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Um “Gre-Nal” desigual no Brasileirão

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Créditos da imagem: gremiotricolor.com.br

Não foi só a definição do título gaúcho que criou uma separação entre o nível técnico do Internacional e do Grêmio e abriu expectativas diferentes para ambas as equipes para a disputa do Brasileiro. Um quadro que se expunha desde o começo da temporada permanece inalterado, e a vitória colorada na final apenas comprovou os prognósticos iniciais. Para a edição 2015 da Série A do Brasileiro, temos o Internacional com perspectivas maiores que o Grêmio. Vejamos:

Internacional – Preparado para protagonizar

Em ano de Libertadores e Beira-Rio sempre à disposição para mandar partidas, o Internacional preparou-se à altura do calendário que teria. Recheou seu elenco com contratações renomadas para disputas do mais alto nível tanto no primeiro como no segundo semestre. Até agora o que precisava dar certo de fato ocorreu, sem contratempos. Classificação com liderança no seu grupo para os matas da Libertadores – que começou com bom empate em gols contra o Atlético em Minas -, e título gaúcho com direito a nocaute no rival Grêmio na final.

Os investimentos não foram poucos. Reforços cascudos ocuparam todos os setores do campo. Réver, Nilton, Anderson, Vitinho e Lisandro López vieram para não deixar dúvidas de que a intenção era dar uma identidade robusta ao time. Para complementar, o jovem Léo e a surpresa Nicolas Freitas, do modesto Montevideo Wanderers, do Uruguai. O Inter somou estes jogadores a um grupo que já veio respeitado de 2014, quando a equipe terminou o Brasileiro em terceiro lugar.

O grande trunfo do colorado claramente é o elenco: há fartura de bons atletas. Para se ter ideia, o meia Alex costuma pegar banco, e não fica rodeado de garotos ali. Anderson, Vitinho, Rafael Moura, Réver ou Juan fazem companhia constante. Talvez o grande problema esteja na lateral-esquerda, que viu o titular – indiscutível por força das circunstâncias – Fabrício abandonar o time e o clube após um surto de ira em meio a uma partida do Gauchão. As reposições são apostas: Alan Ruschel e Geferson. Na direita, o jovem William já mostrou a que veio e deixou ótima impressão no último mês de atuações. A zaga nunca se define, mas porque a concorrência é muito grande, incluindo nomes como Juan, Réver e Alan Costa. Meio e ataque também estão recheados.

As revelações: talvez o grande nome até agora na temporada seja o jovem Rodrigo Dourado, volante de contenção cria de casa. O garoto correspondeu sempre que recebeu chances, demonstrando uma tranquilidade de veterano em campo, e já assaltou há tempos uma vaga que seria por teoria de Nilton ou Nicolás Freitas. Valdívia já mostrara serviço no ano passado, e este ano confirmou todo o potencial que indicava, dessa vez com boas atuações táticas. Poucos aceitam que o garoto ainda não seja titular indiscutível na equipe, e não é incomum ouvir que tem sido o melhor jogador do time.

No ataque, Nilmar recupera seu bom nível jogo a jogo e já fez gol decisivo na final do Gauchão. Pela história, como jogador e dentro do Internacional, garante segurança em termos de gols no certame nacional.

Com uma esquema montado em torno das infiltrações do chileno Aránguiz e do bom preenchimento dos setores laterais do campo por Sasha, D’Alessandro ou Jorge Henrique, o Colorado parece repleto de alternativas para a disputa do Brasileiro. Com algumas variações programadas de Diego Aguirre, a equipe que entrou em campo para o jogo contra o Atlético no Independência teve: Alisson, William, Alan Costa, Juan e Ernando; Rodrigo Dourado, Aránguiz, Sasha, Alex e Jorge Henrique; Lisandro López.

Não é possível cravar que este seja o time titular atual. Longe disso: falta muita gente. Mas esse time que atuou esteve à altura. Por aí já dá pra calcular até onde os colorados poderão sonhar esse ano.

Grêmio – Há potencial para ser desenvolvido

Com dificuldades financeiras expostas, o clube inseriu em mídia, torcida e críticos a ideia de que investiria muito pouco, quase nada, para este ano. Resultado: foi formada uma equipe com, no mínimo, um elenco enxuto. A grande contratação do ano veio apenas para o primeiro semestre, em caráter emergencial, dado que havia lacunas técnicas nítidas. Mas nem esse período conseguiu completar: tratava-se do uruguaio Cristian Rodríguez, El Cebolla, que até já rescindiu contrato por excessivas lesões.

O que Luiz Felipe Scolari com certeza tem em mãos é uma equipe com esquema tático completamente definido: um 4-2-3-1 evidente, mas com alguns jogadores que não empolgam. Por exemplo: o único centroavante de área do grupo é o uruguaio Braian Rodríguez, que, após 12 partidas e 1 gol, não desperta expectativa em mais ninguém. Mas não é só essa a posição carente. Ambas as laterais estão instáveis. Na esquerda, Marcelo Oliveira corresponde, entretanto, não empolga ofensivamente; e o garoto Junior, tão propalado pela imprensa local, não passa de incógnita. Na direita, o treinador experimentou Matías Rodríguez e Galhardo à exaustão no primeiro semestre, e nunca obteve resultado satisfatório. Tanto que o volante Ramiro era o titular improvisado quando se lesionou.

Eis outro ponto crítico: o setor de contenção, onde é tão necessário ter um grupo grande de bons jogadores. O jovem Walace parece ter garantido definitivamente sua titularidade após o fracasso de Fellipe Bastos na final do Gauchão, e fará dupla com Maicon. Mas estes três jogadores são muito pouco para um setor que seguidamente apresenta desfalques por lesão muscular ou cartões. Ou chegam reforços, ou jovens entrarão em ação.

O tripé da ligação com o ataque é formado por Luan, Douglas e Giuliano. Dos três, somente Giuliano parece inconstestável, com juventude, disposição e boa efetividade. Luan mantém a mesma irregularidade de 2014 e já começa a ser questionado por alguns setores que projetavam maturidade para este ano, e Douglas acrescentou idade à eterna malemolência.

Como a direção prometeu reforços para o campeonato, não é possível fazer um prognóstico mais profundo a essa altura. O que é certo é que o esquema tático deverá sofrer pouquíssimas mudanças e que, nas posições de titularidade assegurada, a resposta é excelente, como a zaga. Se os potenciais ainda esperados se desenvolverem, com os acréscimos certos nas funções certas, a equipe gremista poderá, quem sabe, almejar por algo além do meio da tabela no campeonato. Uma dura missão para Luiz Felipe Scolari.

E começa o Brasileirão! Mas alguém se interessa?
“Contratação de peso” ou um “peso” para o clube?

Escrito por:

- possui 23 artigos no No Ângulo.

Portoalegrense de nascimento e residência desde sempre, é administrador de empresas e tem como dois de seus principais hobbies o futebol e a escrita. É neste espaço que essas paixões poderão se unir: a leitura da bola através da riqueza da palavra.

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2 respostas para “Um “Gre-Nal” desigual no Brasileirão”

  1. Desigual pelo motivo do inter ser 100% melhor (Y)

  2. Rafa Borges disse:

    Gremio o Imortal que mais morre KKKKKKKKKKK


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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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