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O “Conto Chinês” corintiano

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Créditos da imagem: 2001video.com.br

Depois de Jadson, Renato Augusto e Ralf, agora parece ser a vez de Gil…

Sempre que ocorre um fenômeno histórico como o ataque de gafanhotos chineses ao elenco do Corinthians, acompanhamos a escalada das opiniões. Umas boas e outras, nem tanto. Todo mundo se acha em condições de opinar no calor dos fatos, posar de especialista e chutar para todos os lados.

Outro dia, por exemplo, ouvi um especialista dizer, em um programa de TV, que isso é fruto da má política de altos gastos do Corinthians. Certo. Se você tem um time vencedor e admirado, e é atacado por investidores que nadam em dinheiro, a culpa é sua. Se tivesse investido menos, seria uma equipe medíocre e ninguém te assediaria. Vou ficar só nesse exemplo para não esticar o texto.

O fato é que os chineses estão fazendo neste ano, com muito mais fome, o que fizeram no passado recente. Há pouco tempo, levaram Tardelli, Everton Ribeiro, Ricardo Goulart, Love, Cuca etc. Agora, vieram com muito mais pressa. E parece que nem quiseram perder tempo em pesquisas de mercado. O campeão brasileiro é todo badalado? Então vou comprar o campeão por inteiro. É o que estão fazendo. Não sei nem como Tite ainda não teve sua proposta milionária.

E o que pode fazer qualquer time do mundo, com exceção de alguns poucos europeus, americanos e asiáticos, quando o comprador paga a multa contratual sem discutir descontos e oferece salários cinco, seis vezes maiores aos jogadores? Nada!

Assim foi no final dos anos 70 com europeus e árabes (levaram Rivellino e Zagallo na época), japoneses nos anos 80 e leste europeu no final dos 90.

Nossa moeda está enfraquecida. Por isso, nosso produto fica barato. Foram ao Corinthians porque se tratava da melhor equipe do país. Quando esgotarem as buscas em Itaquera, outros poderão ser assediados também. E terão que vender. Se Guerrero, por exemplo, estivesse na vitrine alvinegra, já estaria há muito na lista dos chineses.

A fórmula que resta aos clubes brasileiros é revelar e/ou contratar com baixos custos, coisa que o Corinthians fez com competência nos casos de Cássio, Luciano, Paulinho, Ralf, Marquinhos, Jucilei entre outros. Desde que caiu para Segunda Divisão, em 2007, o Corinthians passou a investir em jogadores desconhecidos e fora do circuito famoso. Com exceção de Ronaldo, Pato, Adriano, Gil e Elias (na volta).

Nas condições econômicas atuais, a saída é essa. Monta time. Ganha. Se a moeda continuar fraca, dá tchau para os craques nas janelas de negociações. E aí monta outro time. Ganha. E se a moeda continuar fraca…

Assim como tem feito o cinema argentino com suas histórias simples, mas de sucesso. Vide “Um Conto Chinês”, mais um bom filme realizado pelos hermanos e estrelado por Ricardo Darín (foto).

É a tal da criatividade na crise.

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Escrito por:

- possui 102 artigos no No Ângulo.

Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.


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10 respostas para “O “Conto Chinês” corintiano”

  1. Como de costume, excelentes ponderações. Só não concordo com um ponto: a multa para tirar os jogadores do Corinthians realmente estava abaixo do que deveria. No meio do Brasileirão já era possível supor que o time ficaria valorizado e com isso seria interessante tentar uma renovação com os jogadores e assim aumentar o valor da multa rescisória de cada um. Mais ou menos como o Santos fez com o Lucas Lima, o Geuvânio e o Gabigol, jogadores cobiçados mas “protegidos” por um valor de multa mais substancial. De qualquer forma, acho a sua análise pra lá de correta. A solução é arrumar a casa de novo (e o Corinthians tem o melhor técnico brasileiro da atualidade para tanto) e ir sobrevivendo com criatividade. Um forte abraço! 😉

  2. Vicente Prado (Coluna do Leitor) vicente disse:

    Gostei, inclusive com a citação do Filme do Darin (de quem sou grande fã).

  3. Silvio Sep disse:

    China nos faça um favor : leve tudo : jogadores torcedores estadio..leve tambem o neto o juca kifouri a renata fan o benjamin baki o galvao bueno..pode levar tudo..por favor

  4. Giovanni disse:

    HAHAHAHAHA

    O Corinthians acabou!

    É a QUARTA FORÇA de São Paulo em 2016!

  5. Concordo com praticamente todos os pontos, Emerson! O fato de o Cássio não ter sido vendido me fez acreditar um pouco mais nessa diretoria do Corinthians, senão realmente me pareceria um grande varejão.

    Só que acho perigosa essa ideia de que todo mundo pode ser substituído indefinidamente, por mais bem feito que seja qualquer trabalho de clube…

  6. Vc peca apenas em um fato:as multas recisorias dos jogadores do corinthians, apresentam esse irrisorio valor, justificadoa pelo fatos, que no momento da contrataçao, o corinthians nao tinha o montante para a compra, fatiando, em cláusulas contratuais obrigatorias,os jogadores.O corinthians hoje é vitima, sim, de sua incompetencia administrativa,veja o caso do renato aigusto.O clube foi obrigado, pelo jogador e ex clube do jogador, a diaponibilizar a venda a partir de uma oferta de 8 milhoes..amadorismo!

  1. […] talvez seja a maior incógnita . Uma equipe que jogou um futebol encantador ano passado, mas que acabou perdendo seis de seus titulares (Gil, Ralf, Jadson, Renato Augusto, Malcom e Vágner Love). Fez, em tese, algumas boas […]

  2. […] talvez seja a maior incógnita . Uma equipe que jogou um futebol encantador ano passado, mas que acabou perdendo seis de seus titulares (Gil, Ralf, Jadson, Renato Augusto, Malcom e Vágner Love). Fez, em tese, algumas boas […]

  3. […] vencedor definitivamente estabelecido na sua organização. Conquistar o heptacampeonato após o ataque dos gafanhotos chineses e a ida de Tite para a Seleção seria uma prova de que a camisa corintiana assumiu o status de […]


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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, não resiste a um bom debate sobre esportes, desde futebol até curling. São-paulino, é fundador e moderador do Fórum O Mais Querido (FOMQ). Não esperem ufanismos e clichês. Ele torce, mas não distorce.

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“Prata da casa” oriundo da Coluna do Leitor, este internacionalista é tão louco por futebol que tratou do tema até em seu TCC. Mestrando em Análise e Planejamento em Políticas Públicas, neste espaço une o gosto por escrever com a paixão pelo esporte mais popular do mundo.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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