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Sem Neymar, mas com Robinho

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Créditos da imagem: LANCE!NET

Copa América 2007: Brasil de Robinho sagra-se campeão com um sonoro placar de 3×0 sobre a Argentina de Lionel Messi.

Naquele torneio, do qual foi o artilheiro isolado, o “Rei das Pedaladas” ainda seria eleito o craque da competição.

Claro que Messi ainda não era o maior jogador do mundo que acabaria se tornando, mas, àquela altura, o argentino já tinha os seus 20 anos – aos 17, por exemplo, o Rei Pelé já tinha vencido uma Copa do Mundo sendo protagonista – e por essa razão, não concordo que deva ser tratado apenas como um iniciante, um “café com leite”. Em razão de sua representatividade – é um dos maiores jogadores da história do futebol -, acredito que o grau de exigência sobre o craque criado no Barcelona deveria ser sempre estabelecido no seu nível mais alto. Assim como nós brasileiros costumamos fazer com Neymar, com quem adotamos um tom crítico por vezes até “leonino”.

Bom, coloquei um pedaço da história da competição que hoje o Brasil terá que disputar sem a sua maior estrela – Neymar, depois de uma série de bobagens feitas na derrota para a Colômbia foi suspenso por quatro jogos – para demonstrar que o seu substituto, Robinho, se não foi o que dele se esperava no início de carreira – e não foi mesmo! – também não é esse jogador descartável e que “só joga bem no Santos” como muitos gostam de rotular.

Robinho efetivamente é um jogador histórico da equipe santista. Há quem considere que só fique atrás de Pelé e Neymar na galeria de ídolos do clube. Essa informação por si só já deveria bastar para que não o colocássemos no mesmo “saco” de Douglas Costa, Fred ou Firmino.

Aliás, o que terá acontecido com o nosso senso crítico? A raiva/mágoa – pois é assim que soa – por Robinho não ter se tornado um novo Pelé faz com que desejemos o seu mal? Afirmar que trata-se de um “perna de pau” e que nos enganou no início de sua carreira seria uma forma de aliviar a nossa decepção? Um desabafo pelo momento ruim do nosso futebol? Pois, meus caros, nem só de “Pelés”, “Messis” e “Neymares” vive o esporte. Nem tanto ao céu, nem tanto à terra.

Protagonista da primeira “Era Dunga”, Robinho disputou duas Copas do Mundo na carreira (e deveria ter ido à terceira, mas Felipão preferiu Bernard), conseguiu sim atuar de forma correta (embora aquém da expectativa criada) por Real Madrid, Manchester City e Milan, sendo que do último chegou até a receber uma carta pública de agradecimento pela efetiva participação na conquista do último scudetto da equipe italiana, quando formou o ataque com Ibrahimovic.

Concluo, assim, que talvez o maior pecado de Robinho tenha sido a má condução de sua carreira (além da expectativa criada e não concretizada, é bom que se reafirme). Pois, futebol por futebol, Robinho tem mais “bola” que os badalados Mario Götze, Hulk, Pastore, Lucas e tantos outros que hoje possuem cotação melhores que a dele.

Tomara que Robinho seja determinante na Copa América e jogue a próxima Copa do Mundo – ao contrário do que muitos dizem, é plenamente possível atuar bem aos 34 anos, idade que o craque terá na próxima edição – pois assim terá a chance de reparar o erro histórico de avaliação sobre o seu futebol. Que, se não é de um fora-de-série, é de um extraordinário jogador.

E segue o jogo.

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Natural de Brasília, mas residente em São Paulo desde que se conhece por gente, é um apaixonado por esportes e pela “sétima arte”. Jornalista e advogado, busca tratar o futebol com a descontração que lhe é peculiar, com o compromisso da boa informação e opinião consistente.

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3 respostas para “Sem Neymar, mas com Robinho”

  1. Sem Neymar mas com Robinho .
    Daí eu falo agora … Por que não colocou Robinho junto com Neymar ?! Então agora jogam a responsa para cima de Robinho né ?
    Rapaz que seleção ,que País , que Mídia viu … O Brasil sta uma piada em tudo .

  2. So mais robinho ajudando o time ..
    Do que neymar querendo se aparece e se axa o melhor da seleção. ….
    Futebol e conjunto futebol e equipe… blz neymar….

  3. comcordo Junior Cesar II e Wandson Bacelar futebol e coletivo Neymar tem q abaixa a bola ser mais humilde


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Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano atua e segue aprofundando estudos nas suas principais paixões: futebol e cidades. Especialista em gestão do esporte, como jornalista também encara o futebol como fenômeno cultural.

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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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