Por que acreditar na Juventus?

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Primeiramente, podemos começar falando dos últimos quatro anos da equipe de Turim dentro do Campeonato Italiano. Foram quatro títulos seguidos, e o último deles se concretizou nesse final de semana, em partida contra a Sampdoria na qual a equipe venceu por 1 x 0, gol do chileno Arturo Vidal.

O trabalho se iniciou nas mãos do técnico Antonio Conte em 2011, tendo como principal jogador de sua equipe o meia Andrea Pirlo. Conte criou o novo sistema tático de um 3-5-2, com Pirlo jogando atrás de outros dois meias/volantes. Assim, o maestro italiano não se desgastaria muito fisicamente, tendo em mente que quando chegou à equipe já estava com 31 anos. E dessa maneira, a equipe era praticamente imbatível dentro da Itália, com soberania total por três temporadas consecutivas.

Até que o então técnico da Juventus foi chamado para assumir a seleção de seu país, e sua vaga no clube bianconeri estava aberta. O nome que a diretoria escolheu foi o de Massimiliano Allegri, que até por seus últimos anos de trabalho no Milan, foi muito questionado pela torcida em sua chegada. O que seria da Juventus sem Antonio Conte?

Allegri foi inteligente, não descartou a maneira vencedora da equipe jogar, manteve o 3-5-2 e não fez grandes mudanças logo de cara, conquistando a confiança da torcida e de sua equipe. Com o passar do tempo e as lesões de Pirlo tirando o protagonismo do jogador, outro assumiu o papel de principal nome do time: o jovem talento francês Paul Pogba.

Com uma evolução extraordinária de seu futebol, Pogba se transformou rapidamente em um dos melhores meio-campistas do mundo nesta temporada. E vendo isso, Massimiliano criou um novo esquema para o time, um 4-4-2, onde Pogba teria toda a liberdade para fazer a saída de bola da equipe com sua qualidade de passe, abrir pelo lado esquerdo como gosta, e chegar mais a frente para definir jogadas com sua finalização primorosa. Isso tudo sem excluir o sistema anteriormente usado, tendo o 3-5-2 como uma excelente alternativa.

A Juventus vinha extraordinária, Pogba voando dentro de campo, mais uma temporada dominando a Itália, até que chegou o confronto de volta pelas oitavas-de-final da Champions League contra o Borussia Dortmund. Jogo em que o francês sentiu uma lesão muscular e ficou determinado que desfalcaria o time por cinquenta dias.

O que em primeiro momento era um motivo de desespero para o torcedor bianconeri, passou rapidamente durante o mesmo jogo e nos que viriam em seguida. Um craque rapidamente tomou as rédeas da Vecchia Signora, e o nome dele é Carlitos Tévez. Com dois gols e uma assistência ainda neste jogo contra o Borussia Dortmund e uma série de ótimas atuações, o argentino cresceu ainda mais de produção na necessidade de seu time e hoje é o artilheiro do Campeonato Italiano com vinte gols anotados.

Mas isso basta para passar por um Real Madrid em uma semifinal de Champions League?

Bom, Paul Pogba é desfalque, e a ascensão de Tévez traz esperanças para os torcedores, mas não são os únicos pontos positivos da Juventus. O time conta com uma dupla ou até trio de zagueiros – dependendo da opção de formação que Allegri adotará – de muita qualidade e muito entrosada por anos jogando juntos, composta por Bonucci, Barzagli e Chiellini. Conta com laterais muito consistentes e de experiência, Lichtsteiner na direita e Patrice Evra na esquerda. No meio campo, o setor mais forte da equipe, se Andrea Pirlo não vem em grande temporada como nas anteriores, a Juve pode contar com Claudio Marchisio que sempre mostra muita versatilidade e qualidade de passe, com Arturo Vidal que é um marcador implacável e possui ótima chegada ao ataque como uma de suas principais características. E ainda tem a grande surpresa, o argentino Roberto Pereyra, que chegou nesta temporada e demonstrou muita utilidade, versatilidade e capacidade técnica, sendo colocado na equipe titular constantemente por Massimiliano Allegri. E, finalmente, no ataque o grande destaque é o já mencionado Carlos Tévez em temporada espetacular, que conta com o espanhol Álvaro Morata ao seu lado, jogador que saiu do Real Madrid por falta de oportunidades, e chegou em Turim demonstrando potencial e logo conquistando sua vaga ao lado de Tévez como titular. E claro, não podemos nos esquecer que atrás de tudo isso, o time conta com um goleiro monstruoso, o experientíssimo Gianluigi Buffon.

Se isso tudo confirma a vitória dos italianos não há como saber, mas demonstra que têm um excelente plantel, com uma defesa muito bem estruturada, um meio qualificado e um ataque funcional. O time que é o maior de seu país chega para mostrar que pode conquistar a Europa também, e que se o Real Madrid não aproveitar suas chances, a Juventus não deve falhar.

O sonho de reeditar a semifinal de 2003 na qual a equipe de Turim passou pelos madrilenos é muito presente. Mas a única certeza é a de que serão dois grandes jogos, e que Tévez não perdoará um erro sequer dos galácticos.

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