Uma análise, digamos, menos eufórica sobre o provável título do Palmeiras

Créditos da imagem: O Estado

O torcedor mais fervoroso talvez não admita, mas vamos combinar que o provável título do Palmeiras não será AQUELE título

Veja, conforme as coisas foram acontecendo no Brasileirão (as seguidas vitórias com os reservas -alguns deles melhores do que os titulares-, a constrangedora derrocada do São Paulo e a oscilação de Flamengo e Internacional, tudo isso somado à eliminação do Alviverde na Libertadores), Felipão e seus jogadores devem ter pensado algo do tipo: “cara, esse campeonato está em nossas mãos, vamos ganhar isso aqui”.

Mérito do Palmeiras, que sobrou na competição e escancarou a vantagem de se possuir um elenco qualificado como até hoje não havia conseguido fazer, a despeito de já há algumas temporadas contar com um suporte financeiro pra lá de generoso de sua patrocinadora.

Como bem disse Elias, volante do Atlético Mineiro, qual clube brasileiro pode se dar ao luxo de “rodar o elenco” com jogadores do gabarito de Lucas Lima e Gustavo Scarpa?

De qualquer forma, não há como deixar de registrar o baixo nível técnico do futebol aqui praticado.

Uma lástima!

No frigir dos ovos, veremos um campeão que atuou com os reservas em boa parte da competição, com direito à quebra de recorde de invencibilidade.

Mérito do planejamento, repito.

Mas que cria uma falsa ideia de que esse Palmeiras é um timaço.

Não é…

Só que hoje, infelizmente, nem precisa ser.

E deixo um alerta aos rivais: essa combinação “tradição + patrocinador forte + melhor estádio do País” tende a fazer do Palmeiras o clube mais poderoso do Brasil nos próximos anos.

É bom que todos comecem a se coçar.

E segue o jogo.

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