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O que é preciso para ser – na conta geral – um bom técnico?

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Créditos da imagem: Estadão

O que se deve esperar ou exigir – coisas naturalmente diferentes – de um técnico?

Começando pelo grupo de profissionais que ele tem sob seu comando, anotando as qualidades e a quantidade.

Por acaso torcedores e cartolas, esses na maioria das vezes influenciados, ou fingindo estar, por aqueles, esperam e cobram na medida exata ou…?

A experiência me mostra que na esmagadora maioria das vezes prevalece o “ou”….

Sabem que o time é fraco, que o grupo de jogadores é mambembe, mas querem vitórias e até títulos. Se elas não aparecem e os títulos não acontecem, o técnico é uma porcaria. “Manda embora, troca logo”, gritam e são ouvidos.

Sim, claro que existem técnicos fracos, que tiram menos do que deveriam de um time. E outros que conseguem mais do que se poderia esperar – tiram leite de pedra. São raros e, para se confirmarem, precisam de retaguarda e/ou carta branca.

Se eu pedir a 10 amigos exemplo atual dos que se enquadram no primeiro grupo, acho que nove responderão Dunga. Acredito que Telê Santana seria indicado como milagreiro. Os muito antigos, bem antigos, lembrariam do paraguaio Fleitas Solich, que pegou um ataque inteiro na base do Flamengo – Joel, Moacir, Índio, Dida e Babá -, botou para jogar e levou o time a títulos.

Entre os técnicos “normais”, aqueles que conseguem montar um time de acordo com as qualidades dos jogadores e tirar dele, o time, o máximo, dá para citar, por aqui, no momento, Tite, com o Corinthians e Marcelo Oliveira, no Cruzeiro, em 2013/14.

Lá fora, Guardiola, que foi um jogador normal, encabeça a lista, que tem Mourinho na cola – assim como teve, tempos atrás, o romeno Kovács, que montou o Ajax, base da grande seleção holandesa da Copa de 74, bem seguido por Rinus Mitchel.

Repare que Guardiola sabe que não é saudável ficar muitos anos num time que ganha tudo, porque ao menor tropeço, lá vai o leite acumulado. Mourinho sabe das coisas, mas é cheio de pose. Joga para o alto essa coisa de humildade, e sabe que vai pagar por isso. Aliás, já pagou duas vezes, ambas pelo Chelsea.

Guardiola pulou fora do Barcelona na hora certa e agora do Bayern. Vai para o Manchester City e, claro, quer uma seleção para comandar. O risco de ser chamado de burro desta vez é maior. O City não é disparado o melhor da Inglaterra, onde o futebol é mais equilibrado, e seu respaldo é menor.

Respaldo é a palavra mágica que passou a faltar aos técnicos por aqui. Vicente Feola, no São Paulo e na Seleção, como Lula, no Santos, embora nunca tivessem calçado chuteiras de verdade, foram bons técnicos. Porque conheciam o suficiente do riscado, não queriam ir além das botas e tinham respaldo da diretoria.

Osvaldo Brandão não era um estrategista, longe disso. Mas tinha comando e carisma. Para assinar contrato exigia ganhar mais do que o jogador mais bem pago – ainda que fosse dez centavos. “Quem comanda não pode ganhar menos”, dizia. Hoje isso é improvável. Filpo Nunes era exato o inverso, e por isso sofria nas mãos dos jogadores.

Quando vi Ganso não aceitar a substituição proposta por Dorival Júnior, pensei – ele vai pedir o boné nos vestiários. Não o fez e permitiu que pintassem seu nariz de vermelho. O Brasil provavelmente não ganharia a Copa de 2002, se Felipão aceitasse convocar Romário por imposição da imprensa, notadamente a carioca. Luxemburgo deixou de ser “o professor”, quando apareceu uma manicure em sua vida e bateu boca com Marcelinho. Caiu na boca do povo…

Um São Paulo com paixão
Geração "abençoada"?

Escrito por:

- possui 73 artigos no No Ângulo.

Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.


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2 respostas para “O que é preciso para ser – na conta geral – um bom técnico?”

  1. Uma coisa que me incomoda e geral nos técnicos brasileiros é que não os vejo com ousadia ou dispostos a aprender algo. O Tite começou a mudar um pouco isso após “ir estudar na Europa”, o Mano também. Ao menos criaram tendência.

    Mas parece que, em geral, são muito cheios de receitas muito fechadas, não se adaptam muito aos elencos e aos jogadores.

  2. Penso que o principal é estar antenado na evolução do esporte e perceber que analisar o todo é o que faz a diferença. O preparo técnico, as partes física e tática, o estudo dos adversários etc. Um futebol científico, mas que não pode deixar de lado a paixão, outro importante combustível no esporte. Ou seja, a tecnologia e a ciência são importantes, mas o técnico também precisa ter sangue nas veias, ser bom de grupo, exercer liderança e outras qualidades enquanto pessoa… Acho que o Brasil evoluiu de uns tempos pra cá e Tite é o exemplo mais bem acabado disso. Nomes como Papai Joel, Professor Luxemburgo e os (tão somente) boleiros/disciplinadores Felipão, Abel Braga e Muricy Ramalho, embora dignos de respeito, pois conquistaram muito em suas carreiras, estão naturalmente ficando para trás.


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Emerson FigueiredoEmerson Figueiredo

Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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