Públicos de Corinthians e Palmeiras foram das melhores notícias do ano no nosso futebol

Créditos da imagem: Montagem / No Ângulo

Neste ano que se encaminha para o fim, os arquirrivais paulistanos conseguiram um feito inédito desde que me conheço por gente: atuar em praticamente todas as partidas em casa para cerca de 30 mil pessoas.

É verdade que recentemente, 2008 e 2009, para ser mais preciso, o Flamengo conseguiu médias acima de espantosos (para padrões brasileiros) 40 mil torcedores por jogo no Brasileirão. Mas esses números foram obtidos também com alguns públicos realmente grandes em jogos importantes no Maracanã, que ajudavam a puxar a média para cima, mesmo com algumas outras partidas de público baixo. Isso para não falar, por exemplo, que em competições como o modorrentos e irrelevantes estaduais, e em fases iniciais da Copa do Brasil, não era raro ver o estádio vazio.

Já a dupla paulistana conseguiu manter essa regularidade durante todo o ano, em todas as competições. Óbvio que houve variação de público dependendo da importância da partida e do momento da equipe, mas não foi alta, e os números foram bastante regulares: como exemplo, o menor público da Arena Corinthians no “Paulistão” (alguém ainda acha que faz sentido esse aumentativo?) foi de 23.484, enquanto no Allianz Parque foi de 17.528. Só para ilustrar, a terceira melhor média do mesmo campeonato foi do São Paulo, de 10.185, consideravelmente abaixo da metade do menor público do Corinthians na competição.

O feito dos rivais do Derby ganha ainda mais importância considerando-se a capacidade de público dos seus estádios, pouco superior a 40 mil pessoas. Com isso, segundo o excelente levantamento feito pelo GloboEsporte.com, o alvinegro teve 71% de ocupação ao longo do ano, enquanto o alviverde teve 67%.

Enquanto os rivais lideram, sempre com Corinthians um pouco à frente, tanto em média de público (33.480 a 29.454), taxa de ocupação e renda bruta (ambos na casa de R$ 72 milhões), o Flamengo conseguiu uma média de público próxima à do Palmeiras (27.016), porém atuando normalmente em um estádio muito maior, com uma grande variação de público entre as partidas, e taxa de ocupação de 35%, quase a metade da palmeirense. Por outro lado, o Atlético Mineiro é outro destaque em ocupação, com 66%, mas por atuar normalmente em um estádio menor, fica com a média de público de 21.453. Já em bilheteria não há nenhum outro clube a ser destacado: o Flamengo, terceiro colocado em arrecadação bruta, mal chega à metade dos valores da dupla, que também são os que cobram mais alto “ticket médio.

E não se pode nem diminuir os méritos desses rivais porque acabaram vencendo os dois títulos mais importantes do país no ano visto, porque eles só o fizeram aos 45 do segundo tempo de 2015. Mais importante do que isso foi terem novos estádios, bem sucedidos programas de sócios-torcedores (os dois têm mais de 100 mil sócios e perdem apenas do Internacional) e equipes que lutaram por algo durante o ano inteiro.

Que sirvam de exemplos aos demais. Ao menos em relação a público nos estádios eu acho que podemos sim ser otimistas com o nosso futebol!

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