São Paulo e a expectativa confirmada

Créditos da imagem: goal.com

Que os amigos leitores perdoem o tom de “eu não disse?” desta coluna, mas a trajetória do São Paulo na atual temporada foi, de certa maneira, “cantada” por este que vos escreve. Senão vejamos:

– A combinação dos gringos Bauza, Calleri e Lugano fez do São Paulo um time de “machos”, com jogadores afeitos a grandes jogos. Hoje, o Tricolor é um time com paixão, cheio de personalidade (leia mais em: “Um São Paulo com paixão“);

– Os até pouco tempo renegados Ganso, Michel Bastos, Denis e Lugano (sim, nem o ídolo uruguaio escapou das conclusões precipitadas de muitos analistas e torcedores) são todos, em proporções diferentes, bons jogadores, especialmente Ganso, que deveria estar na Seleção Brasileira (leia mais em: “Com renegados em campo, São Paulo vence o Galo e vira favorito no confronto“);

– Denis, depois de alguns erros, vem se firmando, demonstrando liderança (chegou até a dar uma dura em Calleri pelo fato de o argentino insinuar eventual perseguição de arbitragem, na tentativa de justificar os 13 cartões por ele recebidos em 27 jogos com a camisa tricolor) e pode ser o goleiro do São Paulo nos próximos anos, desde que não seja comparado, a cada erro, com o histórico e insubstituível Rogério Ceni;

Lugano voltou para o São Paulo “aposentado” por muitos especialistas. O jogador, tão sério e com tanto a ensinar ao futebol brasileiro, merecia mais consideração. No início da temporada, mesmo muito pouco testado (atuou “pra valer” mesmo apenas nos “mistões” do Paulista) foi sumariamente descartado e considerado ultrapassado (tendo sido convenientemente deixado de lado o fato de que o seu último clube – o Cerro Porteño -, por onde atuou regularmente, livre de contusões, lutou pela sua permanência). Pena que os recentes seis jogos seguidos no Brasileirão (com um nível de atuação melhor do que o do inexplicavelmente blindado Rodrigo Caio, que servia a Seleção Brasileira durante o período) não tiveram a mesma publicidade;

– E o Osorio, hein?! Veja o que escrevi sobre ele (por ocasião de sua saída do São Paulo) em: “Osorio, se é por falta de adeus…“.

Sobre o futuro, imagino que o São Paulo será o grande campeão da corrente Libertadores. Embora os rivais sejam respeitáveis (especialmente o sempre encardido Boca Juniors), o Tricolor está dando pinta de que vai agarrar o título com unhas e dentes.

A conferir.

E segue o jogo.

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