Os “Deuses da bola” deram a chance para Jô. Mas ele fraquejou

Créditos da imagem: torcedores.com

Assim como ocorre com a política do nosso País, sobre o que muitos não gostam nem de conversar – tamanha a falta de credibilidade -, o futebol parece trilhar o mesmo caminho.

Nada contra as brincadeiras e gozações dos torcedores, que fazem parte do contexto e da essência do esporte, e sem elas não haveria a verdadeira graça do dia seguinte ao jogo, quando se chega para trabalhar – com a cabeça erguida (para sacanear) ou cabisbaixo (para ser sacaneado).

Acredito que os erros e acertos sempre ocorreram, mas não tão descarados como ultimamente. Todos são beneficiados e prejudicados. No entanto, para alguns a benevolência é escancarada e isso nos tira todo e qualquer prazer de ver, comentar e até discutir, no bom sentido da palavra.

Quando um produto, qualquer que seja ele, perde o seu crédito, o que temos de fazer é deixá-lo de lado. Por essas e outras que a cada dia mais cresce o interesse do torcedor pelo futebol europeu. Grupos são criados em diversas partes do Brasil para acompanhar os jogos semanalmente pela televisão. E tudo é levado muito a sério.

Voltando ao assunto em questão, os homens que dirigem o futebol brasileiro, quase que na sua maioria são “políticos” disfarçados de torcedores, que usam a imagem da instituição somente para benefício próprio. Nós, os torcedores, somos usados e passados pra trás, ludibriados quase que diariamente, e só aqueles mais apaixonados – que só enxergam tudo a seu favor – são coniventes e aceitam todo e qualquer tipo de situação.

Não foi esse o esporte que aprendi a gostar!

Tudo que vem ocorrendo é um somatório de fatores lamentáveis. Será que o futebol está virando um jogo de cartas marcadas? Até que ponto os interesses de audiência interferem nos resultados?

Há exceções, como em tudo na vida. Estou certo, Rodrigo Caio? Se ele quis ou não passar como bom moço, não vem ao caso, o importante é que tomou a atitude correta para a ocasião.

E eis que por ironia do destino, o centroavante corintiano (beneficiado lá atrás pela conduta do zagueiro são-paulino, a quem elogiou publicamente pela atitude de corrigir a marcação do árbitro no clássico entre suas equipes) ao marcar o gol com a mão no Vasco na última rodada, comemorou como se nada tivesse acontecido e “deu de ombros” para a situação.

Ou seja, os “Deuses da bola” deram a chance para Jô. Mas ele fraquejou.

Leia também: Tristes tempos em que Rodrigo Caio tem que justificar sua honestidade

14 comentários em: “Os “Deuses da bola” deram a chance para Jô. Mas ele fraquejou

  1. Seria justo ele dizer que fez o gol com o braço e passar a responsabilidade para o juiz que validou o gol. Os comentários na mídia não foram legais a respeito desse lance.

  2. CORINTHIANS E FLAMENGO DÃO MAIS AUDIÊNCIA QUE OS DEMAIS E SEMPRE SERÃO BENEFICIADOS PELA ARBITRAGEM… SIMPLES ASSIM…

  3. Caráter e hombridade são coisas que não se compra; o cara tem ou não tem e, no caso do Jô, tirem suas próprias conclusões.

  4. Discordo, lances bem diferentes, mesmo que ele afirmasse ter batido na mão, não tem como ele saber exatamente se bateu na mão antes de entrar a bola, estão condenando injustamente o jogador o lance era para três juízes (principal, bandeirinha e o do fundo de campo), estranho é não haver uma crítica ao jogador do Vasco que fez pênalti no Jô e não assumiu?
    Pior é ver o Dirigente Vascaíno criticar a ação do Corinthians e do seu técnico (favorecido naquele gol anulado do Jô, quando no Flamengo), não ter avisado o árbitro do absurdo do impedimento anotado e querer disparar contra Corinthians e Jô.
    A única situação clara é que pela atual velocidade do jogo os árbitros PRECISAM da tecnologia URGENTE e aí se minimizará os erros de arbitragem que deveria ser o foco da discussão, não foi o Jô que errou foram os árbitros e não só nesse lance, no pênalty também!
    Culpar o Jô é covardia, quem jogou bola sabe, ele não tem como saber se a bola bateu em seu braço antes ou depois de entrar, assim se manifestar poderia inclusive gerar uma decisão errada.
    Pensem antes de condenar!

    1. Olha Éder Rodrigues Fonseca, é mesmo uma tristeza ver pessoas falando em “choro” em uma irregularidade assim tão clara. Mas, ao mesmo tempo, também acho muito errado dizer “faz um gol descarado de mão”, porque foi uma jogada na qual ele se arremessou para tocar a bola de cabeça, e ela pegou no BRAÇO (não na mão) e entrou. É evidente que foi ilegal e pronto, mas do jeito que você falou, parece que foi, sei lá, o gol do Maradona contra a Inglaterra, ou o do Túlio contra a Argentina, o que não é verdade

  5. …é, definitivamente prefiro o futebol anterior a década de 80, no radio e na tv em preto e branco e com apenas um “REPETECO” com a mesma imagem. Era muito menos discutido e mais apaixonante. Nada de tecnologia. Vão acabar com a graça da brincadeira. Daqui a pouco as crianças que ainda pulam amarelinha vão colar um juiz de vídeo pra saber se pisou ou não na linha.

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