Torcida eufórica, jogadores confiantes: ninguém deixou, mas o Flamengo chegou no G4

Créditos da imagem: Esporte Interativo

O Flamengo emplacou a sexta vitória seguida ao vencer fora de casa a Chapecoense, por 3 a 1, fora o baile. O rubro-negro dominou a maior parte do jogo e poderia ter matado a partida, mas preferiu passar um susto na parte final, para relaxar somente nos acréscimos.

A arrancada desse começo de returno impressiona por alguns fatores. O mais destacado é a diferença entre o time treinado por Cristóvão, 13º colocado e o atual, de Oswaldo, 4º lugar. Taticamente há mudanças claras, como a melhora da marcação, mesmo jogando com dois volantes, enquanto o antecessor gostava escalava três. Pará tem feito jogos seguros e Samir, quando consegue se manter longe das lesões, é disparado o melhor zagueiro do elenco. Com a volta dele e a boa participação do time na parte defensiva, o time não fica tão exposto às falhas individuais. Paulo Victor está novamente com ritmo de jogo, passando a segurança que todo goleiro deve passar ao seu time. Acabaram os muitos gols sofridos, principalmente em bolas paradas. Se a defesa não é exatamente um exemplo de perfeição, pelo menos não é mais aquela aberração que era antes de Oswaldo.

Na parte ofensiva está o grande mérito do treinador recém-chegado. Além de mais rapidez e eficiência na saída de bola (a tal verticalização), o time rubro-negro ganhou em Kayke um substituto à altura de Guerrero. Se movimenta e participa do jogo intensamente, e ainda tem boa técnica para fazer gols, distribuir passes e assistências. Tal movimentação facilita demais o trabalho de jogadores como Éverton, Sheik e Paulinho, incisivos, rápidos e que trocam bastante de posição entre eles. Esse constante deslocamento na frente também ajuda Alan Patrick (foto), Ederson e Canteros a acharem passes e lançamentos nos espaços abertos.

Ou seja, taticamente o time é outro, com os mesmos jogadores, ainda que alguns deles também tenham apresentado um crescimento individual, como Márcio Araújo, Canteros e Éverton. Dentro de campo, está tudo dando certo para o Flamengo.

Mas o que realmente chama a atenção é o fator fora das quatro linhas: a confiança. Já explique por aqui que o Flamengo se alimenta de euforia. E é assim que o clube inventa e acredita na mística do “deixou chegar”. O time começou a ganhar, e a torcida, a acreditar na Libertadores. O resultado da equação é que o time permanece ganhando e com boas atuações. A confiança é tamanha que o Flamengo jogou sem o meio-campo titular (Canteros, Márcio Araújo e Éverton) e mesmo assim ganhou do Cruzeiro. E jogou sem o trio de ataque titular (Alan Patrick, Sheik e Guerrero) na vitória contra a Chapecoense.

Com a confiança em alta, o rubro-negro passou a arriscar jogadas, sem medo de ser feliz. Resultado: na quarta-feira, o contestado Luis Antônio acertou um chutaço de fora da área, de primeira, no ângulo. E no domingo, Paulinho, criticado por errar muitas finalizações, fez uma pintura, também de primeira. Canteros ainda acertou um bonito chute, logo ele, que não finaliza e prefere quase sempre o passe ou lançamento para um companheiro.

Eis, então, o ciclo do Flamengo: ganhar, acreditar, confiar e ganhar de novo. É dessa forma que o time está 100% no returno, no antes distante G4 e já a quatro pontos do terceiro colocado. O Corinthians não deixa o Flamengo (nem ninguém) sonhar com o título; o Galo e o Grêmio continuam somando seus pontos e se mantendo na zona para a Libertadores; e rivais como São Paulo, Santos e Palmeiras não devem dar sossego ao time de Oswaldo de Oliveira.

Mas para o Flamengo e seus torcedores, não importa o que os outros pensam ou fazem. O que vale mesmo é acreditar que o time pode qualquer coisa. E até agora, está dando certo. Na base da euforia da torcida e da confiança dos jogadores.

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