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O melhor é sermos eliminados logo da Copa América

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Créditos da imagem: Fabrice Coffrini

Constantemente os resultados são um problema no futebol. Principalmente as vitórias.

É claro que nas derrotas muitas vezes são tomadas decisões erradas, como o fim prematuro do trabalho de um treinador, jogadores que são usados como bode expiatório, desmanches, etc. Mas praticamente sempre são feitas as ponderações necessárias para se chegar a uma decisão drástica. É comum que se pense “poderia dar certo, mas se não fizermos a troca agora, entraremos numa bola de neve da qual não dá pra sair depois”.

Já as vitórias são tidas como incontestáveis. Quando se atinge o objetivo, pouco importa se o futebol não foi bom, se o que se esperava era muito mais, se a arbitragem ou as circunstâncias ajudaram; a partir do momento em que a conquista foi incorporada, “tudo valeu a pena”, e o que era tido como errado “se mostrou certo”, afinal, “os resultados falaram”. Verdadeiros “cala-bocas”.

Só que nunca se deve contar só com os resultados. Assim como às vezes “o gol é um detalhe” (frase de Parreira que virou chacota injustamente), por consequência, os placares também podem ser. É mais do que claro que os resultados são imprevisíveis: o Brasil foi como claro e único favorito à Copa de 2006, e parou incontestavelmente numa França desacreditada; no Mundial de 2010, éramos os maiores candidatos ao título juntamente com a Espanha, e não merecíamos cair contra a Holanda; já em 2014, novamente favoritos (por mais que muita gente não goste disso e queira reescrever a história depois do 7 x 1, sites de aposta provam que pessoas de todo o mundo colocavam dinheiro acreditando na vitória brasileira), parecia que tínhamos tudo nos trilhos, e o trabalho na Copa foi terrível.

A diferença é que apesar do fiasco na Copa da Alemanha, o que foi feito naquele trabalho 2003-2006 (que contava com uma das melhores gerações da história do futebol brasileiro) nos agradava. O que é feito agora, não.

Seja pela outra passagem fracassada, seja pelas crenças e maneira que tem de ver o jogo, pelo relacionamento próximo com essa podre diretoria da CBF, pelo ar sempre carrancudo e raivoso, pelas convocações suspeitas, pelo complexo de perseguição ou pela pequenez com que enxerga a Seleção Brasileira, Dunga não agrada e nunca agradará. Por isso é melhor que nos livremos logo dele.

A verdade é que no Brasil só nos importamos com a Copa do Mundo. Todo o resto é mais ou menos como um campeonato estadual para os grandes clubes: aquela coisa que não vale nada quando se ganha, mas que dá uma enorme dor de cabeça quando se perde. Ganhar ou não a Copa América não muda absolutamente nada na nossa satisfação ou confiança na Seleção. Só muda pro Dunga, que vai “novamente calar a boca de todos”. Por essas e outras, torço contra, para que quem só se garante com o resultado não possa mais contar com ele.

É nítido o perfil conservador dessa nova diretoria da CBF para a escolha dos técnicos. Em 2012/2013 tínhamos a oportunidade de contratar simplesmente Pep Guardiola – o técnico mais revolucionário das últimas décadas – e perdemos porque quiseram ir no “arroz com feijão” e inventaram o Felipão, experiente e vencedor, com o qual acabamos tendo a maior vergonha da nossa história. Para sucedê-lo, foram em alguém que também já conhecia a seleção e teve bons números, ou seja, sempre buscam a segurança. Como em uma eventual queda de Dunga felizmente já não correríamos mais riscos de apelaram ao Zagallo, torço por uma derrota sim, para que vejam que não existe garantia de resultado com ninguém e que é preciso fazer apostas e correr riscos.

Não que a saída de Dunga vá resolver todos os nossos problemas e a seleção necessariamente vai melhorar sem ele. Mas é a única maneira, pelo menos teremos uma chance. Com ele, é certo que continuaremos na mediocridade.

E quero deixar bem claro que não sou desses que torcem contra a Seleção. Pelo contrário, acho que todo brasileiro deve se orgulhar do que representamos para o futebol em todo o mundo, esse é um patrimônio nosso que o resto do mundo adoraria ter. É uma enorme infantilidade essa “Cruzada” que muitos brasileiros travam contra o time de futebol mais representativo de todos os tempos. Quem fica com papo de “Seleção da CBF”, brincando de ser crítico, enquanto aplaude “o Barça” de Sandro Rosell, da sonegação de impostos e da compra fraudulenta de Neymar, só pode estar fazendo tipo ou não ter refletido sobre o assunto.

A Copa do Mundo Feminina de 24 equipes
Atrás da fumaça do charuto de Eurico, o campeonato à parte

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- possui 161 artigos no No Ângulo.

Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano atua e segue aprofundando estudos nas suas principais paixões: futebol e cidades. Especialista em gestão do esporte, como jornalista também encara o futebol como fenômeno cultural.

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4 respostas para “O melhor é sermos eliminados logo da Copa América”

  1. Assistir somente o primeiro tempo do que o Chile está fazendo contra o Uruguai somente reforça essa necessidade da “catástrofe” pra demitir o Dunga. Existem jogadores brasileiros pata bater os chilenos no papel, sem dúvida. Basta um bom técnico que organize esse catado. Parabéns pelo texto! Ótima análise!

  2. Jacson Andre disse:

    Gente desculpem mais deixem de pagarem de cegos o Dunga é um bom tecnico mais n é ele q convoca é os patrocinadores, hj o futebol é uma mafia porisso perdeu a graça

  3. O melhor ? Nunca é, nunca será… Seremos!


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Natural de Brasília, mas residente em São Paulo desde que se conhece por gente, é um apaixonado por esportes e pela “sétima arte”. Jornalista e advogado, busca tratar o futebol com a descontração que lhe é peculiar, com o compromisso da boa informação e opinião consistente.

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Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, não resiste a um bom debate sobre esportes, desde futebol até curling. São-paulino, é fundador e moderador do Fórum O Mais Querido (FOMQ). Não esperem ufanismos e clichês. Ele torce, mas não distorce.

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Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano atua e segue aprofundando estudos nas suas principais paixões: futebol e cidades. Especialista em gestão do esporte, como jornalista também encara o futebol como fenômeno cultural.

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Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

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“Prata da casa” oriundo da Coluna do Leitor, este internacionalista é tão louco por futebol que tratou do tema até em seu TCC. Mestrando em Análise e Planejamento em Políticas Públicas, neste espaço une o gosto por escrever com a paixão pelo esporte mais popular do mundo.

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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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