Porque Palmeiras e Flamengo começam a colher bons frutos no Brasileiro

Créditos da imagem: LANCE!

Não sei se Palmeiras ou Flamengo, dois primeiros colocados no Brasileiro neste momento, um deles, será o campeão.

Têm boas chances, assim como Santos, Atlético e até o Corinthians.

Não sei, não tenho raiva de quem (acha que) sabe, nem preguiçoso que sou, queimo as pestanas para tentar descobrir. Se tivesse de, queimaria para descobrir os seis números da Mega. Mas, também não, porque não faço parte da “tiurma que…”.

Quero mesmo é dizer que, analisando, as campanhas, até agora elogiáveis, dos dois, não se dão por meros acasos, por ajuda de apito amigo, porque um, o paulista, tem na presidência da CBF um seu conselheiro, nem porque o outro, o da Cidade Maravilhosa, tem o maior contingente de torcedores do País. Nada disso vale nada, se o clube não está organizado, se não tem um time acima do razoável e, principalmente, se seus comandantes pensam mais em… Melhor deixar isso pra lá.

Palmeiras e Flamengo estão bem na fita, dando alegria e esperanças aos seus torcedores porque, por mera mas feliz coincidência, num mesmo momento, graças aos seus sócios, puderam passar a régua em administrações desastrosas, que os endividaram. Levaram, o primeiro, e pela segunda vez, a ser rebaixado para a série B do Brasileiro.

No final de 2012, Palmeiras e Flamengo elegeram presidentes, em eleições disputadíssimas – por que os que os enterravam não queriam tirar o bumbum das poltronas – respectivamente Paulo Nobre e Eduardo Bandeira de Mello, dos quais nunca tive o prazer de apertar as mãos ou mesmo chegar a, digamos 2 quilômetros de distância.

Escrevo com base no que ouço e leio, atentamente.

Paulo Nobre pegou o Palmeiras na série B, que não fez mais que a obrigação de voltar no ano seguinte. Sem grana, sem time e com dívidas, a direção deu todo tipo de cabeçadas. E raspou no ano seguinte, terminando em 16º. Um sufoco. Buscou enquadrar a tal Mancha Verde e ouviu que era covarde. Ganhou a Copa do Brasil no ano seguinte, e terminou o Brasileiro de 2015 em 9º. Errou e acertou. Sim, nas análises  de quem está de fora é mesmo assim: se ganha, acertou, se perde, errou. Milionário e mandão, contam que botou uma nota preta no clube – para ele, falam, dinheiro de pinga. Investiu mais de 500 milhões numa empresa e, naturalmente, ganhou dela o patrocínio da camisa do time. Certo? Errado? Administração à moda antiga? Sei lá. Só sei que o time está na briga pelo título. E, o que é melhor, sem acusações de alguém estar “roubando”.

No Flamengo, a proposta de Bandeira de Mello, na eleição com o apoio de Zico, era, antes de tudo, dar uma arrumada nas finanças. Num clube com sua potência, não “deixando o dinheiro escorrer por entre os dedos”, sabe lá Deus para onde indo, já é bom demais. Melhor ainda quando é administrado por pessoas de sucesso na vida, que nada querem do clube.

O Mengo não foi parar na série B, mas esteve na boca. Terminou em 16º no Brasileiro de 2013 – 45 pontos, umzinho acima da rebaixada Portuguesa. E patinou em 2014 e 2015, quando ficou, respectivamente, em 10º e 12º. Tapando os buracos nas finanças – diminuindo as dívidas, que eram de 627 milhões – 60% delas em impostos a serem pagos em 20 anos, graças à adesão ao Profut, pode recuperar a credibilidade para ter uma receita de 305 milhões em 2015, com superavit de 191 milhões.

Era, então, hora de pensar no time. Fez contratações contestadas – você pagaria 650 mil/mês a Guerrero na época? Sim ou não? Vendeu, comprou, pagou para ver no que daria repatriar Diego e, o mais importante, promoveu e bancou um técnico da casa, trazido das divisões de base – hoje cantado em prova e verso.

Não sei, repito, se Palmeiras ou Flamengo, um deles, será o campeão deste ano. O que vejo é que se recuperaram bem das péssimas situações em que se encontravam no final de 2012. Mostrando que, com erros e acertos, é preciso dar tempo a quem chega para consertar grandes e antigos estragos, principalmente os feitos nas finanças – que, claro, refletem na qualidade do time.

4 comentários em: “Porque Palmeiras e Flamengo começam a colher bons frutos no Brasileiro

  1. O PALMEIRAS DEPENDE DO SEU MECENAS PAULO NOBRE, QUERO VER A HORA EM QUE ELE SAIR

    JÁ O FLAMENGO TÁ GASTANDO ERRADO NO TOCANTE À QUALIDADE DOS SEUS CONTRATADOS, MAS PELO MENOS FINANCEIRAMENTE ESTÁ SENDO UM EXEMPLO DE ADMINISTRAÇÃO

    1. Mas não estão “roubando” o caixa do clube, nem vendendo o melhor jogador do país, nos últimos 10 anos, por dinheiro de pinga…rrss

  2. Assino embaixo, José Aquino! E fico impressionado como ainda tem gente da imprensa que se recusa a admitir os méritos do Paulo Nobre!

    Sobre o Flamengo, é claro que futebol não é ciência exata (longe disso), mas se ganhar este Brasileiro, fica difícil imaginar que não inicie uma era de domínio no futebol brasileiro, né?

  3. Só criticam os que não se dão ao trabalho de ver como o Palmeiras estava chegando mais uma vez perto do abismo da série B. E os que acham que futebol é assim mesmo, cartola pode meter a mào no caixa e tudo bem…Se deixarem o Flamengo arrumar as finanças, sem que as velhas raposas voltem, poderá mesmo ter uma década de conquistas….

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