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O campeonato do Vasco é pela dignidade

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Créditos da imagem: Ari Ferreira/Lancepress!

O último terço do Brasileirão tem o costume de ser o mais decisivo, por razões óbvias, ainda que seus pontos tenham o mesmo valor na tabela que os dos outros dois terços. Na parte de cima, quem quer crescer e aparecer tem de ser já, para dar tempo de chegar nas cabeças. Na rabeira, a reação já devia ter começado, mas se há uma última chance, tem de ser agora.

E foi agora que o Vasco, depois de nove rodadas sem ganhar e um mês sem pontuar, conseguiu uma vitória. Fora de casa, contra um rival da zona da confusão, sem sofrer gols. Pouco para sair da lanterna da competição, mas o máximo que o Vasco poderia conseguir em prol não só da pontuação sonhada, mas de sua própria dignidade.

O campeonato do Vasco hoje se resume a ser digno e aguardar seu destino, seja ele o rebaixamento praticamente certo, seja o milagre que o dará uma improvável sobrevida na Série A.

Se em algumas apresentações houve uma clara influência da sorte (ou falta dela) nos resultados negativos, dessa vez as circunstâncias viraram, talvez no que podemos considerar o último “último suspiro”. A vitória de ontem foi pela dignidade, pela hombridade, pelo sentimento de luta. E se na tabela pouco mudou, no ambiente vascaíno algo pode acontecer.

Após eliminar o Flamengo na Copa do Brasil, o que a torcida esperava era essa virada no espírito. Demorou muito para acontecer e agora já parece tarde para salvar o clube. Mas ainda dá para terminar o campeonato com alguma dignidade, lutando até o fim para tentar sair da lanterna, e quem sabe, da zona de rebaixamento.

O campeonato do Vasco agora é manter acesa a esperança. É empurrar com a barriga o quase-certo rebaixamento. Os jogadores precisam acreditar no que a torcida parece ter desistido.

Essa situação de tentativa de resgate de grandeza simultaneamente à pré-queda sempre remete ao caso do Atlético Mineiro em 2005. Após o desastrado planejamento, flertes com o rebaixamento em temporadas anteriores e jogadores inúteis e sem compromisso, o Galo resolveu colocar tudo abaixo. Apostou na base, o que fez a torcida comprar o barulho, e se não conseguiu se salvar, pelo menos até hoje é exemplo de como tentar cair de cabeça erguida.

O Vasco, inclusive, já poderia pensar nisso: desistir de contratar jogadores de baixa qualidade, limar alguns que lá estão sem identificação e menor condição de vestir a camisa do clube e apostar na molecada.

Ao Vasco, cabe tentar vencer o máximo de jogos que puder, e ontem conseguiu. O próximo confronto é mais difícil, mas não é impossível. Resta saber se a cansada torcida irá – novamente – acreditar que pode. Para isso, o time fez sua parte ontem e o resultado, enfim, chegou. O Vasco é grande e precisa mostrar isso inclusive nesses momento. E a torcida precisa saber disso.

Pelo resgate de pelo menos parte da dignidade perdida na lanterna.

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Escrito por:

- possui 70 artigos no No Ângulo.

Carioca, graduado em Direito e universitário de Jornalismo. Mas antes de tudo, um opinólogo profissional, cronista do cotidiano, comentarista do dia a dia e palpiteiro da rotina.

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3 respostas para “O campeonato do Vasco é pela dignidade”

  1. Vicente Prado (Coluna do Leitor) Vicente disse:

    Time falido e futuro comprometido? GAROTADA é sim uma boa, concordo com o colunista, mas não sei se é a solução. A safra é boa? Capaz de segurar a bronca, a pressão? Que o Vasco lance os meninos (os bons de bola), contrate com mais critério e funcione melhor enquanto instituição. Uma pena o que tão fazendo com esse clube… Mas concordo com a essência da coluna, o Brasileirão deve servir como laboratório para o ano que vem, que promete ser penoso.

  1. […] alguns dias, escrevi aqui que o campeonato do Vasco seria pela recuperação da dignidade. Restava ao clube de São Januário […]


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Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano atua e segue aprofundando estudos nas suas principais paixões: futebol e cidades. Especialista em gestão do esporte, como jornalista também encara o futebol como fenômeno cultural.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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