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O futebol como isca social

FUTEBOL-DE-RUA-25-07-2008

Créditos da imagem: Claudio Vieira

Nós, brasileiros, somos apaixonados por futebol. Vivemos 365 dias do ano pensando nele como um todo, nos nossos times de coração, nas estrelas que jogam na Europa, na Seleção Brasileira, na pelada com os amigos, ou, ainda, nas conversas nos bares, na família e, mais recentemente, na própria internet.

E a sua abrangência, por incrível que pareça, ainda pode ser muito maior.

Sim, o futebol pode ir muito mais além, pode funcionar como uma isca apetitosa para atrair crianças carentes que amam o esporte. Há até as que sonham em se tornar jogador. Aí temos os ingredientes perfeitos para a transformação social por nós tão desejada: uma bola, uma quadra, crianças comprometidas e um educador visando a transformação de cada uma delas.

Essa é, desde 2007, uma das atividades do projeto envolvendo futebol para crianças e adolescentes da comunidade de Paraisópolis (Associação Esportiva e Cultural Filhos de Paraisópolis), sobre a qual tenho o orgulho de tratar nas próximas linhas.

A primeira mudança visível nas crianças do projeto nos treinamentos de futebol é a comportamental. Atuando e participando de um esporte coletivo, a criança aprende a hora de alongar, aquecer, jogar, ouvir e falar. Além do ensinamento quanto à pontualidade, o respeito mútuo e o trabalho em equipe.

Após os treinamentos, o interesse gradativamente vai aumentando, principalmente quando surgem os amistosos e os campeonatos. É aí também que surgem novos ensinamentos como o respeito ao adversário e ao árbitro, o fair play… Sem falar no valor de uma vitória suada, os ensinamentos de uma derrota amarga. Enfim, os choros da alegria e da tristeza.

O mais bacana é que todos esses ensinamentos são transmitidos de forma natural. A criança aprende se divertindo, com um sorriso no rosto. E assim vai se tornando um ser-humano melhor.

Importante ressaltar que o resultado final que se obtém raramente é o sonho inicial da transformação da criança carente em jogador profissional (embora atualmente tenhamos a honra de ter um jovem goleiro nas categorias de base do Fluminense Futebol Clube). No entanto, muitos dos valores envolvidos em um mundo cooperativo profissional (e tantos outros intrínsecos ao futebol) são agregados pela criança, que os carregará para o resto da vida.

A nossa forma de atuação lembra uma frase de Thomas Jefferson, que, em livre tradução, seria algo semelhante com: “Não morda a isca do prazer até que você se certifique que não existe nenhum anzol”. As crianças atendidas pelo projeto acabam mordendo essa isca do prazer que é treinar e jogar futebol, e, mais do que isso, acabam colhendo um futuro melhor para elas mesmas.

Tudo graças ao futebol, um anzol “do bem”…

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Renato Braga é fundador, ex-presidente, atual diretor esportivo e, mais do que tudo, um entusiasta da Associação Esportiva e Cultural Filhos de Paraisópolis.

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Um comentário para “O futebol como isca social”

  1. Muito bom, parabéns aos envolvidos! 😉


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Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

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Natural de Brasília, mas residente em São Paulo desde que se conhece por gente, é um apaixonado por esportes e pela “sétima arte”. Jornalista e advogado, busca tratar o futebol com a descontração que lhe é peculiar, com o compromisso da boa informação e opinião consistente.

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Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano atua e segue aprofundando estudos nas suas principais paixões: futebol e cidades. Especialista em gestão do esporte, como jornalista também encara o futebol como fenômeno cultural.

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Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, não resiste a um bom debate sobre esportes, desde futebol até curling. São-paulino, é fundador e moderador do Fórum O Mais Querido (FOMQ). Não esperem ufanismos e clichês. Ele torce, mas não distorce.

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“Prata da casa” oriundo da Coluna do Leitor, este internacionalista é tão louco por futebol que tratou do tema até em seu TCC. Mestrando em Análise e Planejamento em Políticas Públicas, neste espaço une o gosto por escrever com a paixão pelo esporte mais popular do mundo.

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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

Fernando GaviniFernando Gavini

Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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