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Santa Cruz, o ressurgimento de um gigante

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Créditos da imagem: cafecolombo.com.br

Segundo semestre de 2009: o Santa Cruz se despede da 1ª edição da Série D do Brasileirão de forma melancólica. Lanterna do Grupo 4 da competição, que contava ainda com Central/PE, Sergipe/SE e CSA/AL. Naquele mesmo ano, ficou em 3º lugar no Estadual, atrás dos arquirrivais Sport e Náutico. Vale lembrar que a campanha no ano anterior foi ainda pior, com uma ridícula 7ª colocação no Pernambucano.

Maio de 2016: em uma semana, o “Santinha” conquista a Copa do Nordeste, contra o Campinense/PB, e o Bi do Estadual (5 º caneco do Pernambucano em 7 anos) , derrubando o rival Sport. Além disso, se prepara para fazer a sua estreia na elite nacional, onde não figurava desde 2006.

Nesse intervalo, do pífio ano de 2009 até o ano mágico que o torcedor “coral” vive em 2016, muita coisa aconteceu: péssimas administrações, times horrorosos, mas nada que afetasse a massa, que nunca abandonou o seu amado time.

O clube conquistou um tri estadual consecutivo (2010,2011, 2012), mas queria mais. Queria subir degraus em âmbito nacional e isso começou com o vice da Série D, em 2011. Neste ano, o Santa Cruz teve a maior marca no quesito público das 4 divisões do futebol nacional (!), com a impressionante média de 39.966 pessoas presentes por jogo.

Em 2013, veio a conquista de um título nacional, a Série C, conquistada após vitória contra o Sampaio Corrêa, por 2 x 1 no Arruda.

Em 2014, o tão sonhado acesso para a Série A ficou adiado com a 9ª colocação na B. Impossível não citar os personagens que surgiram durante esse período de lutas, lágrimas, decepções e alegrias: a espetacular torcida, que em 8 anos, foi a maior média de Pernambuco em 7 deles. Outro? Tiago Cardoso, o goleiro que chegou em 2011, vindo do interior de SP, e que esteve em todos os acessos, contabilizando mais de 230 jogos com o manto tricolor.

E antes de falar de um personagem ímpar na história do “Santinha”, vamos voltar ao ano passado: 2015 começou com a conquista de mais um título estadual para o clube, desta vez sobre o Salgueiro.

E eis que em meio à Série B, a concretização da história “o bom filho à casa torna”: depois de ganhar o mundo, ser campeão alemão, artilheiro da Bundesliga e disputar a Copa do Mundo de 2010, Grafite voltou às origens e agora é, novamente, “coral”. Com propostas de pelo menos 3 clubes da Série A, o artilheiro resolveu voltar ao Arruda, onde jogou entre 2001/2002.

LJA_6844Pronto, era a peça que faltava para a arrancada rumo à elite. Grafite marcou 7 gols na competição e formou um ataque arrasador ao lado de Anderson Aquino e Bruno Moraes.

Então passados mais de 6 anos daquela triste campanha na Série D, exatamente no dia 21 de novembro de 2015, o Santa Cruz conseguiu o tão sonhado acesso para a “Primeirona”. Uma vitória por 3×0, na cidade de Itú, contra o Mogi Mirim, selou a classificação. Na última rodada, o time ainda venceu o Vitória, no Arruda lotado, por 3×1 e ficou com o vice-campeonato.

No próximo domingo, dia 14 de maio, quis o destino que o mesmo Vitória fosse o adversário da estreia do Santa Cruz na volta à elite do futebol brasileiro, depois de um espinhoso caminho percorrido.

A torcida “coral” agora poderá acompanhar o Santa Cruz na competição da qual nunca deveria ter saído.

Afinal, estamos falando do “TRICOLOR DAS MULTIDÕES”.

Falarão muito, ainda, da Libertadores, por isso fico com a Seleção
Pagamos hoje pelos pecados de 1982, ano em que abrimos mão do bom futebol

Escrito por:

- possui 14 artigos no No Ângulo.

Juliano Ravanelli, 33 anos, escriturário, morador de Rafard/SP, maluco por futebol, seja jogado no Camp Nou ou na terra batida da várzea.

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5 respostas para “Santa Cruz, o ressurgimento de um gigante”

  1. Vicente Prado (Coluna do Leitor) Vicente disse:

    A TORCIDA MAIS LEGAL DO BRASIL!

  2. Acredito que (quase) todo mundo que gosta de futebol está contente com o retorno do Santinha à elite do Brasileirão, Juliano Ravanelli. Seja bem-vindo de volta, TRICOLOR DAS MULTIDÕES! E com o Grafite essa história fica ainda mais legal, ele é a cereja do bolo! 😉

  3. Paulo Souza disse:

    Maior do Nordeste

  4. Que o Santa Cruz consiga se firmar na Série A e, assim como faz o Sport, comece a ambicionar coisas cada vez mais altas!

    Clubes como os dois já citados, o Náutico, o Bahia, o Vitória, o Fortaleza, o Ceará, o Paysandu e o Remo são gigantes do futebol brasileiro que têm quase tudo para se consolidarem como clubes grandes em escala continental. Só precisam melhorar a administração e a situação financeira mesmo 😉

  1. […] evitar as reclamações dos irmãos nordestinos, um “salve” para a goleada do Santa Cruz por 4 a 1 contra o Vitória. Bom resultado que, entretanto, não indica nenhuma tendência no […]


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Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano atua e segue aprofundando estudos nas suas principais paixões: futebol e cidades. Especialista em gestão do esporte, como jornalista também encara o futebol como fenômeno cultural.

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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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