W3vina.COM Free Wordpress Themes Joomla Templates Best Wordpress Themes Premium Wordpress Themes Top Best Wordpress Themes 2012

Os “times da arquibancada”

c16a74d1-9f77-4891-a3cd-6e3222d1bdb2_DSC_0152

Créditos da imagem: Globo Esporte

O ano ainda não acabou, mas será de uma cruel melancolia para alguns clubes do futebol brasileiro até o seu término. Apontados como claros favoritos no início do ano, Palmeiras, Atlético-MG e Flamengo se vêem precocemente distantes dos megalomaníacos objetivos traçados no início do ano. Uma sucessão de erros dos três levou ao fracasso, erros sobre os quais eu vejo diversos pontos em comum.

O grande ponto é que esses três clubes não possuem uma convicção. Futebol é muito dinheiro, mas dificilmente ele basta quando não se acredita em uma ideia sólida de como se praticar e administrar futebol. Se o Flamengo é um exemplo de como sanear finanças, vai na contramão de tudo isso quando se trata de montar um time (não somente juntar grandes nomes). Bandeira de Mello, além de tudo isso, foi picado pela mosquinha azul da soberba e comprou briga com torcida, imprensa e conselheiros do clube para manter um técnico em que ele próprio não acreditava. Viu esse mesmo técnico escalar contra o Vitória um time sem sua cara  e ser melancolicamente punido por isso. Zé Ricardo se foi ao não escalar Márcio Araújo (ao escalar o time da arquibancada), que ironia…

O Galo demitiu Marcelo Oliveira no meio de uma final. Se tem esse direito, o presidente tinha o dever de identificar os problemas apontados na ocasião da demissão no decorrer do Campeonato Brasileiro no qual a equipe já apresentava um futebol pobre, pobre. Some a isso um clube que gasta bem mais que pode e que incha um elenco com medalhões que nem sempre estão no auge da sua motivação e vontade. O trabalho de Roger não deu liga e o resultado é um ano em que nem para a Libertadores o Galo deve ir.

E há o Palmeiras, ah, o Palmeiras! Cuca, com todo o direito do mundo, resolveu sair no fim do ano passado. O Palmeiras, com todo o direito, resolveu apostar no novo. Parecia haver a crença generalizada que esses grandes nomes do rico Palmeiras jogariam sozinhos, sendo necessário apenas que o treinador escolhido não atrapalhasse. Lembro-me que no segundo jogo do Paulista a arquibancada já gritava por Cuca. Direito dela. Contudo, após todos os tapas na cara de uruguaios, o presidente Galliote teve a ousadia de demitir um técnico com 70% de aproveitamento em nome de um desempenho mais satisfatório. Seria elogiável se não fosse mais uma medida populista do que o fim da cultura de resultados no futebol brasileiro. Cuca não é o culpado pelas eliminações recentes do Palmeiras. Errou sim, mas não pode ser crucificado por acreditar até o fim nas suas ideias de futebol. Culpo dirigentes e até alguns setores da imprensa que não as tem. Aplaudiram a vinda de Cuca antes, sem pensar na distância entre os conceitos dele e de Eduardo Baptista. Pedem sua cabeça agora.

Na contramão de tudo isso, o Corinthians escolheu (por força das circunstâncias, é bem verdade) um técnico que nem torcida, nem imprensa, nem os próprios dirigentes acreditavam. A arquibancada descontente, entretanto, viu Fábio Carille montar o time com campanha mais sensacional que o Campeonato Brasileiro jamais viu. Quando se tem ideias claras de futebol e se acredita nelas, a voz da arquibancada não é a voz de Deus.

Técnico estrangeiro - por que veio e o medo de que funcione
Rueda no Flamengo e a obsessão dos brasileiros por técnicos estrangeiros

Escrito por:

- possui 21 artigos no No Ângulo.

Palmeirense fanático e estudante de economia, este sorocabano radicado em São Paulo é apaixonado pelos números e principalmente pela história do futebol e do esporte.

Entre em contato com o Autor

7 respostas para “Os “times da arquibancada””

  1. Vicente Prado (Coluna do Leitor) Vicente disse:

    EXATAMENTE

    É AQUELA VELHA HISTÓRIA, TEM MUITO DIRIGENTE-TORCEDOR POR AÍ…

    É MUITO AMADORISMO

  2. Corinthians demitiu carile e depois voltou com ele planejamento ou falta de opçao pura sorte q ta dando certo.

    • É verdade! Tirarem o Carille no ano passado, para colocarem o Oswaldo de Oliveira foi um absurdo que custou a vaga para a Libertadores deste ano!

    • Trazer o Oswaldo foi mesmo um erro tremendo. Mas tenho sérias dúvidas se o Carille teria dado certo se fosse mantido. Ele deu certo esse ano com tempo pra trabalhar e implantar suas ideias , sem a pressão de ser o atual campeão Nacional ou mesmo substituir imediatamente o técnico da seleção.Fosse mantido talvez queimariamos a maior revelação de treinador da década!

  3. Jose Aquino disse:

    Pode parecer maluquice, mas esses detalhes, erros, bobagens, acertos que não eram nem poderiam ser previstos, é que ainda sustentam o futebol, fora e dentro do campo

  4. Muito bom, Matheus Aquino! Mas ainda não consigo achar que o Flamengo errou tanto. Acho que o máximo que ele poderia fazer seria trocar o técnico quando foi eliminado na Libertadores, por não confiar no trabalho. Porque na virada do ano não tinha como tirar o técnico que simplesmente “criou” este Flamengo forte, afinal, o time nem existia nos tempos do Muricy…

    Acho que o problema do Flamengo é simplesmente superestimarem o elenco mesmo. De resto, acho que vem fazendo quase tudo corretamente mesmo.

  5. Ter time de medalhões não dá certo, não sei quando vão entender isso!!!!! Os elencos precisam ter FOME!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Deixe um comentário

Enquete

Qual o maior técnico brasileiro dos últimos tempos?

Ver resultados

Carregando ... Carregando ...

Colunistas

José Maria de AquinoJosé Maria de Aquino

Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

Fernando PradoFernando Prado

Natural de Brasília, mas residente em São Paulo desde que se conhece por gente, é um apaixonado por esportes e pela “sétima arte”. Jornalista e advogado, busca tratar o futebol com a descontração que lhe é peculiar, com o compromisso da boa informação e opinião consistente.

Gabriel RosteyGabriel Rostey

Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano atua e segue aprofundando estudos nas suas principais paixões: futebol e cidades. Especialista em gestão do esporte, como jornalista também encara o futebol como fenômeno cultural.

Gustavo FernandesGustavo Fernandes

Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, não resiste a um bom debate sobre esportes, desde futebol até curling. São-paulino, é fundador e moderador do Fórum O Mais Querido (FOMQ). Não esperem ufanismos e clichês. Ele torce, mas não distorce.

Jorge FreitasJorge Freitas

“Prata da casa” oriundo da Coluna do Leitor, este internacionalista é tão louco por futebol que tratou do tema até em seu TCC. Mestrando em Análise e Planejamento em Políticas Públicas, neste espaço une o gosto por escrever com a paixão pelo esporte mais popular do mundo.

Emerson FigueiredoEmerson Figueiredo

Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

Fernando GaviniFernando Gavini

Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

Assinatura por e-mail

Arquivos

©2017 No Ângulo - Todos os direitos reservados