O “Chi-Chi-Chi-le-le-le” está próximo de ser cantado mais alto do que nunca

Créditos da imagem: sportskeeda.com

Quem está lá afirma com entusiasmo: a cidade de Santiago está em polvorosa!

Buzinaços, bandeiras hasteadas nas janelas e uma atmosfera incrível tomam conta do país.

Afinal, o anfitrião Chile está na final da Copa América 2015.

E que final! Simplesmente contra a atual vice-campeã do mundo, a Argentina de Messi, de quem tratamos em coluna anterior.

Claudio Bravo, Aránguiz, Arturo Vidal, Valdívia, Eduardo Vargas e Alexis Sánchez e cia certamente representam uma das maiores – senão a maior – geração de jogadores da história da Seleção Chilena.

E os números traduzem essa qualidade. O Chile possui o ataque mais positivo (13 gols, contra 10 da Argentina), o artilheiro – Eduardo Vargas, com quatro bolas na rede – e possui ainda Valdívia, que, ao lado de Messi, é o maior assistente da Copa América, cada qual com três passes para gol pelas suas equipes na competição.

Se por questão de detalhes o Chile deixou de eliminar o Brasil na Copa do Mundo no ano passado (ah, se soubéssemos o que estava por vir, teríamos torcido tanto quanto os chilenos para que aquela bomba de Pinilla no travessão tivesse estufado a rede de Júlio César), dessa vez a equipe comandada pelo competente (e invariavelmente cobiçado pelos clubes brasileiros) Jorge Sampaoli não quer deixar a chance escapar, ainda mais jogando diante do seu povo, uma chance única.

Aliás, Sampaoli merece destaque não só pela sua leitura atual, ofensiva e dinâmica sobre o futebol, mas também por sua postura no episódio da batida da Ferrari de Arturo Vidal (o jogador teria ingerido bebida alcoólica na folga da seleção e destruiu o seu automóvel em um acidente, no retorno à concentração), quando perdoou o atleta e teve a sensibilidade de não excluir o seu maior jogador da competição, o que diminuiria sobremaneira as chances de êxito dos chilenos naquela que pode ser uma conquista histórica.

Assim, em uma só “tacada”, o técnico dá a Arturo Vidal a chance da redenção e instiga o seu grande craque a liderar a sua equipe à consagração, contra uma Argentina também sedenta pelo título.

O “Chi-Chi-Chi-le-le-le” está próximo de ser cantado mais alto do que nunca.

E segue o jogo.

10 comentários em: “O “Chi-Chi-Chi-le-le-le” está próximo de ser cantado mais alto do que nunca

  1. O Chile certamente tem a melhor geração de jogadores da sua história, isto, aliado ao fator casa e torcida empolgada vão pesar a seu favor…. aposto na vitória chilena por 3×2.

  2. Difícil prever um resultado, mas creio e torço que seja um jogão. Potencial ambos tem. Estará em boas mãos a Copa América, seja pro Chile, seja pra Argentina.

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