Tigres não perdoa as falhas do Inter e massacra em Monterrey – A semifinal foi decidida ainda no primeiro jogo

Créditos da imagem: goal.com

A foto da coluna corresponde aos dez minutos de puro controle colorado no primeiro jogo da semifinal. Dois a zero no placar diante de um Tigres forte, mas sem ritmo de jogo. Talvez entre os 180 minutos da decisão, somente naqueles míseros dez do Beira-Rio o Inter conseguiu ser aquilo que todos esperavam.

Pois, no contexto geral, o que se viu foi uma equipe sem inspiração e displicente em determinados momentos – principalmente na partida no México. Partida esta que só um time jogou: o Tigres.

A mudança para a linha de três no meio pode ter contribuído, mas as dificuldades em Monterrey foram anunciadas ainda no segundo tempo lá em Porto Alegre, quando, com um a mais em boa parte do tempo, o Inter não conseguiu aumentar sua vantagem no placar.
tigxint_POSICIONAMENTO 1

O Tigres manteve o 4-4-2 enquanto o Inter variou para o 4-2-3-1

Valdívia e Lisandro nos corredores sem conseguir jogar, D’Alessandro encaixotado na marcação dos dois volantes mexicanos e Nilmar isolado. Passes errados (26 no primeiro tempo), time sem transição e desvantagem no duelo da qualidade individual.

Rafael Sóbis flutuando e deslocando a defesa colorada nas costas de Rodrigo Dourado, além de Aquino e Damm fazendo a festa nas costas de William e Geferson. Desorganização colorada.

Volta de escanteio e Damm, recebendo marcação de Geferson, recebe passe de Jiménez, e ainda assim encontra espaço para cruzar para Gignac marcar o primeiro gol mexicano. Defesa invertida, espaço nos flancos.

primeiro gol do tigres

Flagra do primeiro gol do Tigres. Ernando e Juan invertidos, William sozinho na marcação de Gignac

Terminar o primeiro tempo perdendo por 1×0 e precisando marcar um gol não seria tão desmotivador. Alguma correção seria feita no vestiário e o Inter poderia voltar melhor, mas o segundo gol desestabilizou tudo. Geferson protagonizou um dos lances mais bizarros da Libertadores ao marcar o inesperado gol contra.

Os jovens do Inter começaram a sentir o peso de uma Libertadores. Faltou liderança e experiência dos mais rodados.

Aguirre tentou mudar. Começou o segundo tempo com D’Alessandro aberto pelo lado e Valdívia centralizado. Quis dar ímpeto a equipe com a entrada de Eduardo Sasha. Viu William e Geferson cada vez mais entregues a Aquino e Damm.

Jogada pelo lado esquerdo, pênalti para o Tigres. Sóbis – por razões óbvias, que má escolha para a cobrança! – bateu e perdeu. Poderia ser o gás necessário para o Inter ir pra cima e conseguir seu gol, mas Damm fez mais uma jogada de linha de fundo e cruzou para Arévalo Rios, que, sozinho, fez o terceiro de cabeça.
terceiro gol do tigres

Espaço que Arévalo Rios teve antes do cruzamento de Damm

O Tigres diminuiu naturalmente o ritmo e viu o Internacional tentar algo mais. Cedeu posse de bola aos colorados. Na base do abafa, já com três atacantes (Rafael Moura e Alex entraram), o time gaúcho diminuiu com Lisandro. Mas já era tarde.
tigxint_POSICIONAMENTO 2

Sasha e Lisandro espetados, Rafael Moura centralizado e R. Dourado improvisado de zagueiro; Inter terminou no 4-3-3

Tigres na final inédita da Libertadores e River Plate já no Mundial (já que a vaga mexicana é “via Concacaf”). O time mexicano eliminou o brasileiro que “só jogou” os primeiros 10 minutos de toda a semifinal. Foi engolido pela qualidade do adversário e viu perder a chance do tri da Libertadores.

Resultado justo.

5 comentários em: “Tigres não perdoa as falhas do Inter e massacra em Monterrey – A semifinal foi decidida ainda no primeiro jogo

  1. Sou colorado e concordo. Porém, o sentimento é de que o Inter perdeu pra ele mesmo, que poderíamos ter chegado à final. Primeiro: As falhas defensivas do primeiro jogo não foram corrigidas.
    Segundo: O treinador insistiu com Lisandro e Nilmar na frente.
    Terceiro: Sasha ficou no banco e quando entrou quase fez um gol e ainda deu assistência pro gol.
    Quarto: A proposta de jogo do Inter foi se defender, e time que entra pra segurar, perder. Lei máxima do futebol.

    A sorte estava do lado do Inter. A sorte e um goleiro chamado Alisson, mas nem assim o Inter teve competência para passar para a final da LA.

    1. Concordo, Vinícius. Creio que o Inter poderia ter mantido o 4-4-2 e tentado impor o ritmo dos 10 minutos iniciais em Porto Alegre. Variação, seja de intensidade, como na tática seria importante. Vide o jogo contra a LA U, ainda na primeira fase, que, para mim, foi o melhor jogo do Colorado fora de casa na Libertadores. Abraços!

Deixe sua opinião e colabore na discussão