrárias existiam, mas eram poucas. Porém dessa vez, não bastava armar um time competitivo. Reforços, muitos reforços, chegaram na mão do treinador para sua primeira temporada como profissional. O clube também teria uma casa: Maracanã na Libertadores, Arena da Ilha nas demais competições. Mais ferramentas para conquistar bons resultados. Mais pressão pela chegada de bons resultados.

Pressão que explodiu quando o time não conseguiu se classificar para as oitavas de final da principal competição do ano, ficando na fase de grupos do torneio, com três vitórias em casa e três derrotas fora dos domínios. De certa maneira, o resultado não veio, mas o desempenho era ok, já que nas duas primeiras derrotas, o time acabou jogando melhor do que Universidad Católica e Atlético Paranaense e poderia ter se classificado até de maneira tranquila.

Apoiada na boa conquista do Carioca, de forma invicta, que lhe fazia perder a pressão por três anos sem títulos, a diretoria manteve Zé de olho no Brasileirão e confiando na esperada evolução de desempenho que rendesse conquistas maiores. Mas, apesar do 5º lugar, o Flamengo de Zé ganhou apenas um jogo dos últimos sete no torneio. Dos times entre os 10 primeiros da competição, só ganhou de um, o Coritiba, com um pênalti no último minuto. Muitos empates e derrotas duras contra Grêmio, Santos, duas vezes, e Vitória, mostraram que o treinador simplesmente perdeu a mão do seu elenco.

Conhecido pela “teimosia” com alguns jogadores, Zé mexeu, trocou de esquema, escalou quase todos do elenco durante o campeonato sem nunca conseguir fazer o time jogar o que se esperava. E pior, mesmo na adversidade, ano passado o Flamengo rendia mais perto do seu ápice técnico do que este ano.

Faltou ao treinador repertório tático, experiência, alguém mais rodado para lhe orientar e debater. Faltou também um pouco de injeção de ânimo e confiança nele mesmo e nos jogadores, mas também faltou sorte. Entretanto, paciência da diretoria não faltou. O técnico suportou mais pressão do que normalmente se vê, ainda mais na Gávea. Atlético Mineiro, Palmeiras, Atlético Paranaense e Santos, que hoje brigam pela mesma coisa que o Flamengo no Brasileirão, demitiram seus treinadores mesmo tendo se classificado para as oitavas de final da Libertadores, coisa que não aconteceu com Zé.

Demitir é o sinal mais claro de que algo falhou feio. E reconhecer isso não pode ser um problema sem observar as devidas nuances do entorno. Após ser eliminado na competição mais importante do ano de maneira decepcionante e não atender às expectativas durante um turno inteiro do Brasileirão, nada mais natural que o trabalho, de mais de um ano, seja avaliado. E a avaliação que a diretoria do Flamengo faz ao demitir Zé é a mesma que a de praticamente todos os torcedores, até daqueles que gostavam e defendiam o treinador.

Zé Ricardo bateu no seu limite atual, de jovem treinador, acabou refém do próprio sucesso e simplesmente viu seu trabalho chegar ao fim de maneira natural. Os torcedores não precisam odiar o técnico, que sai com bom aproveitamento nos números, uma conquista menor, mas comemorada e também por que, numa rápida olhada para trás, verá uns 10 ou 20 com campanhas e desempenhos piores. Decepção talvez seja o sentimento mais predominante na Nação Rubro-Negra, que também não tem nada a agradecer ao promissor técnico, que teve uma inesperada chance, tempo e alguma paciência para desenvolver o que sabe.

A vida segue para Zé, que não tardará em achar um clube, e para o Flamengo, que penará na tentativa de conseguir um bom nome, nesta altura da temporada, para fazer o estrelado elenco render o que pode. Boa sorte para ambos.

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Carioca, graduado em Direito e universitário de Jornalismo. Mas antes de tudo, um opinólogo profissional, cronista do cotidiano, comentarista do dia a dia e palpiteiro da rotina.

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7 respostas para “Nem gratidão, nem ódio: passagem de Zé Ricardo no Fla chega ao fim de maneira natural”

  1. Marco A.B disse:

    Parabéns …mas “CASO SE CONSAGRE E TENHA MAIS MALANDRAGEM VOLTA NA BOA …OU CAI NO OSTRACISMO COMPO OUTROS “TÉCNICOS ” TAMPÕES QUE O FLAMENGO GOSTA DE CRIAR …SÓ TER MEMÓRIA OU IDADE QUE SABERÁ O QUE ESTOU FALANDO E DE QUEM ..”

  2. Assino embaixo, Caio Bellandi! O único problema é que agora acho que será difícil o Flamengo conseguir algum bom nome. Eu contrataria – mais com olhos em 2018 do que na atual temporada – ou o Reynaldo Rueda ou o Fernando Diniz. Dos nomes mais experientes e disponíveis no nosso mercado, absolutamente nenhum me agrada.

    De todo modo, acho que era um ano complicado para qualquer treinador no Flamengo. A expectativa era muito alta, o elenco me parece superestimado, então a cobrança sempre será alta. Mais ou menos como o que acontece no Palmeiras…

  3. Técnico é a coisa mais importante em um time!!! Não adianta mandar o Zé agora e pegar um qualquer pro lugar!!!!! Tem que pegar alguém que resolva o problema de vez!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  4. Jose Aquino disse:

    Não consigo ver por aqui um técnico capaz de pegar um time e arrumá-lo, mesmo de acordo com as qualidades dos jogadores disponíveis. Nem os que treinam os times que lideram…

  5. Vicente Prado (Coluna do Leitor) Vicente disse:

    O FLA É FRAQUINHO!


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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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