“Vocês vão ter que me engolir”

Créditos da imagem: Montagem / No Ângulo

A célebre frase de Zagallo, que no ano que vem completará inacreditáveis 20 anos (o desabafo – VEJA O VÍDEO – foi dado em 1997, por ocasião da conquista da Copa América pela Seleção Brasileira, da qual o Velho Lobo era o comandante), poderá, como não raro acontece no futebol, ser utilizada pelos técnicos finalistas da Copa do Brasil do corrente ano: Marcelo Oliveira, do Atlético Mineiro, e Renato Gaúcho, do Grêmio. Senão vejamos:

Marcelo Oliveira, bicampeão brasileiro pelo Cruzeiro em 2013/14, atual campeão da Copa do Brasil pelo Palmeiras (2015) e agora mais uma vez finalista, é criticado (também por mim) por não conseguir fazer do Atlético um time organizado e confiável, com um nível de apresentação que o seu talentoso elenco sugere. De modo que as chances do Galo passam muito pela qualidade do seu setor ofensivo, onde atuam Robinho – o melhor jogador atuando em solo brasileiro da atualidade – e Lucas Pratto. Mas e o treinador, será que não terá mérito algum em eventual QUARTA conquista em nível nacional em QUATRO anos seguidos, por três diferentes clubes? Ora, ser campeão em 2013, 2014, 2015 e 2016 de competições tão importantes (particularmente no Brasil, onde há sempre muitos candidatos ao título) definitivamente não é para qualquer um!

Renato Gaúcho, ex-craque da bola, jogador de sucesso, de Seleção Brasileira. Fora de campo, um sujeito rico, boa pinta e com fama de “pegador”. Aliás, talvez resida aí, nesse jeito fanfarrão, de quem, utilizando as suas próprias palavras, “passava o trator na mulherada”, a falta de respeito pelo trabalho de Renato Gaúcho enquanto treinador de futebol. Puro preconceito, já que o pai da musa Carol Portaluppi (ainda essa!) tem sim demonstrado ser um conhecedor de futebol (e aqui me refiro a tudo: tanto às partes tática e técnica, quanto de liderança). Prova disso foi o “sacode” que o Grêmio deu no Cruzeiro de Mano Menezes no jogo de ida, em Minas Gerais, na vitória por 2×0. Vitória esta que, de tão contundente, influenciaria até no meu palpite para a grande finalíssima: dá Grêmio (Em tempo: a diretoria do clube gaúcho arriscou, passou a escalar os reservas precocemente no Brasileirão e, ao menos por enquanto, faz valer a pena a sempre complicada decisão de priorizar uma competição em detrimento da outra. A torcida tricolor só espera que o time não repita os erros do Santos no ano passado, que fez o mesmo e ficou a ver navios em 2016, fora até da Libertadores, após perder a decisão da Copa do Brasil, nos pênaltis, para o Palmeiras e a vaga no G4 do Brasileirão para o São Paulo). A ver.

Seriam então Marcelo Oliveira e Renato Gaúcho dois “incompreendidos”?

E segue o jogo.

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6 comentários em: ““Vocês vão ter que me engolir”

  1. Assino embaixo! Especialmente sobre o Renato Gaúcho: se não é um técnico top, é um bom técnico, que já fez trabalhos muito bons no Fluminense, no próprio Grêmio e até no Vasco. Um absurdo que seja tratado como um brincalhão, enquanto tem um bando de “enganador” por aí…

    Já sobre o Marcelo Oliveira, acrescento outro fato surreal: desde 2011, ele esteve em TODAS as finais de Copa do Brasil, tirando a de 2013, por quatro clubes diferentes (2011 e 2012 foi vice pelo Coritiba, em 2014 foi vice pelo Cruzeiro, em 2015 foi campeão pelo Palmeiras e agora está na final com o Atlético). É algo realmente a ser destacado.

  2. Não vejo nada de especial em nenhum dos dois , nosso futebol está carente de treinadores , é só olhar os jogos do campeonato brasileiro . A maioria horrorosos uma correria danada , a quantidade de passes errados um absurdo ,o primeiro fundamento do futebol, no brasileirão simplesmente não existe. Muita marcação e pouca inspiração , mesmo o Palmeiras provável campeão um futibolzinho sofrível acho que sou muito exigente minhas desculpas aos comentaristas rs.

  3. Eu acredito que só consegue perceber a falta de qualidade do trabalho do Renato, quem torce pros times em que ele trabalhou.
    Como gremista, afirmo: o Renato é espetacular pra esse trabalho atual. Um período curto, precisando apenas dar um sprint final, na base da motivação. Geralmente nessas condições ele alcança resultados expressivos.
    Com esses resultados, vem a renovação e a possibilidade de “dar a sua cara” pro time na temporada seguinte. E aí, nessa hora, não queira ser um torcedor desse time.

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