Vim, vi, venci! Só que nem sempre é assim…

Créditos da imagem: Blog Melhores da Base

“Veni, vidi, vici”

Quando o magricela Ronaldo, mais tarde Fenômeno, brilhou no Cruzeiro e partiu para a Holanda, por uma boa soma, maior que as 6 milhões de moedas da época aqui no Brasil, mas muito longe do que de lá sairia para o Barcelona, Inter, Real Madrid etc etc etc, um então ex-integrante do departamento de futebol do São Paulo procurou-me oferecendo a cópia de uma carta que havia enviado à presidência do clube falando das qualidades do garoto Ronaldinho, criado no São Cristóvão, do Rio, sem ter recebido, como gostaria, maior atenção do alto comando do clube. Respondi a ele, com quem tinha bom relacionamento, que queria a cópia da carta e prometia publicá-la, mas queria, também, as cópias de todas as cartas, bilhetes ou o que fosse, falando das outras “joias” que ele havia descoberto e oferecido – tivessem elas, ou não, se revelado verdadeiras.

Com as qualidades apontadas por Jairzinho, Furacão da Copa (70), seu descobridor, sendo confirmadas a cada campeonato e em cada time que ia defendendo na Europa, Barcelona, Inter de Milão, Real Madrid, foram desembolsando cada vez mais para terem seus gols decisivos. Assim funcionava e assim funciona para os clubes ricos da Europa. Compram nossos jogadores pelo preço que a todos parecem justos no momento da transação e sabem que correm risco. Podem estar fazendo um bom negócio, negociando, mais tarde, o jovem craque por valores cada vez maiores, ou podem estar jogando dinheiro pelo ralo. Por isso não pagam, não podem e nem devem, pagar, de cara, o que alguns acabam valendo mais tarde. Outros nem tanto, ou nada. Sendo um jogo, tem seu risco.

O Barcelona acaba de contratar Philippe Coutinho pagando ao Liverpool coisa como 620 milhões de reais – valor inferior apenas ao que o PSG pagou há pouco por Neymar. E, de cara, alguns, cartas marcadas, lembraram que o jovem craque, hoje com 25 anos, saiu do Vasco, mal completados 20, pela “bagatela” de revelados 12 milhões – um pouco menos do que o time carioca deverá receber agora por ser o clube revelador, graças a uma lei da Fifa. Fazem as contas e, claro, acham que o Vasco o vendeu barato, de graça mesmo. Tivesse esperado e agora…

Que bom se fosse assim, mas não. Nem pode ser. Porque ficando aqui, disputando regionais e brasileiros, as “joias” jamais seriam lapidadas como são jogando na Euro classe A. Não ganhariam destaque, não aprenderiam as lições de bons profissionais, cumprindo e respeitando o contratado, não teriam a visibilidade necessária e não teriam como provar que não são falsas, pedras apenas semi preciosas. São muitos os exemplos dos que saíram cedo daqui e vingaram – Ronaldinho Gaúcho, Fenômeno, Roberto Carlos, Juan, Rivaldo, Toninho Cerezo, Careca, Falcão e mais alguns. Outros brilharam, mas poderiam ter dado mais: Robinho, Denílson, Oscar…

Nada desprezível é o número dos que foram, mesmo pelo preço justo, e desapontaram, deram prejuízo e ajudaram a consolidar a política dos europeus classe A de não pagarem “muito” na primeira ida. Viola, Marcelinho Carioca, Chera…Jogadores experientes também foram e deram vexame: Edmundo, com um péssimo comportamento extracampo, e Sócrates, na Fiorentina. O jovem Gabigol é o novo fiasco, prejuízo certo, e não pequeno.

São poucos os que foram por bom preço, sem chance para comparações sonhadoras: Caio, do São Paulo, lembra-se?, saiu do juvenil por 5 milhões de moedas da época. Caro. Denílson foi para o Bétis por um caminhão de dinheiro. Lucas, para o PSG. O próprio Robinho foi por uma bela quantia, ao contrário de Neymar. Os dois ao saírem já tinham passado pela fase da esperança, eram craques feitos. Por eles os clubes pagariam o montão esperado. No caso do Neymar, um lado foi mais esperto do que o outro…

5 comentários em: “Vim, vi, venci! Só que nem sempre é assim…

  1. Maravilha de texto! É verdade, ninguém lembra dos Rochembacks, Denilsons, Geovannis (ex-Cruzeiro) e Lucas Mouras nessas horas. Aquele centroavante Fábio Junior eu lembro que foi outro caso em que apostaram pesado e perderam tudo!

  2. E quando nossos clubes têm dinheiro conseguem pelo menos vender por bem mais!!!!! O Vasco vendeu o Coutinho por 12 milhões porque tava quebrado!!!!!! O Flamengo não tá quebrado e olha só como vendeu o Vinícius Jr!!!!!!!!!!!!!!

  3. O Malcom que saiu ano passado do Corinthians oarece que vai estourar.
    Gabriel Jesus pra mim ainda é promessa!

  4. Malcom é um jogador que tem tudo pra dar certo, vamos aguardar se for transferido para Inglaterra. Já Gabriel Jesus penso que foi supervalorizado, as contusões também dificulta sua sequência. Apesar de que o Guardiola a princípio enchia sua bola, agora parece que está com o pé atrás…

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