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Pot-pourri da quarta-feira de Brasileirão (3 de junho)

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Créditos da imagem: SporTV

Sorria, o nível das nossas partidas melhorou!

Se antes era raríssimo ver boas partidas no Brasil, neste ano a coisa melhorou: praticamente toda rodada reserva alguns bons jogos. E isso de alguma forma se traduz no aumento da taxa de bola rolando, revelado em matéria do SporTV. Por mais que algumas partidas continuem com baixíssimo nível técnico (como foi Cruzeiro x Flamengo, por exemplo), vejo as equipes mais soltas, com menos brucutus e preocupações defensivas do que nas últimas edições.

Duelos como Santos x Sport do último domingo, e Grêmio x Corinthians dessa quarta-feira foram bem jogados e agradáveis de se ver. A melhora do futebol brasileiro não se dará do dia pra noite, e mudanças como essa e o maior rigor com reclamações dos atletas são fundamentais para gradualmente transformar o nosso futebol.

Galo voando baixo

O 4 x 1 que o Atlético impôs ao Avaí, fora de casa, não traduz o massacre que foi a partida. Cabia mais ainda. E considerando que nos últimos anos a equipe mineira não conseguia bons resultados fora de casa, o desempenho na Ressacada é mais um motivo para credenciar o Galo como maior favorito ao título.

E como jogou o Luan! Muito intenso durante toda a partida, é um dos jogadores com futebol “mais coletivo” do país, sempre se movimentando, buscando o companheiro e disputando qualquer bola.

Outro destaque é o Rafael Carioca. Depois de aparecer muito bem no Grêmio em 2008, voltou a ser o raro primeiro volante que sabe muito bem o que fazer com a bola. Deveria ter sido chamado para a Copa América.

Tudo indica que Vasco e Ponte ficarão por onde estão

Depois de apanhar do Galo, o Vasco agora sofreu com a Macaca (ainda bem que o próximo não é contra o Leão ou o Peixe), mesmo em São Januário. Se o forte sistema defensivo de Doriva era o que dava esperança para o torcedor vascaíno, os seis gols sofridos em duas partidas são um péssimo sinal. Difícil imaginar que o Vasco possa ficar fora da briga contra o rebaixamento. Pra ajudar, a próxima rodada é simplesmente contra o surpreendente líder da competição, o Atlético Paranaense, na sempre complicada Arena da Baixada.

Fico realmente triste por ver o gigante Vasco habituado a lutar apenas para se manter na Série A. Mas se há um consolo nisso, é que já tinha muito torcedor realmente acreditando que com o nefasto Eurico Miranda as coisas tinham mudado.

Já a Ponte continua tendo um ano impecável. E para mim, ao contrário de outros anos, não tem nada de “cavalo paraguaio”. Salvo algum desmanche ou a saída do ótimo Guto Ferreira, prevejo a equipe campineira na primeira metade da tabela até o fim. O próximo jogo será um teste muito interessante, contra o Santos na Vila.

San-São emocionante

O clássico São Paulo x Santos valeu a pena só pela emoção, com tantas reviravoltas. O futebol não foi bom, mas serviu para o tricolor paulista se firmar no pelotão da frente, e enquanto espera que o novo técnico Osorio assuma, dar mais uma mostra de que é muito forte no Morumbi.

Já o Santos fazia uma campanha decepcionante mesmo com Robinho (que em campo vem sendo ofuscado por Lucas Lima, mas é fundamental para dar alma e personalidade à equipe), e as perspectivas sem ele pioram. Eu aproveitaria a oportunidade que o Cruzeiro deu ao demitir o técnico bicampeão brasileiro e pegaria o “Marcelo de verdade” para treinar a equipe.

Estaduais, tsc tsc…

Aliás, vendo as campanhas dos campeões Vasco e Santos no Brasileiro, para que servem os estaduais mesmo?

Grêmio confirma a reação e Corinthians precisa sair da bola de neve

Com Roger no comando o tricolor gaúcho conseguiu outro bom resultado e parece confirmar uma reação. Após os mandantes fazerem 2 x 0 em insanos quatro minutos do primeiro tempo, o jogo ficou muito aberto e foi um festival de chances criadas (e perdidas). Foi impressionante a atuação do talentoso Luan, a ver se neste ano ele confirma as expectativas.

Para o triste cenário corintiano de cinco gols sofridos em dois jogos, a partida até trouxe coisas boas. Ao contrário da tenebrosa exibição contra o Palmeiras, o Corinthians teve uma boa atuação e, apesar da derrota, soube reagir bem ao catastrófico começo. Se conseguir vencer o lanterna Joinville na próxima rodada, pode parar a sangria. Senão…

Penso que Tite precisa ser mais ofensivo. A escalação da Cristian no lugar de Ralf é um avanço, mas creio que o substituto do dinâmico Elias deveria ser Petros, e não Bruno Henrique.

Luxemburgo começa a reação esperada e o Flamengo precisa abrir o olho

Numa partida fraca, mas disputada, o Cruzeiro deu início a uma esperada reação que deve tirá-lo das últimas colocações. Só espero que Luxemburgo e os dirigentes que fizeram a bobagem de trocar Marcelo Oliveira – que vinha fazendo o melhor trabalho de um treinador no Brasil nos últimos anos – não se gabem por “tirar o Cruzeiro da lanterna”.

Fico impressionado com algumas partidas do Marquinhos. Às vezes ele parece imparável e realmente bagunça a defesa adversária.

Já a equipe do superestimado Cristóvão Borges precisa aproveitar a próxima partida, contra a Chapecoense no Maracanã, para conquistar sua primeira vitória na competição. Caso contrário, pode ficar condenada a passar o campeonato inteiro na parte de trás da tabela.

Um estranho momento para os técnicos no Brasil
Eu acredito: vai dar Galo no Brasileirão 2015

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Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano atua e segue aprofundando estudos nas suas principais paixões: futebol e cidades. Especialista em gestão do esporte, como jornalista também encara o futebol como fenômeno cultural.

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Gabriel RosteyGabriel Rostey

Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano atua e segue aprofundando estudos nas suas principais paixões: futebol e cidades. Especialista em gestão do esporte, como jornalista também encara o futebol como fenômeno cultural.

Emerson FigueiredoEmerson Figueiredo

Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

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Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, não resiste a um bom debate sobre esportes, desde futebol até curling. São-paulino, é fundador e moderador do Fórum O Mais Querido (FOMQ). Não esperem ufanismos e clichês. Ele torce, mas não distorce.

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“Prata da casa” oriundo da Coluna do Leitor, este internacionalista é tão louco por futebol que tratou do tema até em seu TCC. Mestrando em Análise e Planejamento em Políticas Públicas, neste espaço une o gosto por escrever com a paixão pelo esporte mais popular do mundo.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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