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Palmeiras, mata-mata e um ídolo

Palmeiras v Santos - Copa do Brasil 2015 Final

Créditos da imagem: torcedores.com

Essa não é uma discussão sobre a melhor maneira de disputa do Campeonato Brasileiro. Consolidado, os pontos corridos premiam a justiça, a organização, o planejamento e todo esse blá blá blá que de alguma forma ajudou o nosso futebol a sair do completo desleixo que se encontrava no início do século, ainda que falte a maior parte do caminho. Preferências à parte, e todos temos a nossa, o campeonato está aí e do ponto de vista do negócio em que o ludopédio se transformou, essa é a fórmula de disputa ideal. Se completam– futebol e pontos corridos – na chatice em que se apresentam atualmente.

Tampouco é um post de um palmeirense. Minha ligação com o clube é a mesma de todas as crianças não-palestrinas que cresceram nos anos 90: Parmalat, Parque Antártica, Paulo Nunes, Marcos e etc, têm um lugarzinho em meu coração, mas apenas isso. Mera lembrança afetiva.

Esse post é apenas para mostrar o óbvio a quem ainda tem dúvida, se é que alguém ainda tem, e comemorar a essência do futebol. A história do esporte bretão é feita no mata-mata. A construção da alma futebolística vem da classificação de alguém perante a eliminação de outrem. Soa um pouco sórdido na nossa sociedade atual, assassina e desinteressada, mas no futebol se explica.

Veja bem o caso do Palmeiras.

Após o fim do ciclo que citei algumas linhas acima, o clube entrou num marasmo. Chegou a cair duas vezes, uma para a Segundona, outra pra Série B (se você não notou, a Segunda Divisão mudou de nome há alguns anos). Títulos, em 15 anos, até ontem, só dois, (eu não conto a conquista de Segundona para times grandes. Quem quiser que o faça).

Ontem, entretanto, o Palmeiras ressurgiu. Não estávamos nos anos 90: o hoje tiozão Paulo Nunes não jogou; o demolido Parque Antártica deu lugar à uma arena patrocinada; e o goleiro não era o carismático e intransponível Marcos. Mas algo aconteceu que Dudu teve tintas de Paulo Nunes; a Arena respirou e transpirou o antigo Palestra e, bem… Prass virou um pouco de Marcos.

Apesar de já grande goleiro, o atual arqueiro do Palmeiras tinha fama de não pegar pênalti no Vasco, onde sua carreira deslanchou. Mas quando vestiu o uniforme que já foi de Marcos (e também Cattani, Velloso e outros), resolveu ser especialista no assunto. Como foi contra o Corinthians no estadual desse ano, Prass fez sua parte.

E fez mais: com criatividade, fez questão de entrar pra história também convertendo o pênalti que deu o título da Copa do Brasil em cima de um rival, o antes badalado Santos.

Se Prass estará na galeria dos grandes ídolos do Palmeiras? Cedo pra dizer. Certo é que Fernando Prass teve seu nome gravado na história do futebol brasileiro. E não pela justiça do regulamento (que se fosse igual do começo ao fim, daria o título ao Santos), também não pela regularidade, característica do bom goleiro que é. Não foi também pela organização que o Palmeiras não tem, tampouco ainda pelo planejamento bem mal-feito do derrame de dinheiro do patrono do clube.

Prass está na história porque ontem foi noite de mata-mata. Quando separam-se os homens aptos a segurar o rojão dos meninos blindados pelo treinador. Quando nenhuma oração vale mais que os gols, defesas e divididas ganhas. E foi nesse roteiro padrão, baseado na fórmula do sucesso, que mais um capítulo da vasta e brilhante narrativa palmeirense foi escrita.

E a temporada do futebol brasileiro chega ao fim com a lembrança do gol perdido do Nilson, da provocação do pastor Ricardo Oliveira, do deboche palmeirense com a mão na taça e de Fernando Prass pegando e covertendo pênalti, e sem ninguém lembrar da conquista irretocável, merecida e mais relevante do arquirrival Corinthians.

Porque na ironia da vida traduzida com a bola no pé, é quando se mata alguém que o futebol respira.

Viva o mata-mata!

O lugar do "Corinthians de 2015" na história. E a importância da defesa
Palpites da 38ª rodada do Brasileirão 2015

Escrito por:

- possui 70 artigos no No Ângulo.

Carioca, graduado em Direito e universitário de Jornalismo. Mas antes de tudo, um opinólogo profissional, cronista do cotidiano, comentarista do dia a dia e palpiteiro da rotina.

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7 respostas para “Palmeiras, mata-mata e um ídolo”

  1. palmeiras minha paixao e vc

  2. Danny Santos disse:

    O timao adensoado

  3. Ganhou uma serie b e uma copa do Brasil. Felipe é ídolo pra caralho do Corinthians seguindo essa logica lixo

  4. Corinthiano diz q vive só de Corinthians mas vive tirando um pouco do seu “raro tempo” comentando em postagens sobre o VERDÃO ! Obrigado pelo Ibope, só Observo… #MaiorCampeaoNacional #AvantiPalestra

  5. Discussão de palmeirense x curintiano

    Palmeiras: Eu sou o maior campeão nacional
    Cúrintia: Eu tenho mundial
    Palmeiras: Eu sou o CAMPEÃO DO SÉCULO
    Cúrintia: Eu tenho mundial
    Palmeiras: Já representei a seleção brasileira
    Cúrintia: E eu ganhei do chelsea, que é o quinto time grande da inglaterra
    Palmeiras: Eu tenho 366 taças oficiais
    Cúrintia: mais eu tenho mundial
    Palmeiras: Voces são nosso maior freguês
    Curintia: mais eu tenho mundial
    Palmeiras: Eu já eliminei voces em 2 libertadores, diversos paulistas, brasileiros e etc….
    Cúrintia: Mais eu tenho mundial depois de 100 anos
    Palmeiras: Eu tenho a melhor arena da america latina, com a maior renda do brasil
    Cúrintia: Eu tenho mundial
    Palmeiras: temos o sócio avanti, mais caro, e a camisa mais vendida do brasil
    Cúrintia: Eu tenho mundial
    Palmeiras: Eu sou o primeiro campeão mundial
    Cúrintia: Mais eu tenho mundial sem libertadores
    Palmeiras: Eu já disputei 16 libertadores, ganhei do boca de 6×1, ja ganhamos do barcelona, e do real madrid.!
    Cúrintia: Mais eu tenho mundial
    Palmeiras: Eu já liderei o hank da fifa(IFHS) como o melhor time do mundo em 1999
    Cútintia: E eu tenho mundial

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK, DA DÓ DOS GAMBÁ


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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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