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Se pagar o que deve ao elenco, Santos tem tudo para navegar em mares mais calmos

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Créditos da imagem: globoesporte.com

O Santos jogou muito bem e conquistou com méritos o Campeonato Paulista (no início, sob o comando do competente, mas infeliz nas declarações públicas sobre o elenco santista, Enderson Moreira, e, posteriormente, pelo esforçado interino Marcelo Fernandes).

No entanto, após uma série de acontecimentos que listarei nas próximas linhas, o alvinegro praiano acusou o golpe e até agora só faz decepcionar a sua torcida no Campeonato Brasileiro.

A saída de Robinho

Embora tenha sido coadjuvante de Lucas Lima e Ricardo Oliveira na conquista do estadual, é inegável a liderança que Robinho, enquanto estrela-maior do elenco, exercia sobre os demais atletas. O time ficou sem identidade e confiança após a sua saída, incluindo-se aí o então treinador Marcelo Fernandes.

Cadê os experientes?

No início do Brasileirão, o elenco santista perdeu Robinho para a Seleção Brasileira que disputou a Copa América (e que na volta anunciaria a sua decepcionante ida ao futebol chinês) e, por contusão, o colombiano Valência (que também esteve com a sua seleção e lá se contundiu gravemente), Vanderlei (fora desde a metade do Campeonato Paulista, mas já de volta à equipe titular), Chiquinho (possivelmente o melhor de sua posição no Campeonato Paulista e ainda em recuperação) e, mais recentemente, Renato (que já retornou aos gramados e tem jogado o fino da bola no meio de campo santista).

Oras, foram cinco (!) jogadores experientes fora. E o Santos sentiu. Insistindo em jovens notoriamente despreparados e possivelmente sem nível técnico para atuar pela equipe profissional (entre eles Daniel Guedes e Lucas Otávio), Marcelo Fernandes viu ali o início do fim.

Aliás, a merecida “pecha” de clube revelador de talentos que o Santos possui faz com que muitas vezes os seus dirigentes depositem demasiada confiança em jogadores medianos e incapazes de corresponder às expectativas de um clube grande. Seria recomendável lembrar que a mesma base que revelou estrelas da estirpe de Pelé e Neymar, “revelou”, também, João Fumaça e Adiel. Ou seja, a grife da base santista não é garantia de sucesso. Gabigol, por exemplo, precisa definir para qual dessas “linhagens” pretende adentrar: se a dos craques efetivos ou a das eternas promessas.

Sai Marcelo Fernandes, entra Dorival Júnior

Ok, ainda é cedo pra afirmar. Mas a julgar pelo bom futebol apresentado pela equipe desde a estreia do novo treinador (mesmo na derrota para o Palmeiras), parece que Dorival Júnior e Santos dão liga e têm química.

Tomara que o comandante – que tem boas ideias, gosta de jogar ofensivamente e tem bom trato com imprensa e jogadores – consiga dar uma nova guinada na carreira, a qual foi abruptamente interrompida após o conturbado episódio de sua saída daquele encantador Santos de 2010 (quando foi xingado por Neymar dentro de campo e quis deixá-lo de fora de um clássico contra o Corinthians, com o que a diretoria da época não concordou e o demitiu). De lá pra cá, Dorival jamais se reencontrou. Foi, a rigor, o seu último grande trabalho.

Tem tudo pra melhorar, mas dinheiro é preciso

O cenário está melhorando. Jogadores estão saindo do estaleiro (Vanderlei e Renato já voltaram e Chiquinho e Alison estão em reta final de recuperação); Dorival chegou mostrando serviço; Robinho parece ter ficado pra trás e Leandro, aquele de Grêmio, Palmeiras e Seleção Brasileira está em vias de ser contratado (hoje em baixa, o contestado jogador já mostrou potencial e é jovem. Pode dar certo, assim como deu Arouca, que veio desacreditado do São Paulo após uma troca com Rodrigo Souto e viveu grandes momentos com a camisa santista).

Além disso, o melhor meia do futebol brasileiro na atualidade, Lucas Lima, não foi vendido. 

No entanto, tudo cairá por terra se a diretoria não cumprir a promessa de acertar os salários atrasados. Se não o fizer, o inédito rebaixamento poderá acontecer.

E segue o jogo.

Tolerância
Guerrero e o gigante que se alimenta de euforia

Escrito por:

- possui 244 artigos no No Ângulo.

Natural de Brasília, mas residente em São Paulo desde que se conhece por gente, é um apaixonado por esportes e pela “sétima arte”. Jornalista e advogado, busca tratar o futebol com a descontração que lhe é peculiar, com o compromisso da boa informação e opinião consistente.


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8 respostas para “Se pagar o que deve ao elenco, Santos tem tudo para navegar em mares mais calmos”

  1. Vicente Prado (Coluna do Leitor) Vicente Prado disse:

    Excelente artigo. ENDOSSO as palavras do autor!

  2. Djair disse:

    O Santos tem um bom time, se cair será por questões extracampo:

    Vanderlei
    Victor Ferraz
    Werley (Gustavo Henrique)
    David Braz
    Chiquinho
    Alison (Paulo Henrique)
    Renato
    Lucas Lima
    Geuvânio
    Gabigol (Leandro ou Neto Berola)
    Ricardo Oliveira

    Não vejo qq time brasileiro necessariamente melhor do que esse!

    O esquema é colocar a casa em ordem pra coisa andar!

    “É um orgulho que nem todos podem ter”

  3. Valência e Chiquinho são jogadores medianos

  4. se o Palmeiras tivesse mundial, a zoeira ia ter limites

  5. Vai Santão,tu es o maior do mundp

  6. Hugo Santos disse:

    Santos maior do mundo, comece o mimimi

  7. O Santos quitou os salários e direito de imagem, não há dívidas no momento


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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, não resiste a um bom debate sobre esportes, desde futebol até curling. São-paulino, é fundador e moderador do Fórum O Mais Querido (FOMQ). Não esperem ufanismos e clichês. Ele torce, mas não distorce.

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Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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