Sóbis é apenas um dos problemas que o Inter terá de superar contra o Tigres

Créditos da imagem: posta.com.mx

Enfim, a semifinal da Libertadores (que antes da Copa América parecia tão distante), chegou. E com ela, o clima de incerteza que paira pelos lados do Beira-Rio.

Não gostaria de soar duro, mas a verdade é que, na minha percepção, o time comandado por Diego Aguirre, em que pese ter sido campeão estadual (derrotando na final o então Grêmio de Felipão, que nada tem a ver com o vibrante time de agora comandado por Roger) e eliminado nas oitavas-de-final da Libertadores aquela que talvez seja a melhor equipe do país na atualidade – o Atlético-MG -, em um duelo circunstancial e cheio de particularidades (gol no início na casa do adversário, falhas individuais etc), não tem conseguido manter uma regularidade e realizou poucos jogos em alto nível na temporada (o 4×0 contra a Universidad de Chile, por exemplo, foi exceção à regra).

Eis que o Brasileirão começou e mostrou um Internacional sem conjunto, bagunçado, com uma campanha sofrível. Hoje a equipe está na 12ª colocação, apenas a três pontos da zona do rebaixamento, algo no mínimo frustrante para um elenco tão caro e qualificado.

Como atenuantes, o histórico das equipes brasileiras (que costumam relaxar nas competições domésticas conforme vão avançando na Libertadores) e as inúmeras contusões sofridas por grande parte do elenco mesmo com o rodízio feito pelo treinador. Menos mal que, exceção feita a Jorge Henrique, é provável que todo o elenco esteja à disposição para o duelo mais importante do ano.

Curioso que a sorte do Inter pode ser também o seu azar. Explico: durante a Copa América, o Tigres realizou uma pré-temporada no Caribe mexicano, realizou apenas dois amistosos (dos quais saiu vencedor) e, assim como a equipe brasileira, vem para o duelo da Libertadores sem ritmo de jogo e entrosamento (até pelas contratações feitas no período). No entanto, a aparente sorte pode virar azar se considerarmos o nível dos jogadores incorporados ao elenco adversário. Em um pacote liderado por Andre Pierre Gignac, goleador francês do Olympique de Marselha, autor de 21 gols na temporada passada e vice-artilheiro do Campeonato Francês, e que passou a ser o jogador mais bem pago do futebol mexicano, recebendo cerca de R$1,3 milhão ao mês apenas de salário, o Tigres contratou ainda junto ao Pachuca o meia revelação local Jurgen Damm, tratado como candidato a craque no país, o atacante nigeriano Ikechukwu Uche, do Villarreal, o volante e lateral-esquerdo mexicano Jairo Gonzáles, do Leones Negros, de Guadalajara, além de conseguir manter o atacante Enrique Esqueda, um dos goleadores do time na Libertadores, com quatro gols.

A folha salarial do Tigres é superior à do Inter: R$12 milhões contra R$10 milhões da equipe brasileira e demonstra que o plano de ganhar o mundo e ser o primeiro clube mexicano a conquistar a Libertadores é ambicioso e está mais próximo do que nunca.

É, parece que o excelente Sóbis – ídolo colorado e hoje um dos destaques da equipe mexicana – é apenas um dos problemas que o Inter terá de superar contra o Tigres. Aliás, será que o atacante vai repetir Fernandão (então no São Paulo) e Iarley (no Ceará) e marcar contra o seu time de coração? Na verdade, quando atuava pelo Fluminense, Sóbis marcou contra o Inter e não comemorou. Não comemorará dessa vez?

E segue o jogo.

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