O São Paulo da eterna expectativa. E o Santos, por quem não se dava nada

Créditos da imagem: Montagem / No Ângulo

Ok, desta vez o Santos era mesmo o favorito. Mas isso foi construído ao longo de meses em que o alvinegro apresenta um futebol convincente (hoje é, na minha opinião, o segundo melhor time do Brasil, atrás apenas do Corinthians – e vale ressaltar que este foi despachado da Copa do Brasil pelo Peixe com duas vitórias incontestáveis), tem jogadores na Seleção Brasileira (Lucas Lima e Ricardo Oliveira seriam meus titulares na Canarinho), enquanto o São Paulo vem de um ano inteiro no qual simplesmente não consegue empolgar, com muitos de seus principais atletas enfrentando problemas físicos, troca de treinador (não por opção própria) e, principalmente, com uma gravíssima crise política que resultou na renúncia do presidente.

Mas a verdade é que sempre se espera demais do São Paulo. Em parte pelo sucesso descomunal do clube na segunda metade dos anos 2000, quando parecia  se candidatar a um nível diferente de grandeza em relação aos demais gigantes brasileiros e dava sinais de estar fadado a ser uma espécie de Bayern de Munique tupiniquim; em parte por, a partir daí, sempre contar com jogadores inegavelmente talentosos e de muita grife: atualmente tem nomes consagrados como Rogério Ceni (maior ídolo da história do clube), Paulo Henrique Ganso (meia de raro talento que, no fundo, quase todo brasileiro esperava e desejava que se tornasse o dono da camisa 10 da Seleção), Alexandre Pato (astro que pintou como prodígio e é conhecido mundialmente), Luis Fabiano e Michel Bastos (jogadores “de Copa do Mundo”).

O mais curioso é que, a meu ver, o fracasso são paulino é pura consequência da soberba surgida no período de glórias, e vem do fato de o clube fazer exatamente o oposto do que fazia. Enquanto o sucesso de 2005-2008 foi formado a partir da contratação de jogadores sem nenhuma grife (Cicinho, Lugano, Fabão, Mineiro, Josué, Danilo, Aloísio, Leandro, Miranda, Sousa, Richarlyson, Alex Silva, Borges etc.), atletas da base (Diego Tardelli, Hernanes, Jean, Thiago Ribeiro, Breno, etc.) e veteranos acessíveis no mercado (Júnior, Amoroso, Luizão e, até mesmo, Adriano Imperador para um semestre em que o clube se propôs a recuperar o jogador para a Internazionale), em um ambiente que se destacava pelo perfil coletivo (é marcante a célebre frase do, então, supercampeão Muricy Ramalho, “Aqui é trabalho, meu filho!”), a coletividade tricolor aos poucos passou a se apoiar em individualidades: Lucas, Luis Fabiano, Ganso, Kaká, Pato e segue a lista…

Desde então, tirando um pequeno período do Brasileirão 2014, no qual o quarteto formado por Ganso, Kaká, Pato e Allan Kardec realmente encaixou, o São Paulo se tornou o time da eterna expectativa. Sempre se imagina que vai conseguir grandes feitos, afinal, “o elenco é forte”. Analisando a escalação inicial da partida contra o Santos, convido qualquer um a imaginar se um time formado por Bruno, Lucão, Luiz Eduardo, Matheus Reis, Thiago Mendes e Rodrigo Caio, com a camisa de outro clube (pode ser o Vasco, por exemplo), teria a mesma boa vontade da opinião pública geral.

Os grandes nomes dão uma constante aura nobre a um elenco que simplesmente não a tem. Por isso sempre há tanta expectativa com o São Paulo, e também por causa disso, tanta desilusão de quem ainda acha que talento individual é suficiente para se conquistar grandes resultados. É necessária uma reformulação geral.

O Santos, por outro lado, é praticamente o oposto. Num ano em que nada se esperava, e que mesmo após a conquista do título paulista ninguém colocava a equipe entre as favoritas do Brasileirão, houve o ambiente propício para que alguns veteranos sem badalação, como Ricardo Oliveira, Renato e Robinho (que mesmo sendo um craque histórico não era mais levado a sério como grande jogador), conduzissem jovens “famintos” e talentosos na formação de um time vencedor. E até hoje não é falado que, não fosse pela inexplicável insistência da diretoria com o inexperiente técnico Marcelo Fernandes, possivelmente o Peixe lutaria pelo título brasileiro. Ainda não é dado o devido crédito a Lucas Lima, que deve ser titular absoluto da Seleção. E, a continuar assim, não duvido que Gabigol seja o parceiro de Neymar no ataque da Copa de 2018.

Palmeiras e Fluminense que se preparem, pois vem tarefa dura pela frente.

16 comentários em: “O São Paulo da eterna expectativa. E o Santos, por quem não se dava nada

  1. AI LEANDRO SILVA SEU CUZAO DU CARALHO TA TIRANDO OS SANTISTA PAU NO CU NOIS QUE VCS MESMO SEUS PORCO DU CARALHO VAMOS GANHAR DE VCS IGUAL GANHAMOS NO PAULISTA VCS SÃO MUITO FRACO PERDEREM PARA O FLUMINENSE DA LICENÇA PORCAHADA

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