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O que os estaduais significavam para os 12 grandes em 2015

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Créditos da imagem: Blog Painel Tático

Um dos principais motivos que me faz ser contra os estaduais é o fato de não serem mais capazes de motivar normalmente o torcedor de um grande clube. Entre muitos outros problemas (que prometo tratar num post específico), vejo como inadmissível que gigantes do futebol mundial passem quatro meses disputando uma competição que não provoca máximo interesse em toda sua coletividade, chegando em alguns momentos a ter uma eliminação vista até com alívio.

Por outro lado, muitas vezes o estadual pode servir como uma afirmação importante para equipes que passam por uma reestruturação, e podem ter o significado ampliado por alguma grande superação ou rivalidade.

Diante disso, creio ser interessante notar a diferença de relação de cada um dos 12 principais clubes do Brasil com os seus estaduais em 2015, e o que eles provocaram ao longo da disputa.

No Campeonato Paulista, a final foi entre os times que tinham foco total na competição. Entre os finalistas, entendo que o Palmeiras é o que mais precisa da conquista. Desde o rebaixamento no Campeonato Brasileiro em 2002, o “Alviverde Imponente” parece não ter mais reencontrado sua grandeza, e vive um momento chave para isso com a inauguração do magnífico estádio, a formação de um novo e bom elenco e o impressionante crescimento do seu programa de sócio-torcedor. O título pode dar impulso a uma euforia que mantenha esse círculo virtuoso de maior arrecadação, mais investimentos no futebol e melhores resultados, que provocam mais entusiasmo e podem permitir que o clube mire objetivos maiores.
Para o Santos, a influência é maior dentro de campo, com o dinheiro da premiação e o “bônus moral” facilitando a manutenção de jogadores importantíssimos e cobiçados por outros clubes, como Robinho, Lucas Lima e Ricardo Oliveira no inicialmente desacreditado elenco santista (que chegou a viver um clima de “o último que sair apague a luz” no começo do ano, após a saída de ídolos como Arouca e Edu Dracena), além de dar sobrevida ao técnico Marcelo Fernandes após a queda de Enderson Moreira. Isso é muito mais importantes do que o título em si, até porque o Campeonato Paulista já está quase vulgarizado para o torcedor santista, que viu seu time cinco vezes campeão desde 2006 e presente nas últimas sete decisões.
Já os eliminados Corinthians e São Paulo não tiveram no Paulista uma prioridade. Por disputarem a Libertadores, iniciarem o ano com altas expectativas e contarem com elencos estrelados, vivem aquela situação em que o estadual provoca mais dor de cabeça na derrota do que prazer na vitória. Mesmo a queda de Muricy no São Paulo teve mais a ver com a competição sulamericana do que com o estadual.

O futebol carioca vive um ano atípico, sem nenhum representante na Copa Libertadores, o que provocou uma maior igualdade na disputa. Ainda assim, o momento de cada clube faz toda a diferença, e assim como em São Paulo, a final foi entre os que queriam mais. O Vasco da Gama é o que mais precisa do estadual por uma série de razões: vive uma crise de anos, é o que está há mais tempo sem vencê-lo (desde 2003), tem um elenco e técnico em busca de afirmação para o difícil Brasileirão da Série A, e politicamente tem o novo protagonismo do nefasto Eurico Miranda (que certamente capitalizaria demais a eventual conquista).
O rival Botafogo, embora também viva um momento delicado com a grave situação financeira e o rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro, tem tido êxito no estado (venceu o estadual há dois anos e tem colecionado Taças Guanabara), de modo que o que precisa é somente retornar para a elite do futebol nacional e atingir objetivos compatíveis com a grandeza do clube, como disputas de Libertadores e títulos nacionais e internacionais.
Já a dupla Fla-Flu vive um passado recente de títulos nacionais (e o Flamengo também tem colecionado Campeonatos Cariocas, foram cinco desde 2007) e têm elencos mais consolidados do que os finalistas, de modo que a conquista teria mais peso simbólico pelo enfrentamento político com a FERJ do que por efetiva importância esportiva ou econômica. Apesar disso, o Fluminense chegou a viver um abalo que resultou na queda do técnico Cristóvão Borges.

Minas Gerais vive um período de ouro no futebol, com seus clubes sendo hegemônicos no Brasil nos dois últimos anos. Por isso, diante das recentes coroações nacionais e internacionais, o peso do estadual em si é ínfimo, principalmente em meio a uma dura disputa para a classificação na fase de grupos da Libertadores e com os problemas de calendário que fizeram Atlético e Cruzeiro disputarem uma sequência de partidas decisivas. O mais importante realmente era superar o rival, o que foi feito pelo Galo. A final contra a Caldense é mais um daqueles casos em que se tem mais a perder do que a ganhar.

A dupla Gre-Nal vive momentos muito diferentes. Enquanto o Inter é o tetracampeão, disputa a Libertadores e jogou quase toda a competição com o time reserva, o Grêmio deu muito valor às partidas e Felipão tratou cada partida como fundamental para construir o time para o Brasileirão. Fora que desde o último título importante do Tricolor – a Copa do Brasil de 2001 – foram apenas três Campeonatos Gaúchos contra dez do rival (sem falar em Libertadores e Mundial). Afora a rivalidade que dá peso a qualquer disputa com o arquirrival, o título em si só tem impacto para o lado azul.

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Escrito por:

- possui 157 artigos no No Ângulo.

Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano atua e segue aprofundando estudos nas suas principais paixões: futebol e cidades. Especialista em gestão do esporte, como jornalista também encara o futebol como fenômeno cultural.

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3 respostas para “O que os estaduais significavam para os 12 grandes em 2015”

  1. Caio Bellandi disse:

    Análise corretíssima, Gabriel! A verdade é que os clubes tem mais a perder do que ganhar, exceto em casos extraordinários em que a rivalidade ou um jogo histórico aparecem.


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Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano atua e segue aprofundando estudos nas suas principais paixões: futebol e cidades. Especialista em gestão do esporte, como jornalista também encara o futebol como fenômeno cultural.

Emerson FigueiredoEmerson Figueiredo

Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

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“Prata da casa” oriundo da Coluna do Leitor, este internacionalista é tão louco por futebol que tratou do tema até em seu TCC. Mestrando em Análise e Planejamento em Políticas Públicas, neste espaço une o gosto por escrever com a paixão pelo esporte mais popular do mundo.

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Natural de Brasília, mas residente em São Paulo desde que se conhece por gente, é um apaixonado por esportes e pela “sétima arte”. Jornalista e advogado, busca tratar o futebol com a descontração que lhe é peculiar, com o compromisso da boa informação e opinião consistente.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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