Tite se presta a um desnecessário papel de idiota

Créditos da imagem: Veja

Tenho 40 anos de idade. Eu nunca tinha visto em minha vida um técnico de Seleção Brasileira chegar a uma Copa do Mundo com sonora unanimidade. E isso aconteceu com Tite.

Desde 2000, quando surgiu com destaque no cenário nacional levantando um título gaúcho pelo modesto Caxias, o carismático Adenor Bacchi construiu uma carreira sólida e consistente no futebol brasileiro. Não lhe faltaram méritos para alcançar o cargo de treinador da Seleção.

Mas não foi só o seu trabalho como técnico por si só que encantou os brasileiros. Ao longo de sua passagem vitoriosa pelo Corinthians, Tite se notabilizou pela maneira ética como administrava seu grupo de jogadores, dando oportunidades a quem merecia, independentemente de estrelismos.

Essa faceta ética foi utilizada pelas agências de publicidade que exploraram a palavra sedutora de Tite e o transformaram numa espécie de Messias, ou de um poeta capaz de transformar qualquer realidade só com o poder de oratória.

E parece que Tite acreditou em tudo isso.

Após uma Copa do Mundo fraca, na qual ele se mostrou ser menos técnico do que muita gente pensava, Tite encarnou com classe o papel de idiota, e esse comportamento se viu em vários episódios ao longo dos últimos dias.

Mas um desses episódios me chamou a atenção em especial: a resposta infantil que ele mandou para o presidente dos EUA, Donald Trump.

O chefão do governo americano havia feito uma brincadeira simpática (de se espantar vinda de Trump) com uma repórter brasileira durante a visita do presidente da FIFA à Casa Branca. Nada que merecesse repercussão.

E não é que o nosso Tite teria se ofendido com a brincadeira de Trump? “Temos 5 títulos mundiais, talvez ele não conheça a história do futebol….”.

Acho bem provável que realmente Donald Trump não tenha a menor ideia nem de quantas e quais Copas do Mundo foram disputadas ao longo da história, quanto mais saber quem as ganhou.

A imagem de palestrante de auto-ajuda estabelecida nos últimos anos fez a cabeça do treinador entrar em parafuso. Tite se tornou um grande bobão!

Desnecessário nesta coluna falar da decisão covarde e omissa de sacramentar o infantil Neymar como capitão do escrete canarinho.

Também não vou citar a falta de bom senso do técnico ao convocar jogadores em meio a decisão da Copa do Brasil para amistosos meramente comerciais.

E também não vou me aprofundar sobre o caso de nepotismo na CBF, já que ele deu um cargo para seu jovem filho na comissão técnica da Seleção Brasileira. Algo completamente fora da ética que ele sempre pregou.

Se Tite optar por seguir sendo idiota, isso é algo que só diz respeito a ele. Mas quando desafia a inteligência de todos que amam futebol nesse país, Tite vai trocar toda a idolatria que o povo tinha por ele por uma profunda antipatia nacional.

Até porque, eu repito: como técnico de futebol, mais pareceu um amador iniciante na Copa da Rússia. Está na hora de o Adenor baixar a bolinha dele.

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