O Fla-Flu de Volta Redonda: a deixa que precisávamos para, enfim, modernizar o futebol

Créditos da imagem: André Durão/globoesporte.com

O Flamengo levou o clássico ontem, contra o Fluminense, com a ajuda do recurso eletrônico.

Alguns dirão que não. Dirão que o árbitro percebeu o equívoco e resolveu voltar atrás, mas nós sabemos que, se em 13 minutos é possível assistir a todos os melhores momentos do jogo – ou a todos os gols da rodada -, o que não daria para chegar ao ouvido do árbitro nesse tempo em relação a um único lance?

Outros assumirão que sim e que a atitude é altamente antidesportiva, pois o próprio estatuto da FIFA proíbe veementemente o uso de qualquer sistema eletrônico durante a execução das partidas.

Fato é que já passou da hora de termos o recurso eletrônico em jogos oficiais. E não estou falando de seu uso deliberadamente para todo e qualquer lance, mas apenas para lances técnicos, de direito de jogo, como é o próprio impedimento. Um jogador, quando está impedido, está aqui ou na China, está para mim ou para você. Não é questão de interpretação.

É a chance clara de reparar equívocos. Só temos a ganhar com isso.

Mas por que insistirmos em desperdiçar a oportunidade de corrigir erros? Não seria pior se aqui estivéssemos escrevendo sobre como o Flamengo perdeu dois pontos na disputa pelo título ou como o Fluminense foi favorecido na briga pelo G6?

Está certo que a balança pende para um lado quando em apenas um jogo se usa recurso eletrônico, não em todos. Mas já é um começo. Pelo menos um erro do campeonato foi evitado. E tudo isso poderia existir sem aquela gigante pausa e sem toda aquela confusão. Bastava um momento para vermos em vídeo que não apenas Henrique, mas pelo menos outros três jogadores do Fluminense estavam em impedimento.

A FIFA, por razão que desconheço, escolhe o atraso ao manter o futebol como um esporte provinciano, sem o uso da imagem. Já temos aquele aparelhinho que indica quando a bola passa a linha do gol, o que evita grandes injustiças e poderia mudar até rumo de final de Copa do Mundo. Por que esperar mais pelo uso do recurso eletrônico?Pensar que Sandro Meira Ricci não recebeu ajuda externa no jogo de ontem é tolice. Dizer que o uso do recurso foi negativo é má-fé. Mas melhor seria criar suspeitas e manchar o campeonato? O Fla-Flu de Volta Redonda é a deixa que precisávamos para assumir: o recurso eletrônico é fundamental para a saúde e a modernização do futebol mundial.

15 comentários em: “O Fla-Flu de Volta Redonda: a deixa que precisávamos para, enfim, modernizar o futebol

  1. Assino embaixo, Jorge Freitas! Como você bem disse, é melhor a polêmica pelo uso do que o prejuízo a um postulante ao título.

    Também não consigo entender a FIFA quando não faz uso desses recursos. Mas, enquanto for assim, prefiro sempre o “a gente finge que não usa, e ela finge que proíbe”, prevalecendo a justiça esportiva.

  2. Concordo na necessidade de implantar a tecnologia para auxiliar a arbitragem mas quem fez essa lambança e com que intenção foi o Sandro Meira Ricci.Não consigo entender que ele com vários jogos de brasileirão,libertadores,copa america,olimpíadas e copa do mundo apitando junto com esse auxiliar,com toda essa experiência juntos o auxiliar dá um impedimento ele confirmar o impedimento ele ao invés de manda seguir jogo e afastar os jogadores do Fluminense que seria o correto e pra lá fazer essa lambança,invalidou,validou e invalidou será que o palmeirense presidente da cbf tem alguma coisa a ver?

  3. Sou favorável a dois arbitros , um de cada lado do campo , e em lances como este os dois participariam do desfecho da jogada , sendo que um deles estaria na linha de impedimento de maneira bem próxima. A cada 15 min eles trocariam de lado , o futebol de hoje é muito rápido e desta maneira diminuiria os errose em lances duvidosos utilizar o recurso eletrônico.

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