117 comentários em: “Vídeos

  1. O formato vai se consolidando à medida que os apresentadores ficam mais à vontade. Se for irreverente e alegre como No Ângulo, vai longe.

  2. Fernando Prado e Gabriel Rostey: Vcs dominam o assunto, são simpáticos, carismáticos, fluentes e estou certa de que em breve serão “descobertos”! Parabéns!!!

    1. Obrigado, Diego! Reportagens na TV são complicadas, porque você nunca sabe exatamente o que vai ser mostrado, então certamente em outro ponto da fala eu expliquei melhor a questão, mas ali o anúncio só poderia ser de até 1,5 m².

      E não sou arquiteto, embora tenha feito dois anos de graduação, viva na área e tenha também feito mestrado em urbanismo. Mas especialista em política urbana eu realmente sou, rs…

    1. Concordo totalmente, Mauricio! O problema é que ela já está sendo “recuada”. Ainda que esses projetos não passem, é assustador ver o quanto está sendo relaxada a aplicação da lei, justamente pela falta de multas e fiscalização. Vou escrever sobre isso dia desses!

    2. Mauricio, é, mas entendo que isso tem a ver com a vontade política. Até porque a fiscalização gera recursos para a Prefeitura.

      Olha só como (não por coincidência) as autuações DESPENCARAM depois que o Kassab (o Prefeito que implantou o plano da grande Regina Monteiro) saiu:

      2011 – 4.591
      2012 – 2.555
      2013 – 366
      2014 – 428
      2015 – 433
      2016 – 512
      2017 (até agosto) – 520

      Basta dar uma volta por uma rua comercial qualquer que estarão pululando (opa!) as infrações à lei que são passíveis de multa…

  3. Suas colocações e análises são de tamanha afinidade com a visão de uma boa parte da população da cidade de SP. Numa cena urbana distópica, reformular uma política pública que pensa e desenha o urbanismo funcional orgânico. Há de haver prazer em ser flanêur.

  4. Uma das melhores mudanças em nossa cidade. ..
    Quando os vereadores começam debater sobre isso..foco preocupado onde isso pode chegar
    Valeu Gabriel

    1. Sim, eu também, Luciano! Por outro lado, é uma lei muto aprovada pela população e para a qual vários grandes veículos costumam dar uma atenção especial, ou seja, se nos mexermos, é bem possível que os vereadores temam o desgaste.

  5. Fico triste ao perceber que a falta de fiscalização ou a fiscalização ineficiente (intencional ou não) tem aberto espaço para que a Lei Cidade Limpa se torne letra morta.
    Infelizmente, em todas as regiões da cidade o desrespeito à Lei Cidade Limpa é perceptível.

    1. Concordo, Miguel Angelo! Confesso que ainda tenho uma esperança, que é de que no ano que vem -o primeiro da Gestão Dória com orçamento proposto por ela- as Prefeituras Regionais (que são as responsáveis pela fiscalização) ganhem força e poder para poderem fazer esse trabalho de uma maneira melhor.

      Se mesmo no ano que vem as coisas continuarem assim, então realmente será para ficar totalmente desesperançoso…

    1. Olha Rafael Andrade Jardim, desculpe, mas eu não poderia discordar mais. E eu tendo totalmente ao liberalismo (só não me defino como “liberal” porque não gosto desses rótulos e amarras).

      Entendo que qualquer dogmatismo é nocivo, e que levar o liberalismo tão a ferro e fogo assim não é tão diferente de levar o marxismo a ferro e fogo. Qual é o limite entre liberalismo pleno e bagunça? Porque é inegável que a fachada e a comunicação visual de um imóvel têm sim relação com o espaço público e a paisagem urbana, que são bens coletivos. Não se referem ao que se passa dentro do imóvel, mas sim com o lado de fora e a comunicação para a cidade e as ruas, justamente para o exterior.

      Além de que o controle da publicidade privada pela Lei Cidade Limpa também propiciou novo mobiliário urbano e aumento de arrecadação por meio da concessão de publicidade em novos pontos de ônibus e relógio.

    2. Rafael Andrade Jardim, eu andei realmente bem ocupado esses tempos, e precisava de um tempo para te responder direito. Sinceramente, acho que você está muito agarrado a uma ideia e está desconsiderando as especificidades, e acho isso um grave erro:

      1) Por essa logica, só posso deduzir que você acha que não deve haver qualquer tipo de controle do tipo PSIU, ou seja, podem colocar o som na altura que quiserem. E se quiserem colocar anúncios de sexo explícito no muro de um imóvel PRIVADO, também pode, não? Afinal, você parece considerar que não há qualquer relação entre o bem privado e o espaço público ou os outros cidadãos, como se fosse simplesmente um amontoado de “privados”, e isso simplesmente não é assim em política urbana. É completamente diferente de esquemas econômicos, por exemplo.

      2) Sim, melhorou, e a imensa maioria da população vê dessa maneira, além de ter tido reconhecimento internacional. O que não dá é para querer que a Lei Cidade Limpa sozinha corrija toda a cidade. Se não melhorarmos um problema por vez, não terá nenhuma solução mágica.

      3) Desculpe, mas esse argumento me parece absolutamente descolado da realidade. Por acaso antes da Lei Cidade Limpa nós tínhamos alguma Times Square? Não, mesmo com toda a “liberdade” que havia, o que víamos eram outdoors horrorosos de papelão. Assim como Nova York tem grande regulação de anúncios publicitário na cidade toda e Times Square é um caso especial, uma exceção (até por isso não existem duas Times Square). Ou seja, mesmo uma “Times Square paulistana” seria feita em paralelo com a Cidade Limpa, como um caso especial.

      4) Com todo o respeito, esse é o ponto mais equivocado de todos na sua argumentação. É justamente o contrário: a Lei Cidade Limpa é que devolveu o valor aos anúncios, a partir do momento em que gerou a escassez de espaços para eles. Antes os anúncios não valiam NADA, afinal, qualquer um anunciava o que quisesse, em qualquer lugar. O que ela fez foi implantar um total controle da oferta de anúncios na cidade, o que fez com que eles voltem a ter valor, explorados pelo poder público (o que dá muito mais dinheiro à Prefeitura), conforme explicarei melhor no próximo ponto.

      5) Desculpe, mas não é assim. A Lei Cidade Limpa zerou os anúncios no espaço público, e permitiu que eles sejam implantados somente em determinados tipos de mobiliário urbano, que serão pagos por quem vencer a licitação para explorar a publicidade que pode ir neles. Para exemplificar: São Paulo hoje tem milhares e milhares de ótimas paradas de ônibus, coisa que não tinha antes, porque a iniciativa privada as implantou em troca de explorar os anúncios. E uma parte da receita gerada ainda volta para a Prefeitura. O mesmo ocorre com os relógios. E é justamente por essa escassez que existe, por exemplo, a possibilidade de a Prefeitura fazer o mesmo com modernos banheiros públicos de rua, sem ter que desembolsar um real de dinheiro público para isso.

      Enfim, se me permite um conselho, quando temos a mesma resposta para qualquer situação, é porque estamos equivocados. Embora a gravidade seja menor e seja um princípio que em geral está certo, o liberalismo fundamentalista não é tão diferente de um marxista que acha que a solução é “empoderar os oprimidos” em qualquer questão.

  6. Em 2015 2016 iniciou se a flexibilização. Temos centenas de relógios e mini outdoors nos pontos de onibus concedidos. Em locais comp Anhembi e Pacaembu…por exemplo não é problema. Conheci o Serginho em 2011.

    1. Alex Tessitore, desculpe a demora para te responder, mas isso não chegou a ser uma flexibilização não, até porque a exploração da publicidade em mobiliários urbanos novos (cuja implantação viria a ser paga justamente pela exploração desses espaços publicitários) era uma previsão desde o início da lei.

      Eu, por exemplo, sou crítico aos relógios, que me parecem uma inutilidade nos dias de hoje. Mas os novos pontos de ônibus, por exemplo, são outra coisa em relação aos anteriores, e foram custeados sem um pingo de dinheiro público, graças à Lei Cidade Limpa.

    1. Rene, e isso porque ainda temos muros gigantes, pichações, postes e fiação aérea, ou seja, coisas que já interferem demais na poluição visual. Se os anúncios também forem um problema, nossa…

  7. Show!
    Muito Bom Gabriel! Acredito que a Lei Cidade Limpa , no início foi um avanço pra nossa cidade , mas com o tempo vai perdendo fiscalização , daí o retrocesso .
    Não pode haver recuo para esta Lei !

    1. Concordo totalmente, Marcia! E a lei é muito popular, aprovada pela população! É só questão de ela estar bem informada sobre os riscos à lei, que acho que haverá mobilização em defesa dela.

  8. Opa, obrigado, Carla! Quase que gravei sem óculos, cada hora saio de casa de um jeito. Em relação a usar ou não os óculos, sou de lua…

    1. Opa, você diz o do cabelo enrolado?

      E acho que quando perguntam simplesmente a opinião de transeuntes, sem ser uma opinião técnica, não colocam o nome no GC, não é?

  9. Não considero uma “retrocesso”. Concordo que a proibição de placas, lambe lambe e cartazes reduziu a poluição visual. Enterrado os outdoors administrados por empresas autorizadas pela prefeitura tornava a cidade mais iluminada e bonita, inclusive gerando renda com os impostos e empregos vinculados ao setor. Em uma pesquisa que li, informou que o potencial de arrecadação de impostos e taxas apenas com os outdoor pode alcançar um Bilhão de Reais em um ano. Acredito que a flexibilização da Lei Cidade é importante.

  10. Tenho notado várias fachadas cobertas como aquelas que eram comuns antes da Lei da Cidade Limpa.
    Uma pena que a atual administração e a anterior estejam minando a lei desta forma.

    1. Pois é, Marcos Amorim, e além de errado, acho uma burrice, afinal, a população aprova a Lei Cidade Limpa! O Haddad passou 4 anos só relaxando a Lei e foi absurdamente rejeitado pela população na eleição seguinte. O Dória ainda tem a chance de melhorar a fiscalização das Prefeituras Regionais com o orçamento próprio a partir do ano que vem, vamos ver se aproveitará a oportunidade…

  11. Também tenho observado esse descaso dos prefeitos com algo tão sério. Foi tão difícil chegar aonde chegamos… As pessoas não percebem o quão maléfica é a poluição visual, que gera mais e mais descaso com a cidade e desapego a valores tão importantes que podem evitar depredações e vandalismo, por exemplo… Enfim, obrigada por participar!

  12. Bacana Gabriel,
    Eu assistir, tire uma dúvida, e essa pixação toda emporcalhando a cidade o prefeito não teria que limpar? Isso é o que mais incomoda, o centro é horrível

    1. Kascão, isso é horrível mesmo, e mais complicado. A Prefeitura deve tirar a pichação do que é patrimônio dela ou então espaço público. Então se alguém picha o Theatro Municipal (propriedade dela) ou algum muro público, por exemplo, ela deve sim limpar. Mas quando picham muros de propriedades privadas, realmente cabe ao dono limpar.

      Nesse sentido, pelo menos, a atual gestão não merece ser criticada, pelo contrário, deve ser reverenciada. Já limparam muitas pichações, criaram leis mais unitivas aos pichadores e tiveram até que aturar muitas críticas daqueles que defendem essa suposta “forma de arte e expressão”, né…

    1. Opa, valeu mesmo, Carlos Marchi! E o pior é que, aos poucos todos os térreos no centro estão ficando cobertos desse jeito. Olha só que tristeza o estado em que foi ficando o térreo de um dos poucos art-nouveau da cidade:

    1. Exatamente, Caito Carvalho! E o mais inexplicável é que além de ser algo premiado internacionalmente, também é algo aprovado pela população! Ou seja, ao mesmo tempo em que fazem algo que é ruim, também fazem algo impopular. Realmente, só resta a sua definição: burrice.

  13. Gosto dessa lei e do impacto positivo. Mas alguns lugares públicos precisam de alguma forma de capitalização. Não dá para a prefeitura manter o Pacaembu nos moldes atuais, sobretudo pela associação de moradores “Viva Pacaembu” ter dominado a região com suas imposições sobre eventos.

    Quanto aos viadutos e pontes, eu também não acho retrocesso.

    Aquelas placas estilo NY realmente incomodam (quando não se é turista), mas acho que toda medida restritiva como a Cidade Limpa tem que analisar o trade-off em termos de arrecadação e geração de emprego. Não sei se isso foi analisado no início dos anos 2000.

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