São Paulo de Osorio tem proposta moderna de intensidade e pressão, mas peças que não contribuem para o estilo

Créditos da imagem: ESPN.com.br

Osorio é 4-3-3 ou 3-4-3. Usou da segunda opção para o clássico desse domingo (09) diante do Corinthians. Povoando o meio-campo, criando superioridade numérica na maioria dos lances, manteve as características principais desde que começou a usar o esquema: intensidade e marcação pressão no adversário.

Liberdade para os laterais, certa qualidade na saída de bola com Hudson e Michel Bastos, além de movimentação do trio Luís Fabiano, Centurión e Ganso na frente. A proposta do São Paulo mostrava dar certo.

flagra são paulo pressão

Todos os jogadores do São Paulo no campo do Corinthians, que se defendia em duas linhas

Entretanto, a superioridade não significava eficácia. Assim como na partida diante do Atlético-MG, no Mineirão, a equipe de Osorio mostrava volume de jogo infinitamente superior, mas a recomposição era lenta.

Mais do mesmo no Morumbi. O Corinthians, assim como no seu gol, soube aproveitar as poucas chances que teve. Contra-ataques bem articulados com a mobilidade de Luciano e as infiltrações de quem surgia de trás. Os espaços apareciam constantemente graças à lentidão do trio de defesa composto por Rafael Tolói, Lucão e Luiz Eduardo.

gol do corinthians

Na perda de bola de Tolói, defesa aberta e espaço para Luciano infiltrar.

Em números finais no primeiro tempo, o volume de jogo do São Paulo também foi traduzido nas estatísticas: 60% de posse de bola para o tricolor, contra 40% do Corinthians; 8 a 5 nas finalizações.

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Panorama do primeiro tempo: Corinthians no habitual 4-1-4-1 e o São Paulo no 3-4-3.

Jogar em casa, diante de sua torcida, e com o placar adverso pode ser um calo para a maioria dos times. O São Paulo tratou de manter a intensidade mostrada na primeira etapa e logo marcar seu gol de empate aos dois minutos com Luís Fabiano.

A entrada de Auro, e o deslocamento de Michel Bastos para a ala esquerda, buscavam aumentar ainda mais o poder ofensivo pelos lados (principalmente o direito, com o primeiro citado).

O Corinthians, ainda mais fechado, mostrava estar satisfeito com o empate e dificultava as infiltrações do rival. Ainda teve Felipe expulso após falta em Centurión. O São Paulo virou todo ataque, mas não conseguiu a virada.

Para números finais no Majestoso: 59% a 41% na posse de bola; 19 a 10 nas finalizações. Jogo aberto e de chances para os dois lados.

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Com a expulsão de Felipe, Corinthians se fechou no 4-4-1.

*Estatísticas: One Football

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