Acabou o Caô no Flamengo

Créditos da imagem: Montagem/RD

Paolo Guerrero acaba de se despedir definitivamente do Flamengo. Seu contrato chegou ao fim, amigavelmente segundo as partes, nesta quinta-feira, dia 10 de agosto, e o centroavante, maior artilheiro da história do Peru, não veste mais a camisa rubro-negra

Guerrero foi contratado como estrela do projeto de renovação do Flamengo através de uma megaoperação financeira que retirou dos cofres flamenguistas a bagatela de 40 milhões de reais.

Em três anos, fez 115 jogos e 43 gols, ganhou apenas um Campeonato Carioca, ficou suspenso por mais de 06 meses por doping e desfalcou o clube em inúmeras ocasiões para defender o Peru na Copa América de 2016 e nas Eliminatórias da Copa de 2018.

Em números reais, cada jogo de Guerrero pelo Flamengo custou em torno de R$ 347 mil, enquanto cada gol custou pouco mais de R$ 930 mil e cada título, aliás, o único título, um simples estadual, saiu pelo valor fechado dos R$ 40 milhões.

Em 2016, esteve de fora de vários jogos da equipe que brigava pelo título nacional. No confronto direto contra o Palmeiras no Allianz Parque, em que o vencedor terminaria a rodada com a liderança, Guerrero não esteve em campo. Não o suficiente, no ano passado, quando o time novamente muito precisou de sua presença, desfalcou-o nos dois jogos da decisão da Sul-Americana, ficou de fora do primeiro jogo da final da Copa do Brasil e no segundo só foi notado porque levou um cartão amarelo para casa.

Assistiu, literalmente porque mais viu do que fez, ao Flamengo passar os três anos sem um grande título nacional ou internacional, mas com vices a se colecionarem.

Guerrero foi um verdadeiro Caô, ao contrário do que imaginava a torcida, que se empolgou com a chegada daquele que até então era o principal centroavante do futebol nacional em 2015.

Aos 34 anos, mostrou que já não valia um investimento do tamanho feito pelo Flamengo, principalmente por ser a principal estrela peruana e presença certa em todas as convocações da equipe, que culminaria fatalmente com sua ausência de várias partidas de seu time.

Roberto de Andrade, presidente corintiano tão criticado na época da não-renovação, surge três anos mais tarde como certeiro e responsável por não ter aceito a pedida daquele que fez um dos gols mais importantes da história do Corinthians.

Agora é a vez do Inter. Três anos mais velho, com uma suspensão de meses a ser julgada e com média de um jogo por mês nessa temporada, tudo indica que Guerrero deve chegar com salários na casa dos R$ 800 mil para ser a esperança de um time que acaba de subir da série B, talvez iludido pela falsa necessidade de se igualar imediatamente com o rival, atual campeão da Libertadores da América.

Enfim, acabou o Caô no Flamengo.

10 comentários em: “Acabou o Caô no Flamengo

  1. Uma das maiores mentiras do futebol. A especialidade dele no Corinthians era perder gols e colocar a mão na nuca depois de uma disputa de cabeça. Não ganhava a bola em um único tiro de meta sequer, e muitas vezes ainda cometia falta no zagueiro adversário. Comemorei muito quando foi para o flamengo. Sua saída representou o início da montagem do time vencedor do Corinthians em 2015.

    Quem acompanhava os jogos, e não somente os gols do fantástico, já sabia desde a época de Corinthians que não era tudo isso.

  2. Discordo, considero excelente jogador.

    Falam mal de Diego, Everton Ribeiro e Guerrero, mas quem dera tê-los no meu time.

  3. Jogador que não consegue atuar em times importantes da Europa, ainda que não sejam os manjados candidatos ao título da Liga dos Campeões, não podem ser considerados estrelas quando voltam. Podem até ter algum brilho, graças ao baixo nível que vivemos nos últimos tempos, mas não vejo nenhum merecedor dos salários que pedem e os clubes daqui pagam Custo-benefício geralmente muito baixo ou negativo. Desconfio que o Intger vai perder o embalo com sua contratação. É o tal do “tá ganhando muito mais, vá lá e corra”

  4. Diferente para o corinthians , foi a marca Ronaldo Fenómeno. Se pagou levou o time a um outro patamar , consegui patrocínios e com ele o corinthians ficou conhecido no mundo. Não sou contra o jogador procurar a melhor proposta , mas que jogue claro sem iludir o torcedor. Saiu pelas portas dos fundos em clubes de maior torcida no Brasil . Que seja feliz onde quiser , mas sem essa se não for aqui não jogarei em lugar nenhum. O profissional precisa e deve cuidar do seu futuro , mas sem essa de declarar amor eternoe sair sem se despedir de quem sempre o apoiou.

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