No CTI, Vasco recupera um pouco da dignidade. E da esperança

Créditos da imagem: Portal Terra

Há alguns dias, escrevi aqui que o campeonato do Vasco seria pela recuperação da dignidade. Restava ao clube de São Januário vencer os jogos que pudesse para empurrar com a barriga o rebaixamento quase certo e dar esperanças para a torcida, afinal, torcedor não pode desistir.

Pois bem. Onze dias, três jogos e sete pontos depois, o Vasco recuperou o que podia de sua grandeza e saiu da lanterna da competição. Dá sinais de que poderá lutar até o fim e a torcida, antes desacreditada, já tem razões para acreditar.

A situação do clube estava tão delicada que foi necessária uma sequência de três vitórias e um empate para o time deixar a lanterna – e mesmo assim, com está com o mesmo número de pontos que o atual último colocado, o Joinville. O Vasco fez 10 pontos em quatro rodadas. Nas demais (23!), havia feito 13.

O quadro de coma profundo, sem apresentar reação, parece passado. O Vasco agora está em tratamento intensivo e luta para para se manter vivo. A coisa ainda está complicada, mas já dá para ver os rivais no horizonte.

Alguns acreditam que seja tarde para o cruzmaltino, e realmente parece ser. Mesmo emendando essa boa sequência, faltam oito pontos para sair da zona de rebaixamento. Mas uma repetição dessa série de 10 pontos em 12 disputados poderá colocar o Vasco, de fato, na briga para ficar na Série A, restando as últimas rodadas. E vindo de uma série invicta (ou com muitas vitórias) as chances de não ser rebaixado aumentam bastante, já que a tendência é que outros tenham queda de rendimento, como acontece atualmente com Chapecoense e até o Fluminense.

Sinceramente, acredito que o Vasco apresenta a “melhora do doente”: tarde demais para se curar, o paciente sai do hospital, vai pra casa e passa momentos felizes ao lado dos familiares, para logo depois deixar esse plano, que no caso do clube, é a Série A.

Mas é só uma opinião. Porque também é verdade que os familiares não sabem do futuro (eu menos), e resta à família vascaína, então, usufruir desses momentos e acreditar na plena recuperação. Depois de tanto tempo em coma e situação de quase-morte, o Gigante da Colina estar no CTI é motivo para acreditar.

E se não der, ao menos, vai mostrando que irá tentar até o final. É o que no fundo todo torcedor espera de seu clube e dos jogadores que vestem a camisa: espírito de luta.

 

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