Se não tivesse se perdido, o Brasil jogaria, e bem, a Eurocopa

Créditos da imagem: Victor R. Caivano/AP

Parabéns a Portugal. A conquista da Eurocopa, que chegou com 12 anos de atraso e em um momento dos mais improváveis, é motivo para se tomar bastante vinho e comer muita sardinha. Foi feita justiça. A derrota para a fraquíssima Grécia em casa, no ano de 2004, se deveu mais aos tropeços de Felipão do que às carências do mediano futebol português.

Agora, vendo o que se jogou e os jogadores que foram estrelas neste ano, dá para dizer que o Brasil, se fôssemos europeus, participaria na boa da Eurocopa. Sei que muitos se assustarão ao ler isso. Acredito que nosso maior problema não é falta de talentos de nível mundial, mas sim o de ter perdido o bonde da história, ter ficado mais de dez anos sem técnicos. Posso até considerar que Mano Menezes foi demitido quando seu time começava a mostrar algum jogo. Mas Dunga e Felipão foram um atraso.

Desde o título de 2002, quando, acredite se quiser, Felipão comandou o penta, tivemos um esquadrão com Parreira no papel de técnico sem nenhuma força de comando. Levar Ronaldo, Ronaldinho, Robinho, Adriano, Juninho Pernambucano, entre outros, sem formar um time é um fracasso retumbante. Os que vieram depois, Dunga e Felipão, nada acrescentaram. Pelo contrário, mantiveram a marcha rumo ao passado. Ou seja, tivemos uma geração desorientada. Perdida.

Tenho grande esperança de que podemos ter agora um time bem montado. Por isso, reafirmo que temos condições de disputar uma Eurocopa, mesmo tendo insucessos recentes na Copa América.

Afinal, não é qualquer país que ostenta um quarteto de ataque como Neymar, Douglas Costa, Gabigol e Gabriel Jesus. Sem contar Philippe Coutinho, Willian, Oscar, Lucas Lima. No meio, temos Casemiro, Elias, Renato Augusto, Luiz Gustavo. Nas laterais, além do velho Daniel Alves, temos Marcos Rocha, Fagner, Marcelo, Adalberto, Zeca etc. Na zaga, Miranda, Gil, Thiago Silva, Geromel. Goleiros, para mim, são hoje Prass, Fábio e Jefferson.

Bem dirigido, esse time encararia qualquer europeu que apareceu na Eurocopa. Você pode até duvidar, mas não menospreze o talento que ainda temos. Só nos falta comando. Agora já temos pelo menos a esperança de que Tite veja tudo isso.

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7 comentários em: “Se não tivesse se perdido, o Brasil jogaria, e bem, a Eurocopa

  1. Concordo que a geração brasileira não é ruim como dizem e que, com um técnico de verdade, seríamos uma das melhores seleções do mundo. Mas com o Dunga, como estávamos, seríamos fiasco também na Euro, penso eu.

    Ainda falando sobre a Euro, acho que o Chile (campeão da Copa América) é claramente melhor do que Portugal (campeão da Euro) 😉

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