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Pontos positivos e negativos da convocação da Seleção Brasileira

Brazilian soccer player Kaka listens to a question during a news conference in Recife, northeastern Brazil June 8, 2009. Real Madrid have signed Brazilian midfielder Kaka from AC Milan, the Primera Liga club said on their website on Tuesday. The 27-year-old international has agreed a six-year contract to become the first player to join Real since Florentino Perez returned to the presidency this month.  REUTERS/Sergio Moraes  (BRAZIL SPORT SOCCER)

Créditos da imagem: REUTERS/Sergio Moraes

Como sempre, a convocação da Seleção Brasileira foi notícia e, a julgar pela repercussão nas redes sociais, esse “evento esportivo” ainda mexe sim com os “surrados” fãs do nosso futebol.

Bom, listarei abaixo alguns pontos positivos e negativos (sob o meu ponto de vista) da lista divulgada por Dunga para os próximos amistosos contra a Costa Rica e os EUA, dias 5 e 8 de setembro, respectivamente, a serem disputados em solo americano.

PONTOS POSITIVOS:

Os retornos de Kaká e Hulk

Começo com um tópico polêmico: sou favorável ao retorno de Kaká. Embora esteja de pleno acordo com a não convocação de jogadores que optam por atuar em centros periféricos do futebol – como Catar, China e EUA -, penso que aqueles atletas destacamente acima da média podem fazer com que esta “nova ordem” seja mais flexível. De maneira que nomes como Kaká e Robinho (este, fora da convocação) estariam na minha lista e outros como Diego Tardelli, Everton Ribeiro e Ricardo Goulart, embora muito bons jogadores, não. A liderança positiva de Kaká e Robinho (ambos são disciplinados na parte física e experientes, com Copas do Mundo nas costas), mais a qualidade técnica de cada um, são fundamentais para dar mais peso e confiança à equipe. A recente passagem dos craques por São Paulo e Santos, respectivamente, somente comprovam que, embora coadjuvantes, ambos funcionaram dentro e fora de campo. Ao lado de Kaká, até Ganso reviveu seus melhores momentos. Finalmente, ainda na linha de dar peso ao grupo, vejo com bons olhos o retorno de Hulk, que me parece um tanto injustiçado pela torcida brasileira, já que brilha na Europa e é muito bem cotado pelos maiores técnicos do mundo, dentre eles, Mourinho, um fã declarado de seu futebol.

A primeira vez de Lucas Lima

Bola cantada por este No Ângulo, Lucas Lima vai mostrando que a decisão de permanecer no Brasil foi mais do que acertada. E digna de aplausos. Se tiver personalidade e demonstrar na seleção a calma com a bola que tem quando atua pelo Santos, agarrará a oportunidade e dificilmente sairá da equipe. É um candidato a craque cada vez mais consolidado, com características raras nos jogadores atuais: embora seja um armador clássico, clareador de jogadas e assistente, é, também, participativo, combativo e com ótima leitura tática. Convocação merecida.

A presença de Daniel Alves

Havia um temor de eventual não convocação de Daniel Alves para os próximos jogos da seleção após a bombástica entrevista concedida ao cada vez melhor “Bola da Vez”, da ESPN Brasil, quando o jogador afirmou que, após uma suposta recusa da CBF em ter Guardiola como técnico do Brasil na última Copa, acreditava que os comandantes da Confederação Brasileira de Futebol não agiam em benefício da Seleção Brasileira, mas sim para a obtenção de vantagens pessoais. Imagino que a convocação do lateral tenha ocorrido até por uma questão de inteligência, e não de grandeza, já que pegaria muito mal eventual ausência logo após as polêmicas declarações (além, é claro, do bom futebol apresentado pelo jogador no Barcelona). A conferir se não será “minado” e “limado” aos poucos.

A ausência de Thiago Silva

Em coluna totalmente dedicada ao assunto, expressei que tanto Thiago Silva quanto David Luiz são bons zagueiros, mas que precisavam de um descanso em suas imagens, já que estavam se tornando os “Barbosas” da nova geração, verdadeiros símbolos dos recentes fracassos da seleção. Dunga optou por deixar Thiago Silva fora da lista e apostou na manutenção do midiático e irresponsável taticamente David Luiz. Eu deixaria ambos de fora. De qualquer forma, tirar um dos “intocáveis” zagueiros não deixa de ser um mérito.

Convocação de jovens valores

Alisson e Douglas Santos são duas boas surpresas que têm se destacado atuando por Internacional e Atlético-MG, respectivamente. Com idade olímpica, ambos vão ganhar experiência e poderão ser úteis em curto prazo.

PONTOS NEGATIVOS:

Desfalques no Brasileirão

Como sempre, o calendário é uma bagunça e, em razão dessa falta de organização, Grêmio, Inter, Atlético-MG, Corinthians e Santos jogarão três rodadas do Brasileirão desfalcados. Até quando?

Ausência de Philippe Coutinho

Não deu pra entender a ausência do jogador que vem brilhando pelo Liverpool. Além de jovem, é dos mais talentosos da nossa safra atual. Poderia muito bem entrar na vaga do ligeiro, mas pouco produtivo Lucas, do PSG, ou, então, do superestimado – e super coadjuvante do Chelsea – Willian. Ou, ainda, nos lugares de Firmino e/ou Douglas Costa. Ausência simplesmente indefensável. Outro jogador que poderia ter sido lembrado é o moderno volante Rafael Carioca, do Atlético-MG, até pela má fase vivida pelo insistentemente convocado Fernandinho.

E o goleiro pegador de pênalti?

A tese pode soar tola, mas, depois da última Copa América, quando o apagado Jefferson pouco fez nas cobranças de penalidades contra o Paraguai, que culminaram na desclassificação do Brasil, a cada dia mais me convenço da importância de um goleiro pegador de pênaltis no futebol. Meio que na linha de Van Gaal – que na última Copa do Mundo, comandando a seleção da Holanda, trocou o seu goleiro no fim da prorrogação no duelo contra a Costa Rica e viu o seu time se classificar após duas defesas do seu reserva especialista em penais -, diante do nivelamento entre os jogadores da posição, o fator pênalti teria bastante peso na minha escolha. Sendo assim, Rafael, ex-Santos e hoje no Napoli, Diego Alves, do Valência, e Victor, do Atlético-MG, os três com excelente histórico de defesas nesse tipo de jogada, seriam os meus escolhidos.

RESUMO DA ÓPERA:

Entre erros e acertos, Dunga fez uma boa lista e a tendência é que a ferida dos 7×1 – embora jamais esquecida – vá cicatrizando aos poucos. Tenho pra mim que faremos um grande papel nas Eliminatórias da Copa da Rússia e, aos poucos, resgataremos o orgulho perdido da “amarelinha”, a camisa mais importante e venerada da história do futebol.

E segue o jogo.

Palpites da 19ª rodada do Brasileirão 2015
O papel do eficiente Tite no renascido Corinthians

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Natural de Brasília, mas residente em São Paulo desde que se conhece por gente, é um apaixonado por esportes e pela “sétima arte”. Jornalista e advogado, busca tratar o futebol com a descontração que lhe é peculiar, com o compromisso da boa informação e opinião consistente.

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6 respostas para “Pontos positivos e negativos da convocação da Seleção Brasileira”

  1. Fabiano disse:

    Acompanho seus artigos, e realmente o Fernando já havia dito que os zagueiros precisavam ser poupados sob a tese bem lembrada do “Barbosa”. Defendia também a justa convocação do meia santista. Concordo em quase tudo, exceto a eventual convocação do ex goleiro santista Rafael, pois assim como muitos outros pegou carona na era Neymar no Santos. Vitor é muito melhor.

  2. Daniel Eliezer disse:

    Achei a presença do Gabriel Paulista um escândalo. Devo ter visto uns 15 jogos do Arsenal temporada passada, e ele estava em campo uma vez

  3. Jorge Rochembach disse:

    O Gil, do Corinthians, seria um ótimo nome pra zaga! Assim como o Jemerson, zagueiro-revelação do Galo!

  4. Outro #AMEBA… na seleção!!! O Brasil perdeu de 7× 1 para Alemanha; se o Brasil encontrar a Alemanha de novo; com ele em campo “Kaka” vai ser 7×0 #FICA….A…#DICA….

  5. Jabson Gave disse:

    Men tudo poder espera outra goleada de vonta nao


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Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, não resiste a um bom debate sobre esportes, desde futebol até curling. São-paulino, é fundador e moderador do Fórum O Mais Querido (FOMQ). Não esperem ufanismos e clichês. Ele torce, mas não distorce.

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Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano atua e segue aprofundando estudos nas suas principais paixões: futebol e cidades. Especialista em gestão do esporte, como jornalista também encara o futebol como fenômeno cultural.

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Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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