W3vina.COM Free Wordpress Themes Joomla Templates Best Wordpress Themes Premium Wordpress Themes Top Best Wordpress Themes 2012

Polícia 7 x 1 Torcida

image

Créditos da imagem: Leo Fontes / O Tempo

Passou o tempo, o futebol mudou, as pessoas mudaram, o país mudou, mudando também o governo, os conceitos sobre religiosidade etc, mas uma coisa não mudou: o desrespeito que a polícia tem pelos torcedores dos clubes de futebol.

Sabemos que a violência é um caso endêmico nas sociedades de alguns países em desenvolvimento (se é que alguns países estão se desenvolvendo de fato), e um dos sinais mais preocupantes de uma democracia doente é a violência policial.

Domingo passado, de feriado de finados, a cidade de Belo Horizonte foi palco de cenas de barbárie típicas de “Faixa de Gaza futebolística”, só que não eram torcidas rivais que estavam envolvidas. As cenas de violência extrema foram exclusivamente protagonizadas pela Polícia Militar do Estado de Minas Gerais. Não só atleticanos foram incompreensivelmente agredidos pelos de farda, como, principalmente, os corintianos, que sequer conseguiam imaginar o motivo de estarem sendo tratados daquela forma. Talvez o motivo fosse o mesmo de sempre: resolveram viajar para assistir um jogo de futebol. Já na chegada, na cidade de Betim, os ônibus com torcedores paulistas foram sistematicamente parados para que seus passageiros recebessem a ordem de “descer” e, como numa típica chegada de “prisioneiros americanos”, começaram a ser revistados, e a humilhação começara. Assim que a revista terminava, os torcedores “forasteiros” eram orientados a adentrar os ônibus e permanecer com os vidros fechados. Logo, um estado de tortura estava literalmente caracterizado. Debaixo de um sol escaldante, os torcedores permaneceram dentro dos ônibus, das 11:00 até às 16:30h, sem direito a água. E quem não conseguisse ficar nesse estado e tentasse abrir um pouco a janela no intuito de “respirar um pouco”, recebia de imediato um jato de gás pimenta. As cenas que envolveram os ônibus com torcedores relembravam os filmes de concentração nazista.

Assim que os ônibus foram conduzidos até o estádio Independência, ocorreu o fato mais estranho: a Polícia Militar mineira conduziu a caravana justamente à entrada da torcida do Atlético Mineiro e sequer esperou os torcedores ( como é comum) se provocarem. De forma “preventiva”, iniciou ataques de bombas de efeito moral, balas de borracha e gás lacrimogênio, provocando pânico na torcida local e agravando o quadro de tortura da torcida visitante, que não podia descer dos ônibus, pois policiais ficavam com armas de bomba na porta dos ônibus ameaçando quem quisesse descer.

Após conduzir a torcida corintiana para uma outra rua, apertada e que dava entrada para a torcida adversária, mais abusos. A PM começou, absolutamente de graça, a atacar os torcedores, que desesperados entravam nas casas do entorno em busca de refúgio. Resultado: até moradores foram agredidos pelos insanidade policial.

Na volta, da caravana, os torcedores paulistas foram escoltados do estádio até a saída do estado de Minas Gerais a, no máximo, 30 KM/H, assim chegando em São Paulo já com o “sol na testa”.

Aos policiais, ficou a sensação de mais um dever cumprido, no qual os direitos humanos foram terrivelmente ignorados (bem como o Estatuto do Torcedor, que sabemos que é sistematicamente ignorado por quase todos).

Qual seria o motivo de tanta violência por parte de tantos que deveriam defender as pessoas. Falta de preparo? Salários baixíssimos? Ou seria uma ordem específica, típica de países nos quais a democracia é apenas uma “capa” para os mais incautos acreditarem que ela existe? De qualquer modo, fica o relato de mais um fim de semana no qual a violência policial foi plantada contra cidadãos. E, como sabemos, o plantio é facultativo. Mas a colheita é obrigatória! E a sociedade perde de qualquer forma.

Veteranos brilhando: depois de Ricardo Oliveira, Nenê tem jogado muito pelo Vasco
A importância da Copa do Brasil para Santos e Palmeiras

Escrito por:

- possui 1 artigos no No Ângulo.

Alexandre Papasergio, 39 anos, teólogo, e amante da coerência.

Entre em contato com o Autor

2 respostas para “Polícia 7 x 1 Torcida”

  1. SANDRO disse:

    A PM TEM MAIS EH QUE PEGAR PESADO COM ESSAS ORGANIZADAS!!!!!!!!!!!!!!

  2. eder disse:

    vai desculpar, mas entre as organizadas e a policia eu vou sempre ficar com a policia


Deixe um comentário

Enquete

Qual o maior técnico brasileiro dos últimos tempos?

Ver resultados

Carregando ... Carregando ...

Colunistas

Gabriel RosteyGabriel Rostey

Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano atua e segue aprofundando estudos nas suas principais paixões: futebol e cidades. Especialista em gestão do esporte, como jornalista também encara o futebol como fenômeno cultural.

Emerson FigueiredoEmerson Figueiredo

Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

José Maria de AquinoJosé Maria de Aquino

Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

Gustavo FernandesGustavo Fernandes

Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, não resiste a um bom debate sobre esportes, desde futebol até curling. São-paulino, é fundador e moderador do Fórum O Mais Querido (FOMQ). Não esperem ufanismos e clichês. Ele torce, mas não distorce.

Jorge FreitasJorge Freitas

“Prata da casa” oriundo da Coluna do Leitor, este internacionalista é tão louco por futebol que tratou do tema até em seu TCC. Mestrando em Análise e Planejamento em Políticas Públicas, neste espaço une o gosto por escrever com a paixão pelo esporte mais popular do mundo.

Fernando PradoFernando Prado

Natural de Brasília, mas residente em São Paulo desde que se conhece por gente, é um apaixonado por esportes e pela “sétima arte”. Jornalista e advogado, busca tratar o futebol com a descontração que lhe é peculiar, com o compromisso da boa informação e opinião consistente.

Fernando GaviniFernando Gavini

Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

Assinatura por e-mail

Arquivos

©2017 No Ângulo - Todos os direitos reservados