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Perdoe discordar, mestre Rivellino, mas Brasil fora da Copa não é solução

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Créditos da imagem: UOL

O supercraque Roberto Rivellino disse, há dias, que gostaria que o Brasil não se classificasse à Copa de 2018 para que se pudesse “rever o futebol brasileiro”.

Veja a declaração do tricampeão do mundo: “Eu acho que para o bem do futebol tem que ter uma tragédia. Já teve uma e eles não abriram o olho. Seria a primeira vez que o Brasil não se classificaria. Mas, apesar do jeito que está, acho que vai se classificar, infelizmente”.

Dá para entender o desabafo de Rivellino. A Seleção começa a sua caminhada para a Copa América e a disputa da medalha olímpica no Rio. Dunga está em um momento difícil, precisa mostrar serviço ou será insustentável sua manutenção no comando do time. O nome de Tite cercará de perto seus resultados. Depois de receber uma seleção cambaleante após os 7 a 1, de perder a Copa América no Chile e ir de forma sofrível nas Eliminatórias, Dunga não tem o apoio dos torcedores.

Mas daí a desejar que o Brasil fique de fora da Copa da Rússia é receitar ao paciente um remédio mais mortal do que a própria doença.

Há tempos que nosso futebol tem perdido em atração para as novas gerações. É cada vez maior o número de crianças, adolescentes e jovens mais envolvidos com os grandes clubes europeus do que com as tradicionais equipes brasileiras. Isso é fruto do desequilíbrio financeiro entre Europa e América do Sul. Mesmo mercados sem expressão, como China, Oriente Médio e Ucrânia, tiram nossos jogadores no “berço”. Também a Argentina sofre com isso.

As TVs mostram cada vez mais o futebol praticado pelos grandes europeus. É difícil defender nossas equipes diante do que jogam Barcelona, Real Madri, Bayern, entre outros. Observem, porém, que estamos falando dos top 5 ou top 10 do atual centro do futebol. Tirando as superequipes, até dá para equipes brasileiras encararem o restante dos europeus.

Mas a impressão de inferioridade técnica desestimula o surgimento de novos torcedores. Bate direto na arrecadação.

Com a Seleção não é diferente. Se estiver fora da maior competição futebolística do mundo, perderá ainda mais prestígio entre os torcedores. Veremos cada vez mais garotos usando camisas de seleções estrangeiras nos shoppings, escolas, jogos do clube etc. O que poderia ser a revisão do futebol brasileiro corre o risco de se tornar o esquecimento mais acentuado.

Temos uma carência profunda de craques. Mas não podemos dizer que nossos jogadores são incapazes de formar uma seleção competitiva.

Felipão foi um desastre na Copa. Dunga ainda não disse para quê veio. Mas isso não é motivo de descrença total. Dá para fazer um time eficiente e competitivo. Afinal, não temos supercraques em todas as seleções, e nenhuma delas é imbatível.

O que precisamos é dos profissionais certos nos lugares certos. Futebol é negócio. Por isso, podemos compará-lo com uma empresa. Quando os negócios não estão bons, há apenas duas saídas: fecha e procura outro ramo ou investe na estruturação de seu produto e busque aumentar sua força no mercado.

Eu acho que ainda não estamos na situação de declarar o fechamento do futebol brasileiro.

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- possui 102 artigos no No Ângulo.

Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.


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14 respostas para “Perdoe discordar, mestre Rivellino, mas Brasil fora da Copa não é solução”

  1. Ah, concordo totalmente com você, Emerson Figueiredo. O pessoal costuma dar como exemplo a relação de alguns clubes grandes brasileiros com a queda para a Série B (que supostamente teria um efeito positivo sobre as suas administrações), com o que discordo veementemente. Ora, não é preciso estar no inferno para saber que ele é ruim. O Brasil precisa sim é de um trabalho sério, de comando. Esse diagnóstico de que tem muita coisa errada já foi feito (e bem antes do fatídico “7×1”). O problema é que o sistema é podre. E sempre foi. Mas, ainda assim, somos a seleção com o maior número de conquistas na história. O que prova que com um MÍNIMO de boa vontade, a Seleção Brasileira tem plena capacidade de voltar a figurar no topo, sem que para tanto tenha que perder o orgulho de ser a única a ter participado de todas as Copas. 😉

  2. Vicente Prado (Coluna do Leitor) Vicente disse:

    DE JEITO NENHUM, AÍ É QUE VAI DEMORAR MAIS AINDA PRA GENTE ADQUIRIR NOVAMENTE O RESPEITO DOS ADVERSÁRIOS…

    COM HISTÓRIA NÃO SE BRINCA, RIVA!!!

  3. A muito tempo penso no que aconteceria se o Brasil ficasse fora de uma copa. Tipo não dá pra comparar com a queda do seu time pra série b ou ficar de fora da final de um estadual aonde existem só dois times grandes e um ficando de fora. Ficar fora da Copa seria algo drástico. A seleção brasileira vive para a copa do mundo. É o único momento que vc esquece seu time e torce de verdade junto com o outro outrora rival. Iam cair os patrocínios, talvez a transmissão da copa sem o Brasil não valha a pena para algumas emissoras de TV, e o número de pessoas que já não gostam de futebol aumentaria, e um ícone legitimo brasileiro iria por água abaixo. Perderíamos uma geração de torcedores. As sequelas seriam grandes. E seriamos que ser forçados a buscar outras maneiras para tentar voltar não ao topo, mas para pelo menos competir em igualdade com os demais.

  4. Perfeito, Emerson Figueiredo!

    E ainda perderíamos para sempre o diferencial de sermos o único país a ter estado em todas as Copas.

    Às vezes às pessoas se agarram a falsas premissas, do tipo “quando ficarmos fora de uma Copa, as coisas mudam”. Aposto que essas pessoas pensavam que se tomássemos 7 x 1 numa Copa jogada no Brasil, as coisas também mudariam.

    A sociedade brasileira está mudando, e temos que lutar para que essa mudança também chegue à CBF, que parece um bunkee fora da realidade. Pronto. Isso quase que independe dos resultados esportivos…

  5. Fábio Sbrama disse:

    Velho, o que esse cara ganhou? No Corinthians, nada. No Fluminense, 1 carioca. Na seleção, se gaba de ter participado do tri e só. Muito blá blá blá.

  6. Concordo plenamente com o Riva,teriamos q começar do zero,nesse Pais as coisas tem que haver medidas extremas,senão não funciona

  7. O comentário é específico para a opinião de Rivellino. Da qual eu discordo. Mas temos que lembrar sempre que ele é um dos maiores craques da história do país. Poucos foram melhores do que ele. Tirando Pelé e Garrincha, difícil cravar que outro teria sido superior a ele.

  8. Concordo com o Mestre e torço por isso. E vc Diogo Souza ?

  9. isto é uma maneira que ele usou pra mostrar que os 7×1 não serviram pra nada. Ele tem razão em sua análise ao pensar que hoje o Brasil é sexto colocado na eliminatória e que tudo farão pra seleção se classificar (embora o futebol que jogue seja pífio).

  10. se for p tomar de 7que n dispute mas nenhuma copa…se a selecao tivesse saido p chile na copa de 2014tlvz n estariamos na historia c aquela monstruosa e epica goleada…mas tbm c daniel marcelo davi e fernandinho esperar oq?

  11. Carllos Csr disse:

    Acredito que a seleçao não fique fora da copa. Mudando de assunto aquir, O problema é que as seleçoes durante esses anos foram evoluindo, principalmente as consideradas como fracas, enquanto o brasil foi caindo de rendimente, permanecendo neutro. “”Por isso tanta dificuldade”

  12. Estou com o Riva , nosso time é medíocre , medroso e incompetente. A bola queima nos pés dos nossos jogadores , não conseguimos trocar quatro passes na linha ofensiva . Temos um ataque de riso , só tocam de ladinho , não assumem a responsabilidade , com um time deste querem ir em algum lugar. E o que é mais preocupante , quando em entrevistas coletivas , nossos supostos craques , endeusam o Neymar , como um semi Deus , com atletas omissos como estes acham mesmo que temos chance. rs


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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, não resiste a um bom debate sobre esportes, desde futebol até curling. São-paulino, é fundador e moderador do Fórum O Mais Querido (FOMQ). Não esperem ufanismos e clichês. Ele torce, mas não distorce.

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“Prata da casa” oriundo da Coluna do Leitor, este internacionalista é tão louco por futebol que tratou do tema até em seu TCC. Mestrando em Análise e Planejamento em Políticas Públicas, neste espaço une o gosto por escrever com a paixão pelo esporte mais popular do mundo.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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