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O segredo é a estrutura

Tite

Créditos da imagem: UOL

Sempre achei que colunista não deveria comentar resultados. Relatar jogos é trabalho do repórter destacado à cobertura de uma partida. A ele cabe falar o que viu em campo. Pronto.

Mas os resultados podem maquiar um mau trabalho dos times, ou dar destaque exagerado a tropeços ou vitórias ocasionais. São momentos factuais. Cabe ao colunista fazer uma análise mais abrangente do que acontece por trás das derrotas, vitória e empates.

É esse pensamento que me guia nessa estreia (como colunista fixo) aqui no No Ângulo. Falar sobre os diversos fatores que cercam os desempenhos dos times.

E acho que ainda é cedo para fazer qualquer prognóstico em relação aos brasileiros na Libertadores. O que nos resta é falar um pouco sobre o que estamos vendo nessas primeiras rodadas. O Atlético-MG tem tido um desempenho acertado. Fez sete pontos em nove possíveis. Ganhou uma fora, outra em Minas e empatou no campo do adversário. O Grêmio ganhou uma em casa, perdeu outra fora e empatou fora. O Corinthians ganhou duas (uma fora e outra em casa) e perdeu no Paraguai. O São Paulo teve uma derrota vexatória em casa contra o The Strongest, mas se recuperou empatando em Buenos Aires contra o River. O Palmeiras ganhou e perdeu em sua arena e empatou uma fora.

Como vemos, o Atlético está acima do que se espera. Grêmio e Corinthians estão na média. Palmeiras e São Paulo estão abaixo.

Tirando os mineiros e os gaúchos, vou me concentrar no Trio de Ferro paulista. Temos aí três casos bem diferentes. O Corinthians, que vem de um histórico de sucesso nos últimos anos, perdeu sete titulares: Gil, Ralf, Renato Augusto, Jadson, Malcon, Love e o contundido Elias. Tinha tudo para fracassar. O São Paulo perdeu jogadores em um time que penou em 2015, e que mesmo assim conseguiu uma vaga na Libertadores. O Palmeiras mostra que contratar no atacado nem sempre é sinal de sucesso. A diferença entre eles está no planejamento. Enquanto o Corinthians mantém a mesma equipe técnica, chefiada por Tite, São Paulo e Palmeiras mudam sem nenhum tipo de lógica. O Tricolor teve nos últimos dez meses Muricy Ramalho, Milton Cruz, Osório, Doriva, Milton Cruz e Bauza. O Palmeiras contratou mais de 30 jogadores, demitiu Dorival, contratou Oswaldo de Oliveira, Marcelo Oliveira e agora fechou com Cuca. Ou seja, quem mexeu demais está tendo resultados inferiores. Está aí o que difere os desempenhos. O Corinthians tem um time aparentemente inferior aos adversários paulistas, mas se mantém com base na estrutura ajustada. O Tricolor, que sempre foi exemplo de organização, peca na mudança constante, sem análise de perfis dos treinadores. Palmeiras acha que o time é excelente e que os técnicos são os culpados.

Não gosto de fazer previsões, mas é possível antecipar, pelo que temos visto até agora, que os times que mantiveram suas estruturas (mesmo com a troca de técnico no Atlético) terão mais sorte do que os que acham que trocar comissão técnica a todo momento é a melhor solução.

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- possui 94 artigos no No Ângulo.

Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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7 respostas para “O segredo é a estrutura”

  1. Seja muito bem-vindo, Emerson Figueiredo! 😉

    Eu concordo totalmente! Antes de começar a Libertadores eu estava apostando no Grêmio, mas as atuações neste início de ano me decepcionaram um pouco e até a classificação corre risco. Hoje, acho que o Atlético é o maior favorito entre os brasileiros, e o Corinthians vem a seguir, dependendo da evolução deste time que é praticamente todo novo.

    Palmeiras e São Paulo até podem se acertar, não foram poucos os casos recentes de times que ganharam a Libertadores renascendo na competição (os dois últimos campeões, River e San Lorenzo, tiveram as piores campanhas entre todos os classificados para as oitavas) ou mudando de técnico (como o São Paulo em 2005, o Inter em 2010, o Santos em 2011, etc.). O problema é que neste caso acho que falta material humano no elenco mesmo.

  2. Vicente Prado (Coluna do Leitor) Vicente disse:

    O campeão vai ser o Rosario Central, da Argentina.

  3. Seja bem-vindo, Emerson Figueiredo!
    É muito bacana poder ter uma pessoa tão gabaritada e apaixonada por futebol como você aqui na nossa equipe. Vai acrescentar muito! 😉
    Bom, quanto ao seu texto, penso que o Galo de Robinho é o mais forte entre os brasileiros. Mas, em relação ao futebol jogado mesmo, o time que mais me impressionou na Libertadores até agora foi o Rosário Central. O time argentino joga fácil, tem fluidez, troca de passes com qualidade etc.
    Mas a verdade é que não vejo nenhum “bicho-papão” na edição deste ano (River e Boca estão decepcionando, só que não dá para descartá-los), e acho que qualquer brasileiro pode sonhar com o título (ainda que eu acredite que o Palmeiras vá ser eliminado já na primeira fase).
    É isso! Valeu, um abraço!

  4. Lena Annes, José Aquino, Fernando Gavini de Freitas, mais um belo reforço pra gente! Hehehe

  5. Ademir Tadeu disse:

    Um resumo perfeito da real situação dos brasileiros na competição. Que ninguém nos ouça: o nível da Libertadores está muito aquém de alguns anos atrás.

  6. Lena Annes disse:

    Legal. Fernando Prado sempre “aprontando”. Bem-vindo Emerson.


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Gabriel RosteyGabriel Rostey

Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano atua e segue aprofundando estudos nas suas principais paixões: futebol e cidades. Especialista em gestão do esporte, como jornalista também encara o futebol como fenômeno cultural.

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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

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Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, não resiste a um bom debate sobre esportes, desde futebol até curling. São-paulino, é fundador e moderador do Fórum O Mais Querido (FOMQ). Não esperem ufanismos e clichês. Ele torce, mas não distorce.

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“Prata da casa” oriundo da Coluna do Leitor, este internacionalista é tão louco por futebol que tratou do tema até em seu TCC. Mestrando em Análise e Planejamento em Políticas Públicas, neste espaço une o gosto por escrever com a paixão pelo esporte mais popular do mundo.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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