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Vasco e Celso Roth: quando demitir o treinador não seria um erro

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Créditos da imagem: Getty Images

Demitir treinador é a solução mais fácil encontrada pelos cartolas. Solução, não: resposta aos torcedores. É também um atestado de que houve um erro de escolha lá atrás ou algo no planejamento não saiu como esperado, apesar dessa parte nunca ser admitida pelos dirigentes.

Particularmente, sou contra terminar um projeto no meio do caminho. Deveriam ser estabelecidas metas durante prazos para que se fizesse a avaliação da continuidade: de seis em seis meses, ou de ano em ano, ou ao fim de um turno ou torneio. Mas essa é uma realidade paralela, que não tem base para ocorrer no Brasil, por mil fatores, desde a influência externa da torcida e imprensa até os problemas internos enfrentados pelos clubes. Então, precisamos aceitar o fato de que demitir um treinador no meio da temporada é uma saída E que às vezes, dá resultado.

Essa semana, após a dura e esperada derrota para o Corinthians fora de casa, a cabeça de Celso Roth esteve na guilhotina vascaína, mas o presidente Eurico Miranda preferiu tirá-la de lá. Para muitos, uma atitude correta. Afinal, dar tempo ao treinador – o Vasco terá dez dias de preparação para o próximo jogo – é algo que todos no meio do futebol pedem. O próximo jogo do Vasco será somente no próximo fim de semana.

Vamos lá, precisamos admitir que Eurico tomou uma decisão sensata. É a chance de ouro para Roth e o time do Vasco ganharem o jogo e, de quebra, embalar para longe da zona de rebaixamento. As condições são as melhores possíveis. Haverá tempo de treino com todos os reforços que o combalido caixa cruzmaltino conseguiu. E o jogo é contra o o melhor time possível de se enfrentar, o lanterna Joinville, e no Maracanã.

Mas será mesmo que manter Roth era o melhor a ser feito? Do outro lado da questão está o fato do atual treinador ter um histórico de validade curta. O “efeito sargentão” costuma dar certo logo quando ele chega, mas dura pouco. Não deve ser coincidência que o Vasco tenha ganho as duas primeiras partidas de Roth. Depois disso, no Brasileirão, apenas uma vitória, apesar do dever cumprido na Copa do Brasil. Será que o bombeiro gaúcho já debelou a parte do fogo que era de sua alçada?

E não é só isso: muito da pecha de Roth tem relação com seu jeito de trabalhar, que culmina num relacionamento ruim com seus comandados. Prova disso foi a polêmica opção por colocar Martin Silva contra o Palmeiras – e depois retirá-lo no intervalo. Apesar de ser uma opção do treinador, é unânime que jogador costuma enxergar mal esse tipo de atitude. Ato contínuo, o empresário do goleiro esculhambou Roth no Twitter, dizendo que “ele já perdeu o grupo faz tempo”.

Não creio que seja problema de relacionamento o fator decisivo para o péssimo desempenho vascaíno. O elenco é fraco. E com Doriva também estava mal. Tampouco parece haver falta de vontade dos jogadores dentro de campo. Mas também é fato que com um treinador limitado e mal visto pelos jogadores, a situação tende a ficar pior e que melhorá-la seja improvável.

À primeira vista, a decisão de manter o treinador foi acertada. Mas não dá para dizer que seria burrice demitir Roth. O momento é bom para recorrer a algum outro treinador que desse a injeção de ânimo que o atual parece não conseguir mais aplicar. Ok, procurar esse nome seria um outro problema. Mas a situação favorecia: além dos dez dias de treinamento, quase uma intertemporada, o Vasco irá encarar uma sequência que dá esperanças, talvez as últimas, ao seu torcedor. Após pegar o Joinville, em casa, o Gigante da Colina visita o Santos, mas recebe o Coritiba e vai até Goiás, para depois encerrar a sequência quase “mata-mata” contra o Figueirense, em São Januário.

Dos 15 pontos possíveis, fazer 10 já daria um respiro, já que além de quase dobrar sua pontuação, evitaria a subida dos concorrentes. Ou seja, uma tabela suficiente para conseguir novas vitórias e dar fôlego ao Vasco, seja com Celso Roth ou sem. Mas, por enquanto, é com ele mesmo. Veremos até quando.

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Carioca, graduado em Direito e universitário de Jornalismo. Mas antes de tudo, um opinólogo profissional, cronista do cotidiano, comentarista do dia a dia e palpiteiro da rotina.

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Um comentário para “Vasco e Celso Roth: quando demitir o treinador não seria um erro”

  1. Eu fico besta com o vascão, os jogos do vasco que eu assisto,vasco não é pra ser goliado,o time joga certo mas como os atacantes é tudo viado,não faz gol, é por isso que o vasco perde,mas se uma pessoa falar que o vasco não joga bem eu falo que é mentira, o vasco joga bem mas não tá tendo sorte.


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