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Vim, Vi e Venci

paulo

Créditos da imagem: clickcamboriu.com.br

Comecei minha carreira como jogador de futsal no Juventus, com 5 anos de idade. Desde esta época me lembro de falar que meu sonho era ser jogador de futebol, jogar na Seleção, ser contratado por um time europeu e fazer o gol na final da Olimpíada, trazendo a primeira medalha de Ouro no futebol para o Brasil.

0,,21629372-EX,00Consegui realizar parte deste sonho, joguei na Seleção, no Japão, na Espanha e na França, além de participar do time da Olimpíada de Atlanta. Hoje, depois de me aposentar, vejo que o futebol me deu muito mais do que isso, ele me deu a oportunidade de conhecer outras culturas, pessoas, lugares e países.

Joguei profissionalmente 17 anos – dos 16 aos 33 – e tive a oportunidade de conhecer os cinco continentes. Minha primeira viagem internacional foi como jogador do Corinthians. Com 13 anos, fui para o Peru, depois, já jogando pelo São Paulo fizemos uma excursão para a China em 1994, quando a China ainda era um país muito fechado. Adorei Hong Kong e fiquei impressionado com seu comércio, modernidade e movimentação de pessoas. Jogamos contra a seleção do Sul da China no moderno estádio de Hong Kong e para nossa surpresa a seleção era muito boa! Mas sem dúvida, o que mais tivemos dificuldade foi com o idioma e com a gastronomia. Era difícil falar inglês com os chineses e alguns deles ficavam até com medo de se aproximar. Tivemos passagens curiosas nesta viagem, em Hong Kong a culinária era muito parecida com a nossa aqui no ocidente, comida italiana, fast food, chocolate e etc… Mas quando você começa a ir um pouco mais para o interior, a situação é outra.

Uma ocasião que me lembro bem foi quando estávamos em um banquete de lançamento e promoção do jogo em um salão luxuoso, e começaram a nos servir vários pratos em bandejas tampadas. Quando eles levantavam as tampas destes pratos, era sempre uma surpresa. Eram vários pratos exóticos, tinha cérebro de macaco, gafanhoto, uma sopa que tinha alguma coisa viva dentro (até hoje não sei o que era) e a maioria de nós rejeitava e não comia. Foi aí que o intérprete se aproximou e comentou que era uma ofensa para eles não comermos o que eles estavam oferecendo e que nós teríamos que nos esforçar e comer o que estava sendo servido. Foi difícil, mas no final conseguimos agradá-los.

Um pouco depois dessa conversa com o tradutor veio um prato que estava com um aspecto muito bom, ficamos empolgados, era uma carne com um molho marrom bem saboroso parecido com o nosso molho madeira e tinha realmente um sabor muito gostoso, comemos tudo e pedimos para repetir, nos fartamos de comer aquela carne e quando já estávamos indo embora resolvemos perguntar ao garçom que carne era aquela no nosso “chinês”. Falamos Muuuuuu e o garçom balançou a cabeça negativamente, depois fizemos Méééééé e o garçom novamente balançou a cabeça dizendo que não, foi quando o garçom que estava ao lado disse: AuAuAuAu todos nós ficamos com um nó no estômago e fomos embora pensando nos nossos bichinhos de estimação que tinham ficado no Brasil.

Hoje fico lembrando essa e outras histórias que passei durante minha carreira como jogador de futebol e que ainda passo, agora como treinador, e fico muito feliz e me sinto um afortunado por ter tido essas experiências e poder contar para meus filhos, amigos e parentes. O futebol é um esporte apaixonante e que amo, devo muito a ele e sei que os valores que aprendi durante todos estes anos foram devido ao nosso querido futebol. Não é um trabalho fácil, ao contrário, existe a pressão por resultados, lesões, falta de pagamento, estruturas de trabalho precárias, pessoas sem nenhum caráter, enganadores, mentirosos, enfim o lado feio e sujo como em todas as outras profissões, mas também existe o lado do empolgante, do desafio, da superação de barreiras, das vitórias , dos amigos e de tudo que está relacionado a esse esporte que leva multidões de fãs aos estádios e que tem seguidores em todas as partes do planeta.

Por isso mais uma vez digo: viva o futebol!

 

O estilo incomparável das narrações esportivas no rádio
Apesar da vitória corintiana, o Majestoso acabou bom pra todo mundo

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- possui 1 artigos no No Ângulo.

Ex-jogador de sucesso, com direito a convocações para a Seleção Brasileira, Paulo Jamelli atuou por grandes clubes brasileiros como Corinthians, Santos e São Paulo. No exterior, atuou no Japão, na Espanha e na França. Atualmente é treinador do Independente de Limeira, Série A2.

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15 respostas para “Vim, Vi e Venci”

  1. Muito bacana o texto. Estou curioso pra saber como o Jamelli se sairá quando tiver a chance de treinar um clube grande, já que ele sempre foi muito profissional e competitivo nos tempos de jogador.
    E começar treinando equipes pequenas, sem pular etapas, parece ser o melhor caminho.
    A conferir.

  2. Vembilu disse:

    Grande Jamelli, jogou muito no Peixe! (y)

  3. Vicente Prado (Coluna do Leitor) Vicente disse:

    Quem sabe um dia não possa vir a treinar o Santos… Seria uma excelente aposta!

  4. Lais disse:

    Tadiiiiiiiiiinho dos cachorrinhos!!! kkkkkk

  5. Jose Carlos disse:

    Jogava demais jameli e macedo craques

  6. Lu Alves disse:

    Bate um bolão, lindo demais!!!!

  7. Lena Annes disse:

    É legal conhecer um pouco dos bastidores de quem viveu intensamente o futebol.

  8. Eu sempre penso na felicidade que todo jogador deve sentir por ter investido na paixão e ter sido vitorioso e recompensado por isso. Deve ser uma sensação de realização absurda! Bem legal o depoimento!

    E o Jamelli tem tudo pra ser um bom técnico mesmo: é um cara inteligente, tem passagens por times grandes, conhece a badalação em cima de jogadores que atingem o sucesso muito jovens, jogou no exterior… que tenha sorte! 😉

  9. Ricardo disse:

    Grande jogador, bela coluna, ótimas historias!!! parabéns pelo jogador que foi e sucesso como treinador…

  10. Jogou muito no Santos Geovanio e Jameli

  11. No coringão tu só veio pra morder um cascaio

  12. Joao Lucas disse:

    Era muito bom era o cara daquele momento no santos era bom

  13. Parabéns Jamelli
    Abraço


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Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano atua e segue aprofundando estudos nas suas principais paixões: futebol e cidades. Especialista em gestão do esporte, como jornalista também encara o futebol como fenômeno cultural.

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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

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Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, não resiste a um bom debate sobre esportes, desde futebol até curling. São-paulino, é fundador e moderador do Fórum O Mais Querido (FOMQ). Não esperem ufanismos e clichês. Ele torce, mas não distorce.

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Natural de Brasília, mas residente em São Paulo desde que se conhece por gente, é um apaixonado por esportes e pela “sétima arte”. Jornalista e advogado, busca tratar o futebol com a descontração que lhe é peculiar, com o compromisso da boa informação e opinião consistente.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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