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Osorio pode ser bom. Mas não por ser estrangeiro

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Créditos da imagem: espn.uol.com.br

Confesso que tenho minhas reservas com aquilo que virou “lugar comum” nas avaliações sobre o atual futebol brasileiro: de que os técnicos estrangeiros seriam bem-vindos, já que estaríamos precisando de “coisas novas” por aqui.

Sinceramente, não acredito que o futebol colombiano, chileno e argentino (nacionalidades de técnicos um tanto ventiladas nos últimos tempos pelos dirigentes brasileiros) estejam à nossa frente sob qualquer aspecto. Pelo contrário, se formos enumerar os títulos das respectivas seleções nacionais, a quantidade de bons jogadores e até o número de Copa Libertadores conquistados pelos clubes de cada país, verificaremos exatamente o oposto: pela competição de clubes do continente, nos últimos dez anos, foram seis títulos de equipes brasileiras, três de argentinas e um conquistado pela LDU, do Equador. Uma análise simplista baseada em números frios, eu sei, mas que não deixam de evidenciar que ainda somos sim uma grande potência no esporte. Pra mim, algo mais relevante do que o alardeado fato de que há seis treinadores argentinos comandando seleções nesta edição da Copa América contra apenas um brasileiro – Dunga -, na própria Seleção Brasileira.

Mas não se deixe enganar pelo tom da coluna. Não sou contra a vinda dos técnicos gringos. Só acredito que, no futebol – assim como em todos os outros segmentos -, há profissionais que são competentes e outros nem tanto e que o rótulo “se é gringo, vale a tentativa” em nada colabora com a evolução técnica que cobramos e desejamos para o nosso futebol. Até porque, sinceramente, até que ponto é confiável o “garimpo” dos nossos dirigentes? Estes parecem contratar mais por informações de google do que por um efetivo conhecimento do trabalho do profissional estrangeiro cobiçado.

Fazendo uma pobre analogia, assim como passaram – e ainda passam – “Petkovics” e “D´Alessandros” pelo nosso futebol, também tivemos de conviver com “Defedericos” e “Gioinos” desfilando por nossos campos. E o mesmo raciocínio vale para os treinadores. Há de se ter perícia e consciência na hora de contratar. E menos “achismos”.

O fator novidade não necessariamente precisa vir de fora. Afinal, Guto Ferreira, que vem tendo um ano impecável pela Ponte-Preta, não parece ser uma boa aposta? Ou mesmo Eduardo Baptista (filho no Nelsinho), que comanda o insinuante e não menos surpreendente Sport, ambos no pelotão de frente do concorrido Campeonato Brasileiro comandando equipes de médio porte.

Tudo bem, os dois estariam sujeitos ao fracasso, como parece estar fracassando o também novidade Doriva no Vasco (uma pena, diga-se, pois é outro que parece possuir ideias arejadas), mas o argentino Ricardo Gareca – hoje treinador do Peru – também não naufragou no Palmeiras?

Logo, percebe-se que não é pela nacionalidade ou pela imagem que a qualidade do profissional deveria ser medida. Por falar em imagem, será que se o roliço e pouco vaidoso Guto Ferreira fosse alto, esguio e com boa vestimenta, ainda estaria comandando a Ponte? Ou já teria alçado vôos mais altos? É a máxima do “não basta ser bom, tem que parecer bom” que muitas vezes pode levar ao desperdício de um talento.

Talento e competência que o colombiano Osorio parece possuir. Como não o conhecia de perto (somente em poucos jogos de Libertadores pude acompanhar o seu trabalho) e apenas li a respeito do seu currículo e suas peculiaridades (a história das canetas vermelha e azul e os bilhetinhos para os atletas dentro de campo), confesso que não o teria contratado. Mas como muitas vezes um tiro no escuro pode ser certeiro, parece que dessa vez a diretoria do São Paulo acertou.

Cativando o elenco com seriedade e humildade, Osorio aparenta ser um apreciador e estudioso do futebol (em um confronto contra o próprio tricolor paulista o treinador colombiano falou com mais propriedade a respeito de jogadores menos relevantes do elenco são-paulino do que muito treinador brasileiro o faria) e, segundo a maior liderança do plantel e um dos maiores ídolos da história do clube, Rogério Ceni, trata-se de um treinador especial e inovador e que ainda vai dar o que falar.

O São Paulo do aparentemente competente – prefiro esta qualidade à de estrangeiro – Osorio já assumiu a liderança e deve vir forte no Brasileirão.

E segue o jogo.

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Natural de Brasília, mas residente em São Paulo desde que se conhece por gente, é um apaixonado por esportes e pela “sétima arte”. Jornalista e advogado, busca tratar o futebol com a descontração que lhe é peculiar, com o compromisso da boa informação e opinião consistente.

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Natural de Brasília, mas residente em São Paulo desde que se conhece por gente, é um apaixonado por esportes e pela “sétima arte”. Jornalista e advogado, busca tratar o futebol com a descontração que lhe é peculiar, com o compromisso da boa informação e opinião consistente.

Gustavo FernandesGustavo Fernandes

Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, não resiste a um bom debate sobre esportes, desde futebol até curling. São-paulino, é fundador e moderador do Fórum O Mais Querido (FOMQ). Não esperem ufanismos e clichês. Ele torce, mas não distorce.

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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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“Prata da casa” oriundo da Coluna do Leitor, este internacionalista é tão louco por futebol que tratou do tema até em seu TCC. Mestrando em Análise e Planejamento em Políticas Públicas, neste espaço une o gosto por escrever com a paixão pelo esporte mais popular do mundo.

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Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano atua e segue aprofundando estudos nas suas principais paixões: futebol e cidades. Especialista em gestão do esporte, como jornalista também encara o futebol como fenômeno cultural.

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Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

Fernando GaviniFernando Gavini

Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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